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Gnosticismo: o que é, e as concordâncias com a Matrix/DNA

segunda-feira, abril 29th, 2019

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O gnosticismo tem no minimo, tres pontos de concordância interessantemente intuitivos com a Matrix/DNA. Um quando diz:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Gnosticismo

“Acreditavam que o mundo material era criado por uma emanação do deus supremo, prendendo a faísca divina no corpo humano. Esta faísca divina poderia ser liberada pela gnose dessa faísca.”

Matrix/DNA: isto se assemelha bastante ao que sugerem nossos modelos de que uma onda de luz se propaga pelo processo do ciclo vital e contem a formula para todos os sistemas naturais como o corpo humano e que neste se torna a unidade fundamental de informação.  Como essa onda de luz primordial se manifestou com o Big Bang, deduz-se que tenha vindo como uma especie de DNA do sistema desconhecido que produziu o Big Bang. Na metáfora religiosa isso poderia significar de origem divina. Então a faísca divina no corpo humano seria o DNA, e, claro, os gnósticos antigos não sabiam da existência do DNA. Apenas trocas de nomes, de metáforas, e do nível relativístico a diferentes eras do conhecimento da natureza, expressando a mesma interpretação de um evento teórico. Mas se, como dizem, o conhecimento dessa faísca poderia libera-la, nos da Matrix/DNA a conhecemos de fato quando descobrimos nela a formula e toda sua trajetória nestes 13,8 bilhões de anos de existência deste Universo. Então o que estaria faltando agora?

o segundo ponto de concordância….

“No gnosticismo, dualismo radical, ou dualismo absoluto, postula duas forças divinas co-iguais. O maniqueísmo concebe dois reinos anteriormente coexistentes de luz e de escuridão que se envolveram em um conflito, devido às ações caóticas desses últimos. Posteriormente, alguns elementos de luz tornaram-se presos dentro de trevas, o propósito da criação material é decretar o lento processo de extração destes elementos individuais, ao final do qual o reino da luz prevaleça sobre as trevas.”

Matrix/DNA : esse dualismo constante no Universo é ainda para nos um mistério, pois ele parece ter vindo do que existia antes das origens do Universo. Mas a visão de uma imagem em que este espaço onde hoje se localiza o Universo era preenchido pela dark matter ( a escuridão)  e com o Big Bang essa substancia foi penetrada pelas ondas de luz, e que ao chegarem no limite de seu alcance qualquer onda de luz se fragmenta em suas partículas, os fótons, os quais tornam fótons negativos de energia negativa ( cuja existência esta sendo defendida e estudada por muitos cientistas), e então procuram se juntarem e reencetarem o caminho inverso ao feito pela onda-mãe original, para voltarem a fonte que os gerou, e uma das sugestões dos nossos modelos teóricos. Os fótons precisam de barcos para navegarem no retorno em meio ao oceano escuro e para isso adentram os elétrons dos átomos assumindo as maquinarias destes átomos como os vírus fazem quando adentram células. Estes veículos são feitos na forma da formula universal, que é a unidade fundamental da Matrix Universal e do DNA, a qual primeiro faz o átomo, depois as galaxias, depois os biológicos e por ultimo a auto-consciência em cuja forma estarão se reencontrando com sua fonte extra-universal. Metaforicamente poderia se dizer que o proposito da criação material e o lento processo de extração destes elementos (fotônicos) individuais que ficaram presos nas trevas A Matrix/DNA sugere que num certo nível dessa evolução essa Matrix recusou continuar o difícil caminho do retorno ao descobrir que poderia viver paradisialmente com um corpo formado também com a dark matter, criando assim o sistema fechado em si mesmo, isolado do resto do mundo, o que aconteceu na forma de galaxias primordiais. Então a situação humana, uma futura geração desse ancestral errático, seria explicada por esse “pecado” quando estava na forma do ancestral. Mas isso tudo é o que uma mente humana pensa ver quando observa a formula e a historia universal sugerida pela evolução dessa formula, e como sabemos que a percepção humana não absorve a totalidade dos fenômenos, elementos e eventos naturais, e por isso mistifica ou poetiza o que vê onde talvez não haja mistica nem poesia, mantemos isso tudo como mera curiosidade a ser testada com mais informações colhidas nos tempos. Mas e curioso que sem nada saber de gnosticismo, a visão de mundo da Matrix/DNA elaborada na selva amazônica coincida também com essa intuição dos antigos.

o terceiro ponto de concordancia….

Este texto foi encontrado num dos livros-códices da chamada Biblioteca de NAG HAMMADI, quando dois irmãos egípcios encontraram em 1945 uma jarra fechada contendo pergaminhos de 1.500 anos atras ( informação na Wikipedia, ver ” The Nag Hammadi Library”). O livro tem por titulo “On the Origin of the World” e esta no link: http://www.gnosis.org/naghamm/origin.html

Diz o texto:

” Now when the heavens had consolidated themselves along with their forces and all their administration, the prime parent became insolent. And he was honored by all the army of angels. And all the gods and their angels gave blessing and honor to him. And for his part, he was delighted and continually boasted, saying to them, “I have no need of anyone.” He said, “It is I who am God, and there is no other one that exists apart from me.” And when he said this, he sinned against all the immortal beings who give answer. And they laid it to his charge.”

Matrix/DNA: Ora, isto é uma exata metáfora traduzindo o que nossos modelos teóricos sugerem. Na cosmogonia gnóstica as coisas vão acontecendo e chega num ponto onde uma entidade (o Demiurgo, que para os cristãos seria Satã ) se vê vivendo como num paraíso, exaltada por todos, e torna-se insolente, dizendo que ” Eu não tenho necessidade de ninguém. Eu sou Deus e não existe outro alem de mim”. Esta é a metafórica completa descrição de um sistema natural fechado em si mesmo como formula perfeita, um moto-continuo eterno, isolado do resto do mundo. Suprema expressão do egoismo, de onde teríamos herdado o gene egoísta. E’ a forma em que se formaram as galaxias originais.

Mas nossos modelos sugerem que a entropia deste sistema causou sua degeneração e queda, de cujos fragmentos surgiram os primeiros aminoácidos na Terra e dai a vida humana. Enquanto descrevemos o evento de maneira racional, naturalista, o texto gnóstico troca entropia por ” os divinos abandonaram-no as suas próprias custas”. Como ele não tem a energia eterna do divino, ele tem que degenerar e com isso surge a sua morte, que foi a sua queda. Interessante maneira de metaforizar misticamente um fenômeno e evento puramente natural, que pode ser descrito em linguagem cientifica!

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Outros trechos interessantes:

O principio motivador do método cientifico e da filosofia naturalista:

Gnosticismo é desejo de conhecimento especial e íntimo dos segredos do universo. A salvação gnóstica era da ignorância e não do pecado. O conhecimento não era apenas o meio de salvação, era a única real salvação