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Como a Natureza Guiou a Evolução do Pensamento, do Codigo de Hammurabi a Jesus Cristo

quinta-feira, novembro 12th, 2009

“Olho por olho, dente por dente”, primeira lei do Código de Hammurabi,  foi a produção de uma mente ainda primitiva e limitada à visão da biosfera caótica terrestre onde feras devoram cordeiros. Dezessete séculos depois, surgiu Jesus Cristo sugerindo que a lei fosse mudada por algo como “Se te bateres numa face, oferecei a outra “. Esta foi uma produção de uma mentalidade incomensurávelmente maior, capacitada a perceber a outra face oculta da Natureza, com a ampla visão do estado de ordem e harmonia do Cosmos. A primeira seguiu à risca um visível mecanismo natural que foi traduzido na terceira Lei de Newton assim: “a cada ação corresponde uma reação de igual intensidade, porem, de sentido contrário”. Olho por olho, dente por dente. Mas a segunda foi baseada no fato de que no espaço sideral qualquer ação deflagradora de violência – tal como a explosão de uma supernova ou o choque de um cometa com um planeta – não produz uma reação violenta em cadeia, mas sim,  a força emanada da violência é absorvida e dissipada pela gravitação universal. Ao ofereceres a outra face estás absorvendo, dissipando e eliminando uma iniciativa violenta. Fantástico e lindo de morrer, o entendimento de como a evolução da mente humana entre Hammurabi e Jesus Cristo seguiu a mesma trajetória que a Natureza exibe quando vai da superficie da Terra ao Cosmos, contem inestimáveis fontes de material para reflexão e torna-se ao mesmo tempo um estimulo de esperança pois indica que a evolução está direcionando nossa mente para um destino de grandeza inimaginável. Hammurabi está para a Natureza da Terra assim como Jesus Cristo está para a Natureza cósmica que contem a Terra.  

Hammurabi foi rei do Império Babilônico  a 3.700 anos atrás, portanto a 17 séculos antes de Jesus Cristo vir ao mundo. Ele ficou conhecido pelo conjunto de leis chamado “O Codigo de Hammurabi”, um dos primeiros conjuntos de leis registrado na História. Estas leis foram escritas num tablete de pedra medindo 2,4 metros e foi achado em 1901.

codeofhammurabi.jpg  Código de Hammurabi na pedra original (clique e amplie a imagem para ver as inscrições)

 Este conjunto de leis para gerir uma sociedade foi o precursor do que hoje denominamos “Constituição Federal”. Interessante é discernir como estas leis revelam o caráter ou visão de mundo de nossos ancestrais em tempos remotos, leis que hoje parecem-nos absurdas mas que na época retratava o entendimento humano da Natureza, pois elas parecem mais as leis naturais que regulam a existência de animais na selva. Por exemplo, como naquela época se acreditava que o céu era imutável, ou seja, que os astros celestes existem eternamente na mesma forma e não se movem, e por isso era a morada dos deuses, Hammurabi (que contou ao povo uma história igual a que contou Moisés: teria sido o escolhido para receber dos deuses as leis escritas em pedra), projetou essa visão do espaço sideral no método em que gravou as leis, escolhendo a palavra escrita e em pedra pois assim aquelas leis permaneceriam também imutáveis.  

Existem 282 leis no Codigo de Hammurabi e torna-se um passeio do humor lendo-as, coisas aparentemente absurdas porem que tornam-se compreensíveis quando entendemos que um povo planeja um sistema social segundo o que ele pensa ser o mundo ou como o mundo funciona. Por exemplo, o sistema social do capitalismo selvagem ganhou força com a descoberta da Evolução e seus conceitos como o da competição pela sobrevivência e propagação dos mais fortes e espertos.

Vejamos alguns exemplos das leis de Hammurabi: 

– Se um homem ataca uma mulher grávida, causando a que ela venha a morrer, a filha do assaltante dever ser morta; 

 – Se alguém acusa um homem, e o acusado pular nas águas do rio e afundar, o acusador ganha a posse da casa do acusado. Mas se o acusado não afundar o rio prova que o acusado não é o culpado, então o acusador deve ser morto e o acusado fica com sua casa;

 Ora, observe como a realidade da Natureza bruta transparece nestas leis: o homem que ataca uma mulher retrata a fera macho que ataca a fêmea, ou a fera maior que ataca o cordeiro, esta fera tem um poder reconhecido e aceito porque lhe foi doado pela Natureza, e o macho não pode por isso ser castigado. Ao invés, vai sua filha que socialmente representa o cordeiro indefeso e manso… e saco de pancadas para todo mundo. Quando penso nisto e recordo como certos povos ainda tratam com opressão e depreciação suas mulheres, chego a concluir que o melhor método para educar os modernos representantes de Hammurabi, como os Saddam Hussein, os Bin Laden e os Talebãs da vida, seria tentar levar a eles de qualquer modo os modernos conhecimentos da astronomia e enfatizar que o firmamento é tão “natureza” como esta que aqui nos envolve.

Porque o rio seria o juiz que julga quem é culpado ou inocente? Penso que devido a Mesopotamia se situar nas regiões áridas e já alcançando os longos desertos, um rio ali devia ser considerado uma dádiva divina, como era acreditado ser o Nilo pelos egipcios. Para daí concluir que o rio seja um veículo utilizado pelos deuses para aplicarem sua justiça não falta muito.

Mas, 1700 anos depois chegou na Terra um homem que não mirava-se no exemplo da realidade imediata natural. Os seres humanos são produtos do caos, a nossa biosfera é governada pelo caos, quem disso duvida que faça como eu, vá viver isolado no inferno da selva amazônica. Aquela é a verdadeira face da Natureza aqui nas dimensões humanas e não o ambiente asfaltado das cidades modernas onde vivemos. Portanto não poderia ser de outra maneira que a mente humana, na sua infancia, se mirasse no exemplo da realidade que viceja à sua volta. Se atacado, seja um animal ou um homem, que procure reagir e empregar nesta reação uma força ao menos equivalente à do agressor, senão, adeus. Mais tarde com a evolução das Ciências e o aprofundamento da Física no conhecimento dos pormenores que regulam os processos entre os corpos, traduziu-se aquela regra natural no famoso dogma da ação e reação, mais exatamente nos palavras de Newton: “Para cada ação há sempre uma reação, oposta e de mesma intensidade.”. Mas quando a Física anunciou ao mundo aquele postulado ela não possuia os modernos instrumentos que revelaram verdades mais profundas da Natureza, a qual não termina na biosfera terrestre, porem se expande pelo espaço sideral. E basta olhar-mos para o céu estrelado para ter-mos a sensação de que lá reina a harmonia, a paz e o estado de ordem. Enquanto os primeiros cientistas ainda eram dominados por aquela visão primitiva da Natureza, foram construindo modelos astronomicos e uma cosmologia repleta de projeções das crenças humanas. Assim o céu foi povoado de eventos violentos, explosivos. E assim as estrelas foram definidas como horrendas fornalhas nucleares, enquanto em nossos modelos vemos uma outra face das estrelas mais ampla no tempo e no espaço, e nossa definição torna-se: “estrelas são como mães atarefadas em amamentarem seus rebentos (os planetas) com seu nectar energético e mantê-los aquecidos e protegidos sob suas asas gravitacionais” ( assim como uma galinha mantem seus rebentos). Eles percebem pontos no espaço que encerram corpos invisiveis mas manifestam sua presença pelos efeitos visiveis à sua volta e os definiram como fantasmagóricos buracos negros piratas e canibais a devorarem mundos inteiros. Nada disso! Os mesmos efeitos visiveis nos levaram a outra definição, à da existência dos buracos brancos rersultantes do turbilhonar de detritos de estrêlas mortas que se reciclam e geram novos astros. Alguém, olhando a olho nu o céu estrelado e exercitando suas naturais faculdades mentais para o Cosmos, sem prévios julgamentos, conseguiria mesmo imaginar algum evento violento por lá? Acontece que, sobre o asfalto ou dentro de salas com ar condicionado, substituindo o olho natural pelo olho da maquina fria do computador e substituindo a razão natural pelas acrobacias exageradas da matemática levadas ao seu ponto ultimo de saturação, fantasmas que não existem, eventos que jamais seriam imaginados, são imaginados e tornam-se tão críveis que vão parar nos textos dos livros escolares para infortunio de nossas crianças.

Todo novo ciclo da macro-evolução universal ( aqueles que fazem o primeiro sistema natural surgido com o Big Bang e denominado “universo” vir rolando e rolando e mudando de forma da super simples do inicio para arquitetura cada vez mais complexa) obedece a um mesmo roteiro: existe uma espécie (seja o sistema atômico, o astronomico ou o biológico) que em determinado momento ocupa o tôpo da Evolução; neste estado ela atingiu seu limite possivel de absorver novas informações e melhorar de qualidade aumentando sua complexidade; neste ponto esta espécie ( que reina absoluta onde se encontra, como os dinossauros reinaram na Terra, como o leão reinou na selva, a baleia no mar, a galáxia no espaço sideral), se acomoda num estado de equilibrio termodinâmico, se super-especializa num modo de existência, fecha as suas portas à evolução e torna-se um beco sem saída, um ramo lateral da àrvore da evolução que seca e se extingue; então a espécie em declinio degenerativo é fragmentada em seus bits-informação, misturada a uma nova paisagem onde altera a ordem do ambiente e promove o caos; mas é o caos necessário para que haja a mistura, a mutação, e a partir daí o reinicio de um novo fluxo do estado de ordem. Caos torna-se ordem, ordem torna-se caos quando almeja eternizar-se como perfeição absoluta, o que significa não-existência. Pois o Universo às nossas vistas parte do imediato caos visto e sentido na pele aqui para elevar-se ao estado de ordem alem dos céus. Ali, com o sistema galáctico ocupando o topo da evolução da matéria, o sistema universal se assentou, se acomodou num aparente equilibrio termodinâmico, por isso o “building block” das galáxias foi atacado pela entropia degenerativa, se fragmentou em seus bits-informação, os quais se tornaram os genes semivivos que vieram a constituir nas superficies dos planetas os primeiros sistemas biológicos. A evolução na sua marcha inexorável!

Projetando o estado do espirito humano que ainda conserva resquicios de violência, sobre o desconhecido Cosmos na tentativa de adivinhar seus segrêdos o homem moderno ainda fala em “a grande explosão, ou o Big Bang”, para definir um ato de fecundação idêntico ao que vemos aqui na Terra quando o invólucro de um espermatozóide se rompe no centro de um óvulo e dá inicio a uma nova criação. Ou calcula que houve uma “explosão de supernova” quando na verdade o evento nada mais foi que a passagem de um pulsar que é a semente de uma estrela para o estado de estrela definida, passagem cujo mecanismo é o mesmo que faz na Terra uma semente desabrochar e revelar a portentosa criatura que ela contem ( se não entendes o que digo, dê uma olhada nos modelos cosmológicos da Teoria da Matriz/DNA Universal).

O que me intriga – e aqui digo “raios… e raios!!!”, foi o fato de há dois mil anos atrás um filósofo de origem humilde ter dado esse incomensurável salto evolutivo no estilo do ” Equilíbrio Pontuado” a teoria evolutiva de Stephen Jay Gould em 1972. Pois Jesus Cristo fêz sim – satisfazendo todos os requerimentos cientificos para tal – uma transposição da interpretação do mundo pelas criaturas limitadas à biosfera terrestre para a interpretação do mundo por elevados seres pensantes que já adivinham os segrêdos da mecânica sideral. Não era possível naquela época conhecer os dois lados da face da Natureza que se divide entre caos e ordem. A harmonia celeste era acreditada ser tal devido ser o reino dos deuses, portanto cheirava mais a um distante reino supernatural. Não havia na Terra nenhum fenômeno revelando a existência do estado de ordem natural. Então, raios, de onde aquele intrometido carpinteiro que vem bagunçar nossa filosofia no estudo da evolução do pensamento, extraiu essa idéia tão cientifica e certeira? Estoure um canhão de mil megatons mandando um torpedo com toneladas de explosivos explodir a abóbada celeste e o verás acontecer será um simples “pum” se perdendo espaço afora. Nenhuma reação. O Universo volta a face direita para quem lhe atinja a esquerda. Se aqui dizemos que grande é o coração de mãe e de inigualavel amor, no Cosmos dizemos que grande é a capacidade de tolerancia e perdão da gravitação universal. Ela jamais reage á violência com a violência.

Pois bem: vamos nos mirar nos exemplos do animais e continuar assim a construir sociedades com sistemas animalizados para todo o sempre ou vamos dar o salto evolutivo iniciando a mirar-nos nos exemplos dos elementos siderais e conseguir finalmente uma sociedade ordeira? Hammurabi ou Jesus Cristo? Bem… mesmo eu que conheço já os modelos da Matriz e percebí qual o destino desta história – portanto se eu como humano quisesse ser selecionado e não descartado pela evolução procuraria mudar o mais rápido possivel – não consigo oferecer a cara para quem me deu uma porrada… e parto para cima como um cavalo, imagino então o quanto será dificel e quanto tempo ainda vai demorar para a Humanidade se desligar da influência da realidade do ambiente que a rodeia.  Mas não está em nosso poder fazer essa escolha: a Natureza evolui assim, partindo de Hammurabi e indo na direção de Cristo, nossa mente é um produto dessa Natureza,  portanto dirigida não por nós mas pelas forças universais naturais e por isso está determinado que a mente humana em sua trajetória evolucionista deixará Hammurabi para trás e alcançará o patamar de Jeus Cristo.