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Deus e Seu Universo Jogam Dados “Viciados” Conosco, Mas Entenda Porque

domingo, maio 1st, 2011

Deus e Seu Universo jogam sim, dados conosco, e o pior, são dados viciados!

Louis Morelli

Esta matéria serve para estimular aquêles criativos que pensam já ter sido tudo inventado e portanto se sentem frustrados, pois vamos mostrar como está tudo ainda por fazer. O mundo ainda espera quem quem vai perceber isto e abrir-se para uma torrente de intuições.

Inventores e autores nunca criam nada novo. Êles simplesmente arranjam e combinam de um maneira nova as velhas coisas existentes. O Dr. Kearns não inventou o para-brisas automático, simplesmente arranjou peças antigas, como capacitores, resistências, transistorese timings de uma maneira que ninguém tinha combinado antes. O primeiro homem a construir um arado, não o criou do nada. Apenas arranjou as partes de uma árvore de uma nova maneira: cortou duas rodas dos troncos já redondos, colocou duas traves em paralelo, paus imitando a galhagem atrás, meteu-se no meio e saiu a arar. Charle Dickens não criou o novo estilo literario. A primeira frase de seu livro diz algo como: “Era a primeira vez que naquelas paisagens…” . Fêz Dickens criar a palavra “era”? Ou ele teria criado a palavra “a”? Que tal a palavra “paisagem”? Basta-nos pegar um dicionario feito dois séculos antes de Dickens nascer e ver que tôdas aquelas palavras eram velhas coisas existentes. Êle simplesmente as combinou de uma maneira que nunca ninguém tinha feito antes. O que não tira o mérito heróico e pioneiro dos inventores, dos autores.

A Terra também não criou a Vida do nada. Simplesmente arranjou gases, sólidos e líquidos de uma nova maneira. Nada se cria, tudo se transforma porque se rearranja em inéditas combinações. Mas aqui, justamente aqui, está o nosso problema: tudo o que existe hoje será transformado. De tudo o que existe hoje nada serão os componentes do mundo do amanhã, apenas serão componentes dos novos componentes. Computadores, automóveis, geladeiras, serão embutidas peças de novos componentes que serão as estrêlas amanhã, como os transistores, os capacitores, as resistências foram para o para-brisas do Dr. Kearns.

No entanto, e apesar de o mundo humano se transformar em lapsos tão curto de tempo, existimos dentro de um mundo cósmico que, desde quando a Humanidade começou a pensar, permanece fixo. Todos os dias vemos os mesmos movimentos dos astros com o sistema solar funcionando perfeitamente como um relógio. Como pode ser que o aparente eterno, o imutável, contenha em si o constantemente transformável? É uma roda cósmica girando muito lenta, mas num ponto dela, quase no centro, aqui no nosso habitat, as coisas giram numa velocidade vertiginosa. Agora segure-se para não cair: é justo a propriedade da quase eternidade do Universo que faz o Homem transformar tão rápido suas tecnologias de maneira que elas derrubam impérios aparentemente invencíveis e transformam as civilizações. Porque o eterno dá margem a muitas interpretações equivocadas.

O Homem nada cria do nada. Êle se aprofunda no estudo da Natureza, amplia sua visão a horizontes cada vez mais amplos e assim descobre novos mecanismos e processos naturais. Depois tenta aplicar aqui estes mecanismos, onde surge as intuições para novos arranjos dos objetos e substancias existentes. Desde os primatas existem passaros voando perante o olhar humano, durante milhares de anos o pensamento humano se perguntou o que deve acontecer com o movimento de asas no ar para transportar um corpo pesado, aos poucos foi aprendendo, até imita-lo com suscesso e construir o pássaro de ferro. E assim foi com tôdos nossos produtos tecnológicos: mera imitação do que a Natureza faz há  bilhões de anos. A ultima delas é o computador, cada vez mais à imagem e semelhança do cérebro, feito pela Natureza.

Mas porque primeiro criamos carroças puxadas a burro, navios a remo, o tear, a maquina de escrever, e nas gerações seguintes tudo isso vai para o lixo trocado por automóveis, submarinos, teclados? Porque nós acreditamos que podemos explicar o que é o mundo, como êle funciona, e imitamos na tecnologia e nos sistemas sociais essa crença. Mas o Universo ainda é inexplicável pelo pequenino cérebro humano. Cada vêz que êsse cérebro aumenta, a explicação do Universo muda. O Universo é um estilista, está sempre nos mandando novo figurino para uma nova moda. Quando Copérnico pensou que finalmente entendeu como o sistema solar funciona, na forma de um nucleo e planetas na sua órbita, Rutherford mudou o antigo modêlo do átomo, crendo num nucleo com életrons orbitando as camadas regulares, para se encaixar na moda, à imagem e semelhança do novo Universo. Hoje quando os cosmologistas acreditam  ter descrito definitivamente o Universo na Teoria Nebular, o modêlo do átomo que se encaixa melhor é confeccionado pela quântica. Assim, uma nova crença de como funciona o macro recai para remodelar o micro, e vice-versa. Como nosso mundo humano está no meio do macro e do micro, a nossa tecnologia é modelada para se encaixar no meio da ultima moda. Mas a moda vai continuar mudando.

Agora acabo de descobrir uma nova cosmologia. Os mesmos velhos astros dos gregos, de Copérnico, de Newton, foram arranjados de uma nova maneira que se encaixou perfeitamente como geradores diretos do nucleotídeo, o qual encerra o segrêdo da Vida, e tudo o mais que anima os seres vivos. As estrêlas e buracos negros deixaram de surgirem ao acaso por geração espontanea como queria a ultima moda, para surgirem por um processo pré-sexualizado e mecanizado, enquanto os mesmos astros ganharam os predicados dos ciclos vitais. Assim o novo modêlo, do velho Cosmos, sintetizado na fórmula da Matriz/DNA, é um sistema automatizado como uma máquina perfeita, um moto-continuo, e  eu deveria acreditar que a nossa tecnologia será tôda transformada pelo conhecimento dessa fórmula, quando ela for re-descoberta por alguém que tenha pêso para se anunciar. Mas justamente quem tem mais pêso, cai mais frequentemente.

Os impérios atuais, assentados em monumentos rígidos de cimento e asfalto, serão obsoletos, mas demorarão mais a cair, as transformações se darão mais fáceis onde as construções estavam mais fracas e atrasadas, como no Brasil. Assim mudam as civilizações. O velho império Egípcio que dominou por três mil anos hoje ainda mantem suas pirâmides. As ruínas do  Coliseu de Roma persiste nos tempos do Empire State Building. O Empire State Building talvez persista no tempo que outro monumento na ultima moda brilhar em outro lugar.

Mas porque o Homem continua a repetir o êrro de acreditar ser capaz de decifrar o segrêdo do Universo, sabendo que o castigo fatal para êsse pecado é a destruição da civilização que êle vai construir baseado numa fantasia? Hoje o modêlo da origem do Universo pelo Big Bang, os modêlos das origens de cada tipo de astro conhecido, e a exibição dos grandes aparatos de pesquisas como telescópios gigantescos, sondas espaciais orbitando nas fronteiras do sistema solar, etc., tudo vem compor um quadro mental que transmite uma unica possibilidade racional humana: nós finalmente conhecemos e sabemos o que é o Universo. Aquêle que disser “é impossivel ao cérebro humano entender o Universo”, será desprezado como retrógrado. Mas assim foi ridicularizado quando disse isso nos tempos dos egípcios, dos gregos, de Copérnico.

Ora, o homem tem uma vida de oitenta anos. A cultura da Humanidade não tem mais que 15.000 anos. Podemos observar a Natureza e até acertar como foram os 10.000 anos antes do primeiro registro da nossa cultura. Com um pouco de elocubração mental podemos acertar quase tudo sôbre mais 10.000 anos antes ainda. Muitos êrros certamente cometeremos na tentativa de recompor a História a 100.000 anos. Mesmo porque um hiomem de oitenta anos não consegue digerir mentalmente o que significa 100.000 anos. Mas agora multiplique êsse 100.000 por dez, e teremos um milhão de anos! É quase certo dizer que nossa ignorancia sôbre êsse passado será multiplicada por dez. Mas imagine multiplicar êsse um milhão por mil vêzes! Chega-se a um bilhão de anos! Impossível ao cérebro humano voar tão longe! Mas agora dizem que o Universo tem mais de 13 bilhões de anos… e acreditamos piamente que nosso conhecimento cosmológico é o final. Isto tem um nome: arrogância.

Quando meus calculos resultaram no modêlo do elo entre a matéria não-viva e a Vida, acreditei que agora poderia desvendar a verdadeira História do Universo e fui descendo no tempo, onde estrêlas, quasares e buracos negros iam apresentando diferentes processos de nascimentos. E quando cheguei na ultima fronteira onde, por coincidência, encontrei tambem o Big Bang, porem, com um diferente figurino, me deparei com uma figura, a qual seria a face final do Universo. A figura era uma linha que nascia no ponto zero da intersecção entre o tempo e o espaço representados pelas coordenadas do grafico cartesiano, mas ela se encurvava aqui, retornava no tempo, avançava acolá e por fim fechou-se encontrando o ponto inicial, desenhando assim a face misteriosa. Observando melhor a face – que poderia ser tambem a face de Deus – tive um sobressalto: era a mesma figura que forma um par de nucleotideos lado a lado na hélice do DNA. Como então a face do Universo é a mesma face do DNA?!

Ora, dias depois eu queria me suicidar pois entendí qual a dimensão da minha burrice. Pois quem iniciou a busca foi meu cérebro, um cérebro humano, o qual é composto de neurônios e neuronios tem como central diretora, o DNA. Isto quer dizer que quem estava dirigindo a pesquisa, quem estava de fato buscando, era um… DNA. E assim como o homem inventa seus deuses com figuras que são à sua imagem e semelhança, o DNA encontrou o que queria encontrar, o que sonhava antes encontrar: um Universo à sua imagem e semelhança. Peguei os quilômetros de papéis, paginas rabiscadas durante 20 anos com graficos, contas, fórmulas e modêlos, amassei tudo e foi para o lixo! Eu posso ser burro, ter todos os defeitos que muitos outros humanos tem, mas modéstia à parte, sempre fui muito simples, nunca soube o que é a vaidade, por isso não sou arrogante. Não vou repetir a teimosia tacanha de construir novas tecnologias e civilizações destinadas às cinzas.

Mas teria algum sentido inteligente, racional, divino, em fazer uma espécie viva mas ainda na sua infância intelectual, limitada a um pequeno e obscuro pontinho perdido na imensidão sideral, a construir civilizações erradas atrás de civilizações erradas, pagando o preço pelas cirurgias dolorosas fomentadas pela Natureza?! Criar essa espécie dentro de um Universo que parece ter mil faces, cada uma adequada para um tipo de gôsto de cada freguês? Portanto, são mil faces falsas. O Universo é relativo, ou seja, apresenta uma face unica e especifica para cada diferente observador que se situa num ponto fixo do tempo e do espaço.  A face final, verdadeira, só poderá ser vista e conhecida para quem se posicionar fora do Universo, e de lá olhar para trás. Claro! Já nos avisou o teorema de Gödel que é impossivel a quem está dentro de um sistema, conhecer a verdade do sistema.

Então Deus e seu Universo estão a jogar dados conosco, e o pior, dados viciados?! Porque?!

Teria sim, um sentido racional, uma explicação inteligente. Imagine alguem especial, como um anjo, filho de Deus, e dê-lhe um nome, por exemplo, Satanás. Êle seria bom e perfeito até revelar que pode cometer um ato defeituoso, possível porque seu pai o respeitou como ser livre e lhe dotou com o livre-arbitrio. Satanás entendeu que o reino de seu pai foi o melhor que seu pai conseguiu fazer, mas como êle não o tinha criado, que por isso era em algum grau minimo alguma coisa menor que seu pai, êle seria mais inteligente e capaz de construir um reino melhor onde sua felicidade e soberania seria ainda maior. Assim arrumou sua trouxa e disse aos seus pais que o viram partir com lagrimas rolando-lhes pela face, que iria viajar para conhecer terras estranhas e experimentar novas aventuras, e pôs-se a construir mundos. A cada mundo construído, vivia nêle por um tempo suficiente para aprender que ali era ainda menos feliz que era na casa de seu pai. Mas naquele dia que ele se afastou com sua trouxa a tiracolo, a mãe perguntou ao pai: “Porque você o deixa partir fazendo-o acreditar que acreditastes na mentira dêle, se sabes que êle está indo construir mundos atrás de mundos até descobrir que não existe nada mais perfeito que êste nosso, e retornará derrotado?”. O pai abraçou a mãe e susssurrou-lhe: “Mas êle nunca saberá que retornou. Ele construirá tantos mundos que se esquecerá dêste mundo, de nós, como um adulto esquece seus tempos de embrião. Um dia êle construirá um mundo exatamente igual a êste, mas depois sentirá que falta algo, que existe na solidão e isso não é bom. Criará todos os tipos de criaturas, mas nenhuma o satisfará. Então êle descobrirá que existe a alternativa de construir alguem quase como êle com quem pode coexistir e ser feliz: um pai e uma mãe. É o reverso do prazer que dá a um pai ter um filho. E êle fará um par exatamente como nós somos. E nos amará como um filho ama os pais. Ora, nós entraremos naqueles corpos, o mundo é o mesmo, a unica diferença é que ele será completamente feliz para sempre, porque ele acreditará que ele criou o mundo, que ele é Deus!”

Pensando nisso, sei que, apesar de não ser arrogante e essa fantasia de entendedor de universos não me pegar mais, me será inevitável aplicar a fórmula da Matriz/DNA, de construir a nova superior tecnologia, de construir a nova civilização… Sei tambem que daqui a duzentos ou quinhentos anos alguem surgirá com uma nova cosmologia muito mais atraente que a Matriz/DNA. Simplesmente é impossivel a mim deixar de avançar na direção da armadilha, de cair na armadilha, apesar de ter consciência de que se trata de uma armadilha. Eu, humano, continuarei a jogar dados com Deus, mesmo sabendo que os “dados” são viciados, porque esta é a minha sina, êste meu destino. Assinado: Satanás.