Posts Tagged ‘Inglês para Lingua Portuguesa’

English-Street: O que saber para sobreviver nas ruas da América

quarta-feira, maio 30th, 2012

– Give me the money or I will put my piece into your mouth!”

Nesta situação casual de um assalto de rua você pode ficar embasbacado. “O que este cara está dizendo?! Vai botar “quê” peça na minha boca?”  Se for um gay é capaz de gritar rápido:  “Cruiz credo maravilha… não dou o dinheiro! Não dou, não dou e não dou!”

Acontece que numa das girias de rua, piece é gun, ou seja, arma, revolver.

Se você ficar apavorado numa casa de rico com mêdo do pit bull te morder, ouvirás: “Relax, relax…” Mas se num onibus lotação ficares brabo por que alguem está te mordendo e arrancando pedaço do bumbum, ouvirás:  “Chillin, chillin…”, que é giria para ‘relaxe, relaxe” e acho que veio do “relaxing”. E vão explicar: “Aqui tem uma tribo canibal que veio da África cujo costume é “comer” o bumbum dos turistas… nada de mais, chillin, chillin…”

Agora imagine o jeitinho brasileiro de fazer piada de tudo e um dêles querendo ser engraçado no meio do povo que está vendo a Estátua da Liberdade diz alto: “Esta mulher da estátua está viva e é esperta: esta noite olhei da janela do hotel quando todo mundo dormia e ví a estatua se mexer, dar uma olhada na cidade inteira, e depois que se certificou que todo mundo estava dormindo, ela largou a tocha no chão e sentou-se para descansar as pernas. Só quando a primeira luz acendeu numa casa ela se levantou rápido a ficar nesa mesma posição, he, he,he…” Êste vai ouvir: “This joke is not cool! It is a dissin!” Porque dissin é a giria para desrespeito, insulto. Portanto, nunca dissin ninguém na terra dos outros.

Mas isto não é brincadeira. Você aprendeu na escola no Brasil o Inglês shakespereano, da Inglaterra, e seu professor parece um soletrador, tudo certinho, mas… Pode ter horas que não conhecer uma giria pode te deixar em maus lençóis. Por exemplo quando pedes permissão para algo  e esperas um assentimento ou uma negação, o segurança do aeroporto te diz: “Ahite.” Cuja pronuncia seria “ar-rai-t”.

– “Arrait? Que êsse cara está dizendo? Sim ou não?” Ahite é a giria para “all right”, tudo bem, tudo certo. Aqui você pensa que é fácil captar a diferença, mas lá na hora vai ver como isto confunde e dá um branco total na cabeça. Eu mesmo logo que cheguei passei o maior carão na frente de todo mundo. Que vergonha! Estava dirigindo numa estrada meio impedida por reformas e o transito confuso sendo controlado por policiais, do tamanho do King Kong, quando numa virada um sinal que estava vermelho mudou para verde e eu já estava na fila seguindo o movimento do carro à frente que atravessou quando vem um policial gesticulando e apitando e mandando eu parar no meio do cruzamento. E veio brabo: “What are you doing? Bécof, bécof!” Eu fiquei apavorado e no branco total só ouvia “off” , entendí que era para sair do carro, abrí a porta e fui saindo, uma multidão me olhando, quando o policial exasperado, todo mundo buzinando na outra pista devido meu carro atravessado no meio, chegou mandando entrar no carro fechando minha porta e então fêz sinal com a mão para eu dar a ré. Só aí entendí que bécof quer dizer back off e isso quer dizer “volte para trás”. Cada uma que me acontece! Tudo por culpa dessas girias e espressões idiomáticas!

Então para que se prepare e evite trombadas quando vier aqui, aí vai uma lista de girias que foi feita pela rêde de lojas Express sob o nome de “Express You! Street Verbage [sic] Guide” e distribuida para seus vendedores para que falem a lingua dos clientes. A lista foi publicada em:

The Awl

http://www.theawl.com/2012/05/express-street-verbage#more

By Matthew J.X. Malady | May 29, 2012

Express’ Crazy 90s Guide To “Street Slang”

(Clique nos quadros para amplia-los)

English gírias de A a F

English gírias de A a F

Não esqueça de clicar nos quadros, porque é o “dope”‘ jeito de ler as letras. Dope é a giria que significa “the best”, o melhor! Pode isso?

English girias de G a L

English girias de G a L

English gírias de M a R

English gírias de M a R

English girias de S a Z

English girias de S a Z

Mulheres Brancas e Prêtas: O que Acontecerá se a Dominancia Social Mudar

quinta-feira, janeiro 12th, 2012

Muito curioso os vôos da lógica imaginativa humana quando alcançam a excelência, como no artigo indicado abaixo. As mulheres brancas nascem num estado social que jamais lhes passa pela cabeça refletir sôbre suas condições de vida num sistema social que é mera produção humana e portanto poderia ser diferente e poderá vir a ser diferente. Por outro lado mulheres prêtas (digo prêtas ao invés de negras porque escrevo nos EUA e aqui a palavra “negroe” é uma ofensa, apesar que no Brasil fica esquisito dizer “prêto”), devem sentir a tôdo momento os obstáculos oriundos de sua condição social, portanto as duas psicologias devem serem povoadas de pensamentos antagônicos entre si. O artigo surpreende pelo ineditismo nunca pensado antes e pelos detalhes revelados que nunca foram por nós percebidos. Mas principalmente interessa à Teoria da Matrix/DNA um trecho final onde se analiza o condicionamento mental coletivo pela cultura, a qual tem sido nosso objeto de estudo ultimamente. Como diz êste parágrafo:

“Como Gloria Steinem escreveu: “Resumindo, as características dos dominantes, quaisquer que sejam elas, serão consideradas serem melhores que as características dos dominados – e a lógica nada tem a fazer aqui.”

O que permanece universalmente evidente é que muitas justificações para o poder e o privilégio são sempre inerentes , sempre cientificas, e sempre permeiam a sociedade ao ponto de permanecerem profundamente fundidas dentro de nossa consci6encia coletiva. Até que alguém desafie-as”

Minha opinião: muito bem esta tal de Gloria Steinem! Quem ou que determina que é lógico achar que o nariz fino dos brancos é mais bonito que o nariz achatado dos negros? Para se decidir qual o melhor, devia ser enfatizado o ítem “utilidade”. Narizes são uteis para cheirar e absorver oxigênio na respiração. O sentido do “cheiro” e a respiração eram mais desenvolvidos nos nossos ancestrais, (alguem duvida que um macaco seja uma maquina mais saudavel e resistente que a humana?), os quais apresentam narizes achatados. Portanto o valor dado a essa caracteristica é puramente condicionado, nada tem de lógico, é mera questão da moda, a qual é criada intencionalmente pela cultura.

Copiei o texto aqui para ir traduzindo-o quando o tempo permitir, pois o exercício da tradução, alem de ser ótimo para melhorar nosso “inglês” é ótimo para se memorizar e refletir os detalhes. Se alguem quiser colaborar e enviar trechos traduzidos nos comentários, agradeço.

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Mulheres Brancas e Prêtas Trocando Status Social

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Website: SHADOW AND ACT

Artigo: What If Black Women Were White Women? (Things That Make You Go Hmm…)

Como Seria Se Mulheres Prêtas Fôssem Mulheres Brancas? ( Coisas que fazem você pensar…)

URL : http://www.shadowandact.com/?p=14378

By Tambay, on December 18th, 2009

Mas antes de continuar a tradução, permita-me êste parágrafo para registrar uma “idéia técnica da Matrix” que me surge agora. Tudo no mundo é determinado pela LUZ natural original que contem a fórmula da Matrix. E as coisas são projetadas da maneira como são pelo espectro com as sete varíaveis tipos de ondas da luz. Emitida pela fonte, inicialmente o primeiro tipo de onda é o mais vibratório, mais forte, mais luminoso, e portanto mais branco que negro. O ultimo tipo de onda, o sétimo, está tão enfraquecido que se fragmenta, perde a lumonisidade e se torna escuro. As raças humanas podem estarem representando êste espectro, portanto a raça qie apresenta mais caracteríticas semelhantes á onda inicial é a branca, e a onda final é a negra. Visto assim, se isto for verdade, a dominancia branca não é uma escolha humana, mas sim um determinismo natural. Porem, não me agrada que seja assim, pois não me agrada que a balança de privilégios penda para um lado sem que êste tenha culpa, pois é determinado antes do seu nascimento. E isto poderia reforçar as xenofobias racistas. As quais não seriam justificaveis: se não houver o sétimo tipo de onda as emissões da fonte paralizam e assim desaparece o primeiro tipo de onda. Usar êste mecanismo natural como justificativa para dominancia seria o mesmo que uma sociedadedesprezasse e escravizasse seus velhos. Mas esta idéia será continuada pois abriu-me uma nova porta de pesquisa muito interessante.)

Voltemos à tradução do artigo:

This is a few months old, but we didn’t catch it when it was initially making its way across the blogosphere; I thought it apropos to post now, partly influenced by several recent related posts and discussions we’ve had on this blog – notably my Bitch Is The New Black post.

The author, who calls herself simply AlienatiOn can be found HERE.

I don’t think the article needs much of a lead-in, given the above title. So read on, and feel free to share your thoughts in the comments section below… if you have any.

“If” Black Women Were White Women
August 23, 2009

In “If Men Could Menstruate,” Gloria Steinem makes the persuasive argument that “Whatever a ‘superior’ group has will be used to justify its superiority, and whatever an ‘inferior’ group has will be used to justify its plight.”

For too long the definition of racism has been a fight between white and black manhood or “who’s the bigger man”, so to speak. We’ve trivialized the existence of gender between both groups of men in favor for discussion of the “bigger issue”.

This has historically enabled white female supremacy—the most unchallenged form of white supremacy—to escape any critical thought.

What if suddenly, instantly, the power of white femininity were transferred to black women?

The answer is clear: Black women would represent value, purity; and based on their natural traits would be worthy of protection and instantly become the objects of universal desire. White women would represent the opposite.

“Beauty tar potion” would become globally popular to get the “black look.” “Dove” would be replaced with a black soap called “Raven” to help exfoliate the skin and bring out subtle hints of melanin.

White female features would be declared violent. Their “jagged” thin lips, “knife sharp” noses, and “harsh” jaw lines would be nature’s way of expressing why men have a natural preference for the soft features of black women. Soft lips, soft cheekbones, and soft, round noses would be proof of natural femininity. Full, pink lips and large, dark eyes would become associated with virginal black girls whose purity must not be compromised. Black female features would thus be said to represent youth.

Straight, blond hair would be considered “wild and unruly” because when the wind blew, it did not stay in place. Women with naturally straight hair would hide their “unruly” and “wild” stick-straight hair in public. The desire for “lightweight hair” that defied gravity would permanently end the use of blow dryers. Keeping one’s natural blond hair wild and straight would become indicative of a political statement.

The anti-aging properties of black female skin combined with soft, curvy bodies would be proof of the overall reproductive health of black women. Scientists would argue that black women were naturally preferred as long term mates and mothers because they were “healthier.” Men’s attraction to women is based on overall health and fertility, after all.

Suddenly, biracial women would be “in” because the hard features of white women wouldn’t prevent the fragile genes of “black beauty” from peeking through. Men would suddenly have the desire to date “ethnic,” non-black women since they would look “closer to black” than blond women—at least they wouldn’t look like white women.

Statistics would equate the fact that white women make up the majority with their “overpowering” and “strong” population. This would be proof that they could handle unsafe neighborhoods. The “strong culture” they would have created amongst themselves would enable them to withstand their lack of protection from predators and criminals. Statisticians would argue that men were attracted to black women innately because they made up a small percentage of the population. “We tend to value what is rare,” they might say.

Men would proclaim that white women deserve sexual objectification because “flat buttocks” allow for deeper penetration. In ghettos across America, men would stand on street corners and yell “Damn! You got a flat ass!” to remind white women of their sexual status in society.

Upper class women would be afraid that their “asses looked flat” since it would represent animalistic and sexual deviance, like white women. Black women’s buttocks, said to protrude farther from the body, would prove that their natural vulnerability made them “less equipped” to handle hardcore sex and rape like white women could.

“I need a strong white woman!” would become a popular “empowering” slogan for exploitative men who rationalized the emotional, financial, and sexual overburdening of white women.

Overweight white nannies would become the “acceptable white women” in popular culture as they do not pose a threat to black female superiority and privilege. Conventionally attractive white women would serve as a sexual threat to black women for single-handedly breaking down the beauty hierarchy.

Hip hop videos would feature men throwing money at “white bitches” bent over in front of the camera to showcase their white asses, eager for deep penetration. Entire songs would be devoted to hatred of “white gold digging bitches” who believed that they were entitled to the financial security in marriage to which black women were entitled. “Penetrable white asses” and “pale-faced hoes” would become the cash commodity for selling entire musical genres.

White women’s “hard” bodies would be deemed more “capable” of fighting off sexual attackers, while the soft curves of black female bodies would become worthy of police protection. White women, despite being at high risk of being victimized by violence and sexual crimes, would not “need” police protection.

Movies would feature black women as the main objects of men’s desire across racial lines while stereotypes of evil, bitter, and oversexed white women would further prove why men of all races simply did not prefer blonds. “We can’t help those to whom we’re attracted,” men would say. “Preference” would become an unconcealed acceptance of discrimination against white women. White women’s anger towards and sadness about the status quo would show their unreasonable jealousy of the innate superiority of black women.

Republicans would ban abortions to protect the virtue of pure, black motherhood and liberals would advocate increasing the number of abortion clinics in “low income” neighborhoods where white women would be the majority. Liberals would claim that white women had “culturally” approved of sexual objectification and were “safe enough” without outside help since they were warned not to touch “in-group issues” with a ten foot pole.

And so on and so forth.

The most important reality is that black feminists would eventually grow tired of being seen as innocent and vulnerable in patriarchy and would fight to erase the commodity of black femininity. “The innocent, submissive, and vulnerable representation of women is what puts us in danger. The rigid category of femininity has contributed to our oppression,” they might argue.

In the back of every black feminist movement we would hear the quiet and dignified pleas of radical white feminists. “But, we do not represent femininity. We are considered strong, incapable of feeling pain, and sexually deviant—but all this has done is increase our likelihood of being in danger. And aren’t we women too?”

As Gloria Steinem wrote, “In short, the characteristics of the powerful, whatever they may be, are thought to be better than the characteristics of the powerless – and logic has nothing to do with it.”

What remains universally evident is that the many justifications for power and privilege are always inherent, always scientific, and always permeate society to the point that they remain deeply buried within our collective consciousness.

Until someone challenges them.