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Os sinais da Natureza para nossa evolução são ignorados pela supremacia dos sinais do ego para nossa animalização

sexta-feira, abril 19th, 2019

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Nestes últimos dias, três tragedias ocuparam o noticiário:  Brumadinho, o incêndio da Notre Dame e a queda dos prédios no Rio. Tres eventos que parecem nada ter entre si. Mas assim como uma partícula no Brasil pode mudar o comportamento de sua igual em Londres, ou o bater de asas de uma borboleta na Asia pode desencadear uma ventania na America, talvez haja algo muito sutil, permeando dimensões de substratos inacreditáveis, esteja ocorrendo que conecte estes três eventos entre si. Quem sabe, por exemplo, essa evolução natural que ninguém ainda entende suas forças, esteja se movendo em mais uma onda no organismo de Gaia?…

E’ apenas uma hipótese, mas suponhamos que fosse real. Porque o cérebro humano, com sia inteligencia, não estaria captando estes sinais sutis? Os exemplos que vou dar a seguir indicariam que tal debilidade em nossos sensores e inteligencia estaria ocorrendo porque ainda insistimos em desviar nossa atenção dos eventos que realmente tem efeitos marcantes sobre a humanidade porque o ego ocupa o cérebro para dar vazão a seus defeitos de caráter, focalizando-se em eventos que são alimentos para estes defeitos. Quais o eventos da semana que se discutem nas rodas fora dos diretamente prejudicados pelas três tragedias? Vejamos:

Ligo a Internet, caio numa discussão entre brasileiros sobre a crise no pais, e os três debatedores insistem no mesmo tipo de discurso: “Então os ruralistas não querem o controle da natalidade porque para eles quanto mais boias-frias nas filas de madrugada esperando o caminhão treme-treme e brigando para trabalhar e melhor, assim podem abaixar de R$ 3,00 para R$ 2,50 o preço pago pela hora de trabalho que tem gente que aceita, e com isso os ruralistas recebem os dólares da China para continuarem a sustentar as construtoras construindo estas enormes torres de luxos pois eles querem comprar mais apartamentos e lojas para alugarem…”

E outro, sem questionar nada pega o mesmo fio de denuncias apontando outra atrocidade da mente dos poderosos, sejam políticos ou empresários e ate menciona o termo “mentes podres”. Um terceiro entra não questionando nada dos dois mas continuando no mesmo fio do pensamento denuncia que as mulheres pobres das favelas querem crescer a barriga e gerar miseráveis para morarem nos treme-tremes feitos pelas milicias… Nenhuma das três classes – a oligárquica, a media, e a baixa – escapa das criticas. Engraçado é que os falantes não tem como escaparem, eles tem que serem uma das três classes, mas sentem-se imaginariamente fora disso.

E eu penso com meus botoes. Isto tudo nada tem a ver com debate, discussão, isto é mera continuidade ao infinito de um mesmo discurso, o mesmo fio da meada, a denuncia da podridão das mentes circulando no meio da sociedade. Ora,… se tem três discursantes com o mesmo discurso… quem dos três esta’ ouvindo? Para quem estão falando se os outros falantes não lhes estão ouvindo? Qual a utilidade, a vantagem em ficarem a tagarelar eternamente circulando no meio de denuncias e mais denuncias?! Mas essa é a moda de 400 anos no Brasil: o critico se sente crescer ao mostrar que esta’ bem informado… sobre o que os outros estão carecas de saber. Haveria uma utilidade nisso se cada discurso batesse num espelho refletor e voltasse direto para o cérebro de quem o proferiu, pois ai o discursante iria descobrir que, no fundo, que ele esta’ se auto-denunciando, que ele esta’ se comportando na vida como mais um ego animalizado, enquanto não tira a bunda do sofá ou não deixa de dar parte do seu trabalho a outro ego animalizado e nada faz para mudar nada.

Então entro na discussão com uma ideia que acabou de me ocorrer quando vi as principais manchetes das noticias ao abrir a Internet. E pergunto: “Vocês notaram uma sutil coincidência nas três ultimas tragedias – a do Brumadinho, da Notre Dame e dos  prédios que caíram no Rio?” – ” Não… que coincidência?” – ” O resultado final das três é o mesmo: denuncias contra o que vocês chamam de “mentes podres” e eu chamo de “egos animalizados”, circulando no meio da sociedade. Ora, se tres eventos dispares e em tao diferentes regiões, apresentam o mesmo e único efeito final, reza a logica que isso não é mero acaso. E isso é profundo, um prato cheio para a filosofia existencial pensar, senão vejamos…”

– “Ora, não tem nada a ver as três ocorrências… não vem aqui falar mais uma de suas besteiras…filosóficas… Bem eu vou me retirar, tenho que jantar…”

– “Eu também, tenho que comprar cigarro antes que o bar fecha…”

É sempre assim. Enquanto a fala se mantem descrevendo as superfícies dos assuntos, que permita expressar o veneno interno quando se vê expressado nos comportamentos de outros distantes, os grupos de falantes se mantem. Mas se em algum momento a fala querer se desviar da superfície e descer nas profundidades, todo mundo sai correndo.

Meus amigos… como vai haver evolução mental deste jeito, como vai ocorrer a cura de mentes podres assim? Beat around the bush… como diz o inglês… circulando e batendo em volta dos arbustos para ver se não tem uma cobra ali escondida antes de montar o saco de dormir ao lado do arbusto… Não sair do lugar, ir para lugar nenhum… going nowhere… esta a moda astutamente inculcada no inconsciente coletivo do povo brasileiro pelos colonizadores portugueses para facilitar a manutenção de seu domínio.  Concordo que é chato pra caral… digo, pra caramba, ficar forçando a mente em coisas chatas, invisíveis, que estão alem dos horizontes imediatos, dos limites dos objetos no ambiente a nossa volta, mas enquanto não aprendermos que este exercício agora é mais necessário que o exercício da malhação para desenvolver o físico na academia, porque as mentes podres e nossas mentes reduzidas `a superficialidade, estão cada vez mais aceleradas destruindo  as possibilidades de vida longa e progressista na Terra…

Vai ter um monte de atletas esbeltos e modelos de passarelas gritando sob tortura, com fome e sendo pulverizados pela atmosfera… grande vantagem! Vão comer seus próprios músculos e curvas… todo aquele treino sacrificante para caminhar elegantemente em saltos altos agora pulando o hula-gula porque os pés estão queimando em cima das lavas incandescentes dos vulcões… Castigos naturais as mentes que se viciaram em serem apenas superficiais, fechando suas portas `a sua evolução natural.

Se você concordou com este recado, faça você agora um esforço e leia o resto deste texto.

De repente e sem querer, notei que três ocorrências que ocuparam as manchetes nos últimos dias tiveram no final o mesmo significado, digamos, cósmico, quase que “espiritual”. Estou falando de Brumadinho, da queda do prédio no Rio e do incêndio de Notre Dame. O notável nestas três ocorrências é que houve no final, de forma sutil, quase imperceptível, um único e mesmo efeito final no conjunto desta mente coletiva que e composta pelo total da humanidade. As três ocorrências revelaram ao povo que três setores da sociedade estão podres e o povo não se tinha dado conta disso.

Alias, apenas a titulo de curiosidade, informo que existe uma turma de malucos, na verdade cientistas, todos universitários, que fundaram um website e movimento, algo com o nome de The Consciousness Project, se me lembro bem, que espalhou por todo o planeta uns instrumentos que medem sinais eletromagnéticos que aparecem na atmosfera quando numa população de um local todas as mentes individuais se focam num mesmo assunto trágico. Eles dizem que estão captando sinais de manifestações do consciente coletivo. Vou até procurar este website para ver se perceberam isso que penso ter percebido.

Eu troco o termo “mentes podres” pelo “ego animalizado” por pensar que não existe mente podre, a mente é algo abstrato que não apodrece, e ego animalizado são as psiques humanas nas quais ainda existem caninos e orelhas caídas abstratas que foram ali inseridos quando a genética do corpo herdado de animais irracionais com instintos para predadores com caninos e presas com grandes e caídas orelhas produziu esta psique abstrata no cérebro a qual eu chamo de ego. Tudo isso nada tem a ver com “auto-consciência” esta outra coisa abstrata que não veio dos animais despertada e que fez o humano ser diferente dos seus ancestrais físicos. Teriamos então as psiques modeladas pelos instintos das feras como leões, de feras medias como lobos e hienas, e das presas como ovelhas e vacas. Apenas minha teoria que resguarda disso tudo o sagrado da auto-consciência, a qual é outro papo, vindo de outra linhagem evolutiva. Mas ainda no nível sofrível desta humanidade ainda infantil o feto da auto-consciência que germina no cérebro esta’ algemado, aprisionado, pelos instintos que constituem o ego, este intermediário entre o corpo carnal e a auto-consciência… o ego que foi a causa unica e mesma das três tragedias.

Nenhum outro humano em sã consciência ligaria – e de fato não ligaram – estas três ocorrências entre si por um denominador comum como esse. Apenas este semi-macaco vindo das selvas recém descendo das arvores, que ainda imagina que estes edifícios/torres urbanas são imitações humanas de suas arvores da selva, e por isso para morar escolheu o mais alto andar na mais alta torre, e que quando esta’ preso dentro de um apartamento se imagina em segurança como agarrado, segurando-se num galho longe de predadores… e observa o mundo humano pela janela, pela tela da tv ou da Internet, e na sua cabeça este denominador comum emerge, e de forma muito clara, obvia. Mas errar também é hum… digo, macaquico, por isso, insisto que apenas tenho teorias, enquanto não consigo prova-las com fatos. No caso da expulsão da corte religiosa francesa minha teoria demorou 200 anos para ser provada.

O mesmo resultado final: nos dias seguintes ‘as três tragedias, a imprensa foi dominada por denuncias dos três setores envolvidos. São nestas denuncias que estão embutidos e ocultos o efeito final, o que foi que restou das tragedias que pode ser importante a ser registrado no tronco da arvore da evolução. Denuncias que revelam gritos da alma profunda dos seres insatisfeitos e incomodados por algo ou alguém que os esta a açoitar por seus pecados.

Mas quem? A quem, ou ao que, interessaria produzir este fenômeno de inquietar as mentes individuais e a mente coletiva total? O filosofo naturalista não deixa escapar esta pista, ele quer descer fundo no mistério, ai esta’ uma oportunidade para aumentar o conhecimento e dar mais um salto evolutivo. E aqui ele vai perceber que existem varias alternativas. Pode ser que as almas estão gritando porque elas mesmas que se auto-torturaram movidas pelo irresistível principio da auto-cura encriptado na sua natureza… Ou talvez pelo feto de auto-consciência germinando lá dentro de seus cocurutos. Ou ainda talvez por uma alma do mundo, como gosta de dizer o mistico Paulo Coelho. Ou ainda por um Deus que a tudo estaria assistindo como querem os cristãos… eu não afasto nenhuma possibilidade para a qual eu não tenha nenhuma prova final em contrario.

Todo mundo passou batido devido a uma concordância geral: meu cérebro não quer enxergar a coincidência entre as três ocorrências. Pois nada teria a ver uma coisa com outra. Como conectar o rompimento de uma barragem de lama em Minas com o incêndio numa catedral em Paris e ainda conectar estes dois eventos com a queda de um prédio no rio? Nem mesmo o caso de grande mortandade de pessoas existe como denominador comum, pois em Notre Dame ninguém morreu. Só um denominador comum poderia ser apontado: os três casos incorreram em prejuízo financeiros diminuindo a riqueza econômica geral da humanidade. Mas para o montante atual desta riqueza, os três casos juntos somam uma quantia muito pequena, não altera nada. Portanto os três eventos são ocorrências separadas entre si, meros produtos do acaso sem nenhum nenhuma coincidência que os conecte a ponto de se pensar em uma causa profunda, oculta, envolvida na produção das três ocorrências.

Mas o macaco filosofo não concorda. Dos três eventos emergiram o mesmo tipo de sinal de uma mesma causa – a gritaria de denuncias – e onde tem fumaça tem que ter fogo. Então vamos buscar a causa oculta.

Brumadinho revelou ao povo que um setor da sociedade esta’ podre. Este setor pode ser chamado de “a mineração no Brasil” e isto já puxa como principal protagonista uma corporação sob o nome de Vale do Rio Doce. As denuncias pintaram as caras dos acionistas, dos empregados ( de engenheiros a presidente) e dos funcionários públicos com as cores da repugnância…

( assim funciona o principio da autocura: o individuo se olha no espelho, ao invés de sua imagem ele vê um monstro com a mente suja, como a imagem do presidente da empresa, mas ao voltar as costas para o espelho, o seu subconsciente que não se deixa enganar e viu a real imagem no espelho fica sussurrando ao ego: “A imagem que vi no espelho foi a sua face. O monstro também esta’ dentro de você mesmo. Acorda… meu! Você esta querendo ser o burgues sobre os pobres e com isso concentra suas atividades na competição e vitorias sobre os outros. Ao mesmo tempo fica vendo este comportamento vindo dos outros e obtendo vitorias sobre você. Qual a vantagem? Se ao contrario buscasse a associação com humanos não haveriam estas competições, não haveriam estas vitorias, mas também não estas derrotas. A especie humana evoluiria com maior inteligencia”).

Até então a Vale aparecia aos olhos do povo como uma joia do orgulho nacional. De repente a joia se desfaz em lama, e dos escombros da lama fica a percepção que os acionistas, funcionários da empresa e do governo, tem egos animalizados. São como feras desumanas totalmente desprezando as consequências coletivas de seus meios que estão unicamente focalizados num único alvo final, o money, com o qual querem comprar o melhor filé no mercado.

A queda do prédio no Rio revelou ao povo que 40 % dos envolvidos nas construções urbanas no Rio estão com suas mentes podres. Isto envolve empresários, funcionários públicos, a milicia, e os inquilinos ou compradores que sabem do risco mas colocam suas familiais no risco, etc.

Do incêndio de Notre Dame, cinco dias depois a referencia na imprensa que chamou a atenção foi que os bilionários franceses de repente abriram os cofres e num exagero total mandaram 2,6 bilhões de dólares para reconstruir o que talvez não passara’ de 500 milhões. E o grito repentino veio do povo: “Então é assim, é?… Nos aqui na pior fazendo das tripas coração para pagar as contas e uma gang de aristocratas com os cofres cheios? Então a aristocracia na Franca esta’ cheia de mentes podres”. Em outra ocasião a mesma descoberta do povo faminto circulando o palácio e vendo a corte nas orgias resultou na guilhotina cortando os pescoços do rei, da sua família e de toda a corte. O povo da França não brinca…

MENTES PODRES… A causa oculta, seja lá que diabo for isso, atacou apenas e justamente isto: mentes podres. Ataque `as mentes podres… são as palavras que se obtém quando se espreme todos os jornais com todas as noticias depois dos três eventos serem esquecidos… E’ o que fica borbulhando ainda como noticia, é o que foi inserido na historia da evolução, não os cadáveres ou o prejuízo financeiro.

Assim como naquela revolução francesa, todos as cortes montadas `as pressas para substituir a corte de Luis XV, tiveram seus lindos pescoços adornados com  a lamina da guilhotina, e foi caindo uma a uma, sendo que duzentos anos depois, quando eu fazia um trabalho escolar sobre ela, percebi que no final das guerras, continuava tudo igual ao que estava antes do inicio delas, permaneciam os mesmos ricos e pobres… porem… ah, sim… teve um efeito sutil final que nenhum historiador mencionou: a corte religiosa, o clero, tinha caído fora do palácio. A doutrina do Vaticano saiu fora e entrou o racionalismo do laissez-faire, a bojo do Iluminismo.  Portanto, todas aquelas guerras e tragedias eram apenas a superfície de uma força, uma causa, que no fundo e na sutileza, as escondidas dos olhares mais atentos dos egos, atuou no nível espiritual, do consciente coletivo. Vimos a corte religiosa arrumando as malas e fugindo pelas portas dos fundos do palácio.

Esta palavra, este nome, não veio, não emergiu nos cérebros do povo. Como eu disse acima, os indivíduos,  rejeitaram em comum acordo, resistiram em manter os olhos do entendimento cego. Mas sem o perceberem, sem o saberem, foram juntados inconscientemente numa individualidade só, da qual, o conceito, o significado que este nome encobre, emergiu no consciente coletivo. Tenho certeza disso porque os três povos dos três lugares não titubearam um segundo em apontar os dedos para a mesma culpada de tudo: o ego animalizado. Então a causa esta’ atacando um aspecto que esta’existindo no consciente coletivo.

Esta havendo um conflito de interesses, uma dessincronização, uma diferença de rotas, entre a mente individual e a mente coletiva. Sabemos, ou pensamos saber o que e a mente individual: essa coisa chamada ego e que tem sido muito estudada. mas o que é o consciente, ou inconsciente, coletivo da humanidade inteira? Ninguém, nem eu que sou também baseado nas operações mentais do meu ego individualista, consegue entender, sequer visualizar essa coisa invisível, abstrata, fantasmagórica, que apenas alguns intelectuais e alguns pesquisadores com alguns instrumentos de medição específicos tem estudado.

Já houveram importantes teorias a respeito. Notável a teoria da camada de inconsciente que flutua acima do solo da Terra, do grande ermitão católico, Teilhard de Chardin. Outro notável teórico sobre esse assunto foi o psicanalista Carl Jung. W quase tocando o mesmo fenômeno foi Livelock com sua teoria do planeta funcionando quase como que um grande organismo, chamado Gaia, e como organismo, pressupõe uma especie de mente gigantesca, unica, do tamanho do planeta, como se o planeta fosse algo vivo, a especie humana fosse apenas o depositário de bolhas mentais, a soma destas bolhas seria a mente de Gaia…  E teve um italiano cujo nome me esqueço ( ou foi Pier Paolo Pasolini ou o outro que deu o nome ao Museu de São Paulo, que também me esqueço?), com suas narrativas de que estaria captando as “euras?”, que seriam ondas de pensamento coletivo. Mas eu continuo a perguntar… o que e esse negocio de consciente coletivo?

Os três eventos foram meros movimentos de forcas físicas brutas da matéria. Rompimento de barragem ocorre por pressão de forcas brutas, degeneração e amolecimento das bordas pela infiltração de água. Incêndios ocorrem por faíscas elétricas de aparelhos deixados ligados pelos funcionários que trabalhavam na restauração da catedral…? Quedas de prédios ocorrem pela fraqueza ou estremecimento dos alicerces por forcas brutas físicas. Nada de sobrenatural aqui. Mas a minha mente invisível, sem substancia conhecida, manda agora meu braco esquerdo se levantar e o danado se levanta. Quando paro meu trabalho de teclar e observo meu braco levantado, ereto, me pergunto o que aconteceu, e vejo impulsos elétricos saindo do cérebro e ativando muculos que no final exercem forcas físicas brutas nos ossos e carne dos bracos. Mas qual foi a causa dos eventos produzidos por forças físicas brutas? Um  fantasma, a vontade e a ordem de um fantasma! E ninguém pode ser louco a ponto de negar ou duvidar que este fantasma existe dentro de sua cabeça. Pois o efeito final de uma ordem dada fantasmagoricamente esta ai para todo mundo ver.

Isto acontece a nível individual, digamos, nas mentes individuais. Então…

“Existe a nível da mente individual um fantasma que se torna a causa movedora de forças físicas que resultam em certas ocorrências no meio material”.

Agora vou fazer uma afirmação e uma pergunta:

” Existe a nível da mente coletiva um fantasma que se torna a causa movedora de forças físicas que resultam em certas ocorrências no meio material.”

Você não tem como fugir da primeira frase. E’ fato comprovado. Se duvida, mande agora seu dedo mindinho esquerdo se mexer e tente impedir que ele se mexa. Enquanto estiveres com seus olhos físicos mirando o dedinho consegues aplicar uma força maior que mantem o dedinho imóvel. Mas quando desvias o olho físico do dedinho e volta a teclar, uma vontade irresistível de ver o dedinho se mexendo termina pelo fato do seu dedinho se mexendo. E como sabe que seu dedinho se mexeu sem olha-lo com os olhos físicos? Coisas do fantasma…

Mas você não quer concordar, não quer aceitar, não quer nem pensar a segunda frase. Ela insinua que exista uma especie de mente fantasma que teve a vontade de mover forças físicas estourando barragens, incendiando catedrais, derrubando prédios. Que essa causa é uma inimiga mortal do fenômeno “mentes podres, ou, egos animalizados”, e ela esta atacando, sem se preocupar com os meios que estão causando dores e prejuízos aos indivíduos, ela esta apenas focalizada num objetivo final.

Continue assim. O semi-macaco recém chegado da selva amazônica descascando uma banana vai continuar trepado na arvore/torre urbana com um olhos voltado la para baixo assistindo as ocorrências e os posteriores desenrolares delas e outro olho voltado para os horizontes celestes procurando enxergar fantasmas invisíveis para entende-los porque o macaco não tem duvidas: existe algum significado cósmico, talvez espiritual, nas coisas que estão acontecendo la’ em baixo. Loucura? Estará perdendo seu tempo? Mas que tempo estão ganhando os outros a 500 anos denunciando a si mesmos as mentes podres?

Porque, de repente, surge esta onda de descobertas da matriz universal por diferentes pessoas?

quinta-feira, março 24th, 2011

Não foram sómente os dois irmãos filósofos que foram a menos de uma década inspirados a imaginar o mundo humano controlado pela “Matrix”. Basta digitar essa palavra na busca do Google e surpreender-se com a avalancha de websites anunciando descobertas de uma matriz universal, tôdas com abordagens diferentes, quer dizer, os autores vieram ao mesmo ponto de chegada por caminhos diferentes e experiencias diferentes. É certo que houve na Antiguidade algumas seitas e filosofias já intuindo a existência de uma matriz universal como fórmula para a criação de tôdas as coisas, notadamente nas religiões orientais. Diferentes filósofos também a intuíram e lhes deram nome diferente, como Platão falou nos ‘arquétipos universais”, Leibniz imaginou as “Mônadas”, e até Plank, um dos fundadores da Toeria Quântica, mencionou sua crença na existência da matriz. Mas estas intuições foram isoladas e muito distantes entre si no tempo, por isso talvez a idéia não tinha ainda se tornada tão publica. Mas agora houve um surto da mesma intuição nos quatro cantos do planeta! Qual seria a explicação? Estaria isto relacionado com o outro grande surto nos dias atuais que tambem consiste na avalanche de websites de pessoas dizendo que estão recebendo mensagens, vozes, de seres espirituais de outros planetas, todos relacionados com a profecia Maia e 2012? Basta digitar no Google os nomes “Metraton”, ou “Povo de Pleiâdes”, ou “Archanjo Gabriel”e surpreenda-se. A maioria diz que estaria havendo uma mutação do DNA e da mente a nível coletivo. Estaria o tema “Matrix” relacionado com estas mutações?

Eu particularmente estou surprêso pois quando elaborei os modêlos da Teoria da Matriz/DNA não tinha conhecimento de ninguém falando em “matriz”. Quando assistí o filme quase caí de costas e de certa forma fiquei desapontado, não apenas porque alguem, 20 anos depois de eu ter registrado os direitos autorais, com maior poder financeiro correu na frente divulgando publicamente o que eu só tinha feito através de um obscuro website, porem mais preocupado fiquei porque usaram justamente aquêle nome e portanto iriam prejudicar minha divulgação, mas tambem porque a “Matrix” dêles não era a verdadeira matrix. A matriz universal ainda pode nos levar a um sistema onde seremos escravos virtuais, ela realmente é um código genético que pode ser transcrito como mostraram na tela do cinema, mas ela não está no nosso futuro e não será produzida pelo desvio em nossa evolução tecnológica: ela veio do nosso passado, desde nossos ancestrais astronômicos, e ela só será maligna no contexto sugerido pelo filme se ela reproduzir-se em nossa mente na sua forma de sistema fechado em si mesmo.

E muitos dos movimentos em tôrno da matriz sugerem sua forma benéfica, conectando-a com Deus, o sagrado, etc. Mas a onda atual seria indicação de que a matriz universal realmente exista? ( Embora nenhum dos atuais proponentes, nem eu, teria captado-a na sua inteira significância). E se sim, estaria se confirmando a teoria do consciente coletivo, tambem elaborada de várias maneiras, seja por Teilhard de Chardin, ou por Gustave Jung, ou ainda na forma das “nourées” de Pietro Ubaldi? Existe uma história que dizem ter sido um real experimento que bem elucidaria como funciona o pensamento coletivo quando uma nova face da natureza está-se revelando para o seu adequado e requerido nivel mental de evolução. Trata-se do relato denominado…

O centésimo macaco

Numa das inúmeras ilhas do Japão, na qual jogava-se batatas na praia para alimentar macacos, observou-se que um determinado indivíduo da comunidade de macacos, de uma das ilhas, começou a lavar as batatas antes de come-las. Sendo o macaco um animal sociável, pouco a pouco foi ensinando aos seus semelhantes como lavar as batatas para se livrar da areia e da sujeira.

Em várias das ilhas próximas havia outras comunidades de macacos, porém, sem a mínima possibilidade de contato ou troca de indivíduos entre as ilhas por causa da distância e da água. Curiosamente foi descoberto que, quando aproximadamente cem indivíduos da comunidade original do experimento já tinham aprendido a lavar batatas, membros de várias outras ilhas quase sincronicamente iniciaram o mesmo procedimento de lavagem das batatas. Havia algo, uma quantidade mínima ou crítica de indivíduos, responsável pelo processo de generalização desse aprendizado numa dimensão coletiva, partindo-se do aprendizado local de um grupo de indivíduos.

Isto é, como se houvesse uma memória pertencente a uma possível mente coletiva (inconsciente) dessa espécie de animais que passaria a servir de referência para os seus indivíduos. De forma semelhante isto parece ocorrer entre os seres humanos: o conhecimento dos símbolos e arquétipos (memórias coletivas inconscientes) pode nos conduzir para a construção de um modelo de compreensão da mente humana que não depende do tempo ou do local (o chamado inconsciente coletivo) – um depósito de conhecimentos e informações de nossa espécie, disponível para todos, especialmente evidente na linguagem dos sonhos, da arte ou da cultura (valores e comportamentos coletivos dos indivíduos).

Vamos acompanhar isso de perto e esperar para ver no que vai dar… Afinal, 2012 está perto…