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Filosofia de Fim de Semana: Qual a Fôrça que Nos produz dentro da Galáxia?

domingo, junho | 10 | 2012

Qual a realidade nua e crua da nossa existência? Existe uma estrutura fixa material denominada galáxia que contem o sistema solar o qual funciona como um relógio e pela eternidade, ou ao menos até onde nossa mente consegue alcançar. Nessa estrutura fixa e movente acontece que, em alguns pontos do solo dêste planeta, alguns átomos-nutrientes, como potássio, cálcio, carbono, são “sugados” de suas posições eternas e formam corpos moventes que se movem na superficie por algum tempo e logo retornam ao solo às suas posições eternas. A alguns dêstes corpos moventes e durante seus curtos períodos de existência, denomina-se “seres humanos”. A galáxia estava aí, vindo da eternidade do passado, a emergência e desaparecimento dêstes corpos aconteceram sem em nada perturbá-la ou alterá-la, e calcula-se que depois do desaparecimento dêles a galaxia continuará na sua eternidade futura.

A Solidão de um Homem e seu Planeta Observando sua Lua e sua Galáxia

A Solidão de um Homem e seu Planeta Observando sua Lua e sua Galáxia

Esta é a realidade da nossa existência se vista pela ótica da galáxia, considerada apenas como mais um observador relativo. Qualquer letra, ponto ou virgula que fôr acrescentada a esta simples definição de ser humano, pelos seres humanos, não terá a menor importancia para a galáxia. Diga-se que ser humano tem sentimentos, mente, etc., para a galáxia é apenas blá-blá-bla, pois a Humanidade é algo tão minusculo que se torna um fenômeno desprezível, ao menos, por enquanto.

Estabelecida esta estrutura básica, indiscutível, das existências do mundo e seres humanos, teríamos agora que buscar outros observadores, antes de tirar conclusões precipitadas. A primeira tentação é obedecer a lei da dicotomia ou dualidade eterna, aquela que tambem tem sido comprovada que, se existe algum movimento no mundo, é porque existem pares de fenômenos simétricos na forma e assimétricos na tendência que ora se atraem, ora se repelem. Me refiro à dualidade quente/frio, curto/comprido, masculino/feminino, etc. Então qual seria o segundo elemento observador do par  no assunto que reune galáxias e seres humanos? Ora, evidente, o observador simétrico e assimétrico seria o ser humano. Como o observador humano define a galáxia e a si mesmo? Obtida esta definição, o próximo passo seria buscar a definição final no meio-têrmo, no ponto de equilibrio, pois se sabe que o que mantem o mundo em movimento é um equilibrio entre os contrários, uma terceira fôrça que surge do conjunto dêles. Mas nos sentimos mal fazendo isso porque temos um problema. Não está confirmado que o observador humano possa ser o elemento oposto do observador galáxia, porque o humano não surgiu em igual condições que seu oposto, a galáxia, e sim surgiu dentro dela e, enquanto não aparecer provas em contrário, foi criado exclusivamente por ela.  O observador humano é sim, o elemento oposto formando o par de observação, no tocante à conexão galáxia-ser humano, mas isto apenas por enquanto. Não sabemos o futuro, se a Humanidade vai desaparecer ou vai se tornar uma espécie de virus infectando tôda a galáxia a ponto de se tornar visivel e importante para ela. Só existiria êste par dicotomico se a Humanidade de alguma maneira produzisse algum efeito alterador na galáxia, e isso não acontece, por enquanto, portanto, temos que afastar a tentação de convidar o observador humano à posição de observador oposto da galáxia.

Sem algum outro observador relativista alem da galáxia, nada mais se tem a fazer que se subemeter à definição do unico observador que existe, a própria galáxia. E aceitar sem altenrnativas sua definição do que somos nós: meras verrugas incongruentes que emergem e desaparecem num “pum” sem nada terem a fazer no Universo. Desta forma, o unico comportamento sensato esperado do individuo humano é tentar aborver do ambiente o maximo possivel de coisas que lhe dêem satisfação enquanto existir. Assim, comportamentos como dar dinheiro para um outro individuo que a humanidade em seu devaneio define como seu “filho”, é insensato. Ir numa igreja é perder o tempo de estar gozando mais numa piscina, participar de uma reunião para ajudar as vitimas do terremoto no Haiti é insensato.

Mas determinam a s leis sobejamente comprovadas que a todo fenomeno natural tem que haver seu oposto. Se existem particulas, tem que haver suas anti-particulas, se existe, se existe matéria, tem que haver a anti-matéria, se existe observador, tem que haver o observador opôsto acenando com a definição oposta. E onde está, quem é?

Penso que outro observador no mesmo nível de grandeza da galáxia, se fixaria num pormenor irresistível: qual a fôrça que faz os átomos-nutrientes, dentro da galáxia,  se levantarem de dentro do solo, brotar à superficie, se mover por 80 anos? Se a galáxia desconhece, não percebe, não dá a minima importancia a êstes corpos, então não é ela que emite esta fôrça. Não é pela vontade dela. Que fôrça é esta? De onde vem, de fora da galáxia, penetrando-a? Ou emerge por acaso dos elementos que compõem sua estrutura?

O observador imaginado iria sem duvida tentar investigar essa fôrça. E os humanos poderiam lhe sugerir uma pista advinda de sua aprendizagem dos fenomenos envolvidos em suas existências: dentro do corpo humano existe algo denominado DNA que pode fazer aparecer dentro do corpo, virus. Eu acho que o observador imaginario ao ouvir isto exclamaria: “Bingo total!”. A Humanidade, se considerada a realidade nua e crua até agora conhecida, pode ser comparada a uma espécie de virus que surgiu dentro do corpo da galáxia.

Então tôda a atenção da investigação se direciona agora para êste fenômeno: o DNA criando virus. Êstes virus surgem num local ou em varios locais do corpo? Êles se fixam no local que surgem até a morte do corpo? Sum? Então a Humanidade permanecerá na Terra, a galáxia irá morrer, e a humanidade desaparecer nesta morte? Os virus se espalham para outras regiões? A humanidade se espalhará dentro do corpo da galáxia? Os virus extrapolam as fronteiras do corpo e infectam outros corpos? A Humanidade ultrapassará as fronteiras da galáxia e habitar outras galáxias? A Humanidade ultrapassará as fronteiras do Universo – êste super-aglomerado de aglomerados de galáxias – e irá habitar outros universos? Uma coisa é certa: o que fazem êstes virus criados pelo DNA, à Humanidade será possível fazer tambem.

Na busca de tentar obter a definição oposta do observador oposto da galáxia como observadora, não temos outra alternativa senão refrear nosso esforço enquanto buscamos mais informações dêste fenômeno do “DNA humano criando virus”. E depois observar êstes virus, tudo o que fazem, e calcular o que fariam se tivessem a inteligencia e conhecimento atual da Humanidade. Não temos como avançar aqui por ora. Temos que esperar estas informações, que apenas o setor da pesquisa prática pode obter.

Não existe razão “racional” para conferir o status de observador ao ser humano. Assim como não teria nexo se esperar e aceitar uma observação de um rodamoinho que surge no quintal de casa, se move por alguns segundos, e desaparece. Tal observação não teria o menor valor, a não ser como um breve relato do que é o mundo dentro dos limites do quintal. A unica observação de valor existente é a da galáxia, e ela sugere que o comportamento sensato é: viva o máximo melhor possível o seu momento em seu local, esqueça as intenções de melhorar os outros momentos e os outros locais. Mas em sã consciência sabemos que êsse comportamento tem que estar errado. Porque tem que existir a definição oposta do observador oposto, a qual vai sugerir um diferente comportamento, mas igualmente será uma sugestão errada. O comportamento certo terá que ser calculado como o resultado do equilibrio entre as duas definições opostas. Se ainda nem conhecemos o anti-observador com sua anti-definição, estamos muito longe de descobrir qual o comportamento sensato. Por isso eu me entrego como perdido e me deixo levar ao sabor das vontades do mundo, apenas fazendo uma pequena pressão para expressar o comportamento sugerido pela galáxia, porque isso me convem.

Estou mentindo a mim mesmo. Não é assim que tenho me comportado exatamente. Não tenho sido extritamente racional, no sentido que “Razão” deve ser um elemento natural, produzido pelas e submetido às fôrças naturais. Tenho sido um virus anormal, extraviado. Um virus normal quando chega num ponto “b”, o qual se bifurca num caminho de subida e outro de descida, se não sentir cheiro de algo desejado no caminho de subida, fatal e naturalmente se dirigirá pelo caminho menos sacrificado, que é o de descida. Pois tenho sido um virus que tem escolhido, sem explicação racional, fazer o sacrificio do caminho da subida. E assim é no minimo os 90% dos humanos, que todo dia se levantam, e ao ivés de saurem procurando diretamente a comida, como qualquer animal, escolhem o caminho do trabalho escravo. Porque?!

A resposta só pode estar lá atrás: aquela fôrça misteriosa que não vem da galaxia ou então surge por mero acaso dentro da galaxia que faz os átomos-nutrientes subirem de desde o interior do solo para brotarem como um corpo e se moverem por 80 anos.

Todos os seres humanos sabem que existe essa fôrça, mesmo os nativos analfabetos da selva amazônica, sem terem que fazer nenhum árduo exercicio intelectual como estamos fazendo agora. E esta percepção desta fôrça tem sido a causa de muitas diferentes teorias existentes, cada qual expressando a preferencia num tipo de causa ou fonte desta fôrça. São tôdas teorias que tornam os virus desviados do racional, uns mais, outros menos. Existem as teorias extremas como a defendida pelo homem bomba suicida do Oriente Médio. Seria inacreditavel que um virus de repente e por vontade própria se exploda a si mesmo. Mas acontece que o suicida árabe não é apenas um virus, dentro de seu corpo tem um cérebro que produz certos efeitos. O ato do suicidio dentro da galaxia tambem não é causado por uma fôrça emitida pela vontade da galáxia. Então chegamos a três alternativas: ou existem muitas fôrças externas á galáxia, ou emergem muitas fôrças que emergem pelo acaso, ou a fôrça que produz o homem suicida é a mesma que produz o fenomeno dos átomos nutrientes formarem corpos moventes.

Bem, nêste momento meu cérebro cansa e me dou por derrotado uma vez mais, saindo daqui para deixar o vento me levar para onde êle quiser, sem nenhuma intenção de direção pré-programada, pois que não tenho ainda a menor noção de qual é o comportamento certo. Tirei de util dêste sacrificante exercicio intelectual o conhecimento de que para a galáxia, sou proporcionalmente o que é para mim um rodamoinho: nada. Tornados são rodamoinhos crescidos, são para mim problemas sérios, talvez meus futuros sejam um sério problema para a galáxia.  mas o que importa é que por ora sou um rodamoinho, sou nada. Sou tambem, para a galáxia, um virus. Eu não tenho a menor percepção dos virus criados pelo meu DNA que habitam meu corpo.  Mais uma vez, sou nada.  O que de valor tirei dêste sacrificio foi o conselho de que devo rir da vida, nunca levar nada a sério, assim é mais sensato. Mas sei que não seguirei êste conselho. Adquirí o vicio de ficar forçando a Humanidade e o mundo a se tornarem perfeitos segundo munha crença do que significa perfeição. Estou completamente vencido por êste vicio.

Todos tem diferentes teorias, eu tenho uma. Nela, parece-me, assim á distancia, que tem a explicação de como atua essa f6orça e de onde ela veio quando chegou à supergficie da terra. Ela sugere que a galáxia tem uma forma, que essa forma é justamente o ancestral do meu DNA. Isto explicaria como a galaxia produz humanos dentro dela. É o mesmo caso de como eu produzo virus dentro do meu corpo. Mas não explica o que é a fôrça, nem a fonte da fôrça, que está dentro dêstes DNA’s, que produz humanos e virus. A minha teoria sugere que o mesmo DNA vem de um ancestral, o qual estava dentro dos átomos, antes das origens das galáxias. Então a origem e fonte desta fôrça está se afastando demasiado de minhas possibilidades de agarra-la. Mas não vou desistir. Deixo 6este artigo aqui registrado para voltar a lê-lo, corrigi-lo, enquanto em minhas meditações e pesquisas continuarei buscando a origem e a fonte desta fôrça. Já nêste momento não estou considerando mais a possibilidade de que ela seja uma emergencia do acaso. Pois vejo seus efeitos se repetirem iguais em duas situações totalmente diferentes, significando que é uma constante, e não um acidente ao acaso. Até a próxima…


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