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Mais Uma Importante Descoberta Sobre como e porque apareceram os Acessórios de seu Corpo: Bracos, Nariz, Pernas, Olhos, etc.

sábado, março 26th, 2016

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O primeiro ser vivo, realmente completo e funcional, foi um sistema celular, uma unica célula, com núcleo e todas as organelas. Mas esta célula era meio arrendondada, uma especie de bolota fechada dentro de uma capa membranosa. 3 ou 4 bilhões de anos depois esta célula se tornou um sistema humano. A forma arredondada se tornou alongada, surgiram os membros como braços, pernas, e os sensores primitivos da célula para sentir o mundo externo se exteriorizaram, tornando-se olhos, nariz, ouvidos…

Quando eu vivia isolado como ermitão no meio da selva amazônica, eu pensava muito nisso, depois que o Sol se punha, com os olhos ora indo da biosfera que me rodeava, ora ao céu límpido e mais estrelado do mundo. Não tinha tv, Internet, nem uma pessoa com quem conversar, nada a fazer, então tinha tempo para, literalmente, deixar meu corpo na rede e me imiscuir no meio destas duas tão diferentes dimensões do mundo externo, tentando senti-los por dentro para desvendar seus segredos, principalmente buscando o que havia no meio da matéria perceptível aos meus sentidos, daquele céu estrelado, que realizou esta fantastica façanha, de transformar um mundo de estrelas e planetas em uma célula viva, e depois num ser humano, como era meu corpo la’ embaixo.

Sentia que a coisa mais importante destes dois mundos estava escapando por entre minhas mãos, e se não a encontrasse, minha vida se esvairia sem sentido, inútil, como era a vida dos animais que me rodeavam na selva. Tinha que ter algo dentro da Natureza, no meio daquela matéria toda, que fosse dinâmica, imbatível, e com um proposito nos seus movimentos, um sentido, uma meta, para sua existência, senão, seria impossível explicar racionalmente este mundo. Mas o que poderia ser?!!

Então, numa destas ocasiões me imaginei pondo em cima da mesma mesa de laboratorio, o desenho do céu de estrelas, mais a primeira célula viva, e a seu lado, um corpo humano. E cheguei mesmo a quebrar um galho de arvore, fazer uma placa com uma folha de palmeira, colar um pedaço de cartolina na folha e escrever algo em letras grandes. O talo da placa foi amarrado `a mesa de maneira que em cima do corpo humano escrevi: “isto aqui…”, e em cima da célula escrevi ” veio daqui…”, enquanto em cima do céu estrelado escrevi: “… que veio daqui!

E mais embaixo em letras garrafais: ” Agora descubra como… o que fez isto!”

Claro que a resposta não poderia ser simplesmente, o DNA. Este era um efeito, e não a causa, o motor ou agente universal. Nem o acaso. Nem Deus. Não existe Magica. Ali estava a prova que não tem Evolução Cega, pois a vontade, os desejos, que estavam dentro daquela célula eram os mesmos desejos do mundo externo e seus meios-ambientes que se modelarem na mesma direcao da célula, justamente para um se encaixar no outro que o envolveria.

Bem que antes tentei todas estas hipóteses, mas descobri que para cada uma delas havia mais evidencias negativas que positivas. A resposta tinha que ser outra coisa, e esta coisa continuava oculta no meio das estrelas no alto, sussurrando no meio da escuridão da selva, pulsando e se movendo dentro da célula e do corpo humano. Mas o que e’ essa coisa oculta e tao misteriosa?

Em cima da mesa estavam os desenhos de uma célula primitiva, de uma galaxia, de um corpo humano, e as palavras de um mistério a resolver .

Sete anos depois o mistério estava resolvido. A força natural misteriosa foi detectada, e vindo não apenas das estrelas, mas dos momentos iniciais desde o Big Bang. Nunca vou poder provar a mim mesmo, que a coisa que encontrei foi a mesma que dirigiu aquela historia evolutiva de 13,7 bilhões de anos. Mas não importa. Porque e’ uma coisa que eu posso construir, e com ela eu posso começar de um Big Bang e depois de 13,7 bilhões de anos ter um universo e um corpo humano igualzinho aquele que representava o final atual da historia. Se foi Deus, se foi o acaso, se foi outro método, seja quem for, não me importa porque eu posso fazer o mesmo com esta formula, e ponto final.

E o desenho do circuito do fluxo interno de informação da fórmula da Matrix/DNA na sua versão de sistema perfeito fechado, na forma de diagrama de software

E o desenho do circuito do fluxo interno de informação da fórmula da Matrix/DNA na sua versão de sistema perfeito fechado, na forma de diagrama de software

Então como a partir daquela célula primitiva foram aparecendo seus acessórios exteriorizados, se ela não era magica, e de fora dela tambem nada magico interviu?

Existe uma formula simples, natural, concreta. Mas nela já estão todos os requisitos necessários para projetar sua própria evolução ate’ chegar ao corpo humano, pois quando realizei mentalmente a construção da Historia, nada faltou nela para fazer cada detalhe do que existe hoje. Ela esta’ sob o processo da própria evolução. E sua vontade de evolução se explica porque ela quer retornar a forma de sua fonte, que e’ complexa. Assim como um espermatozoide quer voltar a forma de sua fonte originaria, que foi um ser humano, e trabalha incansavelmente com este proposito ate’ consegui-lo.

Esta formula chegou na superfície da Terra e construiu inicialmente para si, como ferramenta material projetando-se a si mesma, uma forma de átomos simples chamada ” molécula”. Ela começou tentando, experimentando e foi fazendo sua ferramenta pouco a pouco, a partir de moléculas que denominamos ” aminoacidos”. Ate’ que essa embriogênese de si mesma como forma materializada na Terra ficou pronta: era uma molécula composta de quatro nucleotídeos emparelhados lateralmente, horizontal e verticalmente, lado a lado, de maneira que, quando acionada pela luz ou energia solar… se punha a trabalhar como um robot faz-de-tudo. Este foi o building block que mais tarde iria se tornar todos os seres vivos e seus acessórios. Porque e’ a própria formula universal que já tinha construído os sistemas atômicos e astronômicos.

Nucleotideos e a Fórmula da MatrixDNA 2

A Fórmula da Matrix como "O Código Cósmico Humano" que veio através do DNA, do Sistema Celular e do Sistema Astronômico

A Fórmula da Matrix como “O Código Cósmico Humano” que veio através do DNA, do Sistema Celular e do Sistema Astronômico

Então quando um ser vivo, tal como aquele primitivo sistema unicelular quase arrendondado, oculto dentro de uma bolota simples e microscópica, precisa de um acessório qualquer para alcançar um objetivo para sobreviver e evoluir, não tem outro jeito de fazer este acessório senão o DNA fazer mais um novo building block e adiciona-lo `a pilha de nucleotídeos já existentes. Qualquer coisa que vai iniciar a ser feita, primeiro tem que fazer a formula e pô-la a trabalhar como sempre trabalhou, assim como quando queremos fazer um novo ser humano, primeiro precisamos fazer a sua formula, que e’ o genoma. Ela vai faze-lo automaticamente porem vai modelar o novo acessório, pelo mesmo motivo que a forma primeira no Universo desta formula começou a se modelar em diferentes formas e funções: uma onda de luz se expandindo, se infiltrando na substancia inerte e escura espacial, e como um rio, modelando-se em curvas, voltas, o que for necessário, para suas águas continuar fluindo, se expandindo.

Vamos então ver como surgiu o primeiro acessório naquela célula primitiva, que foi um cílio. O antepassado primeiro de bracos, pernas, rabos, pelos, cabelos, mãos de agarrar, etc. A célula precisava se mover na direcao de um grupo de átomos próximos que estavam formando um composto que continha o tipo de energia e massa que ela precisava para repor o que gastava na sua respiração, etc. Mas como bolota não tinha jeito de se mover e alcançar o ” alimento”. O lado da bolota mais próximo do composto de átomos sentiu extrema necessidade, extremo desejo, de se aproximar do composto. Toda a forca e energia da célula foi para ali, naquela região do seu corpo, canalizada. Por este canal chegou a formula projetada pelo nucleotídeo que o desejo criou. Na formula tem todos os requisitos para se fazer qualquer coisa neste universo.  Todos os mecanismos, todas as funções, e a capacidade para transformar estes mecanismos em tecnologia concreta, em aparelhos e instrumentos materiais. Assim como os humanos fazem hoje a tecnologia iniciada por um desejo, um imperativo de sobrevivência, de evolução, ou de bem estar.

Então era preciso uma extensão que ajudasse a célula se mover, Era preciso uma especie de tentáculo auto-movente, dirigido pleo nucleotídeo que era o cérebro primitivo da célula. E na formula, no nucleotídeo já existia o mecanismo, a função sistêmica para isso. E’ o próprio ” fio” desenvolvido por aquela onda inicial de luz, o leito por onde se esvai a água de um rio. Que na formula chamamos de circuito, o canal por onde passa o fluxo de energia/informação. Bastava alongar a membrana naquela região, mas não apenas isso, era preciso dotar a alongação de movimento próprio. Precisava então fazer uma especie de motor rotativo. E assim apareceu o que hoje conhecemos muito bem de motor ciliar. Porque na formula já existia a função de motor, ela já tinha feito este motor nas galaxias, constituído de um vórtice rotacional no núcleo da galaxia, um vórtice que mistura matéria com energia e ejecta tudo na forma de bolotas, as primeiras sementes do universo, que no caso eram sementes de novos astros celestes, planetas e estrelas.

ATP Sintase - How it Came From LUCA

ATP Sintase – How it Came From LUCA

Mas a formula contem sete partes, sub-ferramentas, porque ela e’ em si um sistema funcional completo, e estes precisam ter materializados as sete funções sistêmicas universais. Ora, para fazer aquele primeiro apêndice transportador e agarrador, um cílio, so’ precisava de aplicar duas das sete funções.

Mas e’ assim que a formula funciona. Ela tem que sempre ser a primeira coisa a se materializar quando um sistema, vivo ou não precisa de algum acessório ou sensor para se manter funcionando. Ela se materializa e se situa na região e onde deve sair o acessório. A partir dai ela começa a trabalhar, dirigida pela vontade do novo par de nucleotídeo que e’ ela mesma no centro do sistema. O cérebro. Se quando usou apenas duas de funções, o desejo se satisfez, a necessidade foi satisfeita, ela para de trabalhar. Como que recolhendo as ferramentas que ela levou para o trabalho mas que não precisaram serem usadas. E foi assim ao fazer os bracos, as mãos, as pernas… As vezes o novo acessório necessário e’ muito complexo. Como são os olhos, o sistema da visão. nestes casos ela talvez tenha que usar e aplicar todas suas funções, mas não apenas isso, ela tem que ,misturar, somar funções para criar ferramentas intermediarias. Assim como para tirar o pneu de um carro e’ preciso o macaco para levantar, a chave de roda para os parafusos, etc. Misturando suas sete funções, ou apenas duas, três, ela consegue o que chamamos de “fuzzy logics”, ela faz tudo o que precisa ser feito.

Então assim se explica o DNA como sendo uma ” pilha” de nucleotídeos, que dependendo do tipo de ser vivo, pode crescer infinitamente. Na verdade o DNA e’ uma pilha de unidades de uma formula. Por ser mais primitivo que o cérebro, o DNA não pode usar uma so’ unidade da formula para controlar todos os acessórios, como o cérebro faz com o corpo todo; o DNA precisa de uma unidade de “cérebro” para controlar cada detalhe do corpo.

Se eu não tivesse descoberto esta formula, nunca teria resolvido o mistério naquela naquelas noites que via ou pensava nas diferenças entre as mãos do macaco, as patas da capivara e as minha próprias mãos. Como foi a evolução daquele cilio inicial e porque se derivou em tantas formas diferentes? Com a formula na cabeça pela primeira vez na vida botei minhas mãos perante meus olhos e pela primeira vez na vida percebi que a palma da mão imitava – no sentido da evolução e no trabalho da formula – a minha mãe gravida, o dedo mindinho representava a minha forma quando era um baby, depois o dedo seguinte era o adolescente… ate’ ver no polegar encurvado e desajeitado como sera’ a ultima forma do meu corpo. Ali nas minhas mãos estava a historia da minha vida, do meu ciclo vital. Porque a formula foi montada assim. Cada peça, cada função foi surgindo do aprimoramento de uma forma anterior, ela toda e’ uma a historia de um cilo vital Assim ela contem o código que imprime vida na matéria inerte. Assim ela fez meus braços, minhas pernas, assim ela fez de mim, uma nova e ultima forma do universo, mas um universo que agora caminha… esvaindo-se pelas frestas dentre os obstáculos rumo ao retorno `a fonte paterna e materna que me gerou desde aquela primeira onda de luz. E quando pensei na luz, voltei a olhar para minhas mãos para agora descobrir que ela conta nao apenas a historia da minha vida, mas tambem a historia da vida inteira do Universo, como esta delineado na figura a seguir. Sagrado seja o cérebro humano que foi o primeiro nesta historia a despertar este universo como auto-consciente de sua própria existência.

Maos Pela Formula da MatrixDNA

Uma Investigação Científica Digna de Sherlock Holmes

quinta-feira, março 18th, 2010

Em 1960, 10.000 bebês nasceram horrivelmente defeituosos, sem pernas, sem braços, dedos surgiam ligados aos ombros. Foi um pânico geral. Era uma peste? Seria um novo vírus? A pronta mobilização da Ciência foi requerida pelos govêrnos, a qual descobriu rápidamente o culpado: uma simples pílula que as grávidas tomavam para amenizar os desconfortos da gravidez! Mas principalmente os estudantes podem aprender muito com êsse evento e até decidirem a serem cientistas se entenderem direitinho como é o trabalho dos cientistas nestes casos. Para evitar o jargão técnico, imaginei uma maneira de explicar a atividade científica através de uma história de mistério policial. É o seguinte: 

Certa feita, numa grande cidade, começou a aparecer pessoas horrivelmente mutiladas. Ainda estavam vivas quando eram encontradas, mas sem pernas e braços. A primeira suspeita caiu sôbre o chupa-cabra mas o prefeito não era supersticioso e tomou uma feliz providência: contratou o grande detective Sherlock Holmes para investigar o mistério. Ouvindo as vítimas ele concluiu que tratava-se de um ritual satânico, mas os criminosos, encapuzados, não deixavam pistas. Holmes identificou 18 tipos de religiões na cidade, mas eram tôdas ramificações das grandes religiões, organizadas, ordeiras. As vitimas relataram que eram embriagadas para o ritual com vinho, Holmes mandou analizar o vinho no sangue das vitimas e descobriu que havia apenas uma religião que usava aquela marca de vinho nas cerimônias. Para não citar nomes e ter meu cocuruto escalpelado pelos fanáticos desta religião vou chama-la de CPS49. Pode? Então é CPS49.

Holmes frequentou uma cerimonia na igreja, viu que era tudo limpo e pacífico então concluiu que deveria haver dentro daquela religião um grupo de fanáticos que atuava secretamente como uma seita fechada. Estudando o caso dia e noite como os cientistas da talidomida, Holmes descobriu que tôdas as vitimas tinham algo em comum: tôdas nasceram em Novembro. Porque? Bem, pensou Holmes, novembro é o signo do escorpião, estamos tratando com místicos, então a chave deve ser o signo do escorpião. Então Holmes fêz um levantamento nos cartórios da cidade sôbre todos os cidadãos vivos do signo escorpião, secretamente convocou igual numero de pessoas das outras religiões e pediu que vigiassem atentamente os escorpianos. Não deu outra: no dia seguinte um espia de Holmes deu o alarma que seu vigiado foi sequestrado, seguiram os criminosos até o local do ritual e prenderam todos. A cidade aliviada voltou à santa paz. Mas algo ainda intrigava Holmes: porque escorpianos? Interrogando os réus descobriu estupefato que êles nem tinham idéia que as vitimas eram de escorpião. Eles escolhiam como vitimas os ateus, porque acreditavam que os ateus eram os responsáveis por Deus estar mandando terremotos para o mundo, etc.  Acontece que as pessoas nascidas em novembro eram as mais propensas para o ateísmo (não dizem os astrólogos que os escorpianos são frios, céticos, calculistas?) talvez porque neste mês a lua esteja virada de costas para nós, sei lá. Holmes acertou, errando.

(Raios, porque não fazem um filme com essa história e me pagam um cachê? Tô vendendo o almoço para comprar a janta…). Mas agora vamos ver como essa história é parecida ao que fizeram os cientistas. 

Primeiro óbviamente interrogaram as mães das vitimas sôbre os remédios que tomaram na gravidez, e tôdas tinham algo em comum: tomaram talidomida. Quando a talidomida entrou primeiro no mercado em 1957, na Alemanha, foi aprovada pela medicina publica e considerada tão inofensiva que foi direto para o balcão a ser vendida sem receita médica. Assim como os govêrnos permitem as igrejas de religiões consideradas inofensivas. E a talidomida era uma droga muito eficiente em várias doenças, notadamente lepra e alguns casos de cancers. Portanto, assim como muitas pessoas precisam de uma religião, pessoas precisavam de talidomida. Havia mesmo tratamentos que se a talidomida fôsse proibida, pessoas poderiam morrer. O que fazer? Proibiram a venda sem receita média e como estavam entre a cruz e a espada, não podendo banir definitivamente e não podendo permitir, concluiram que a talidomida tinha ingredientes medicinais benéficos e maléficos, portanto, tinham que identificar os fanáticos da seita, digo, a substância malígna. Em 1960, biológos começaram a injetar talidomida em ratos de laboratório para causarem as deformações. Daqueles experimentos cientistas desenvolveram umas 30 teorias. Alguns achavam que a talidomida danificava nervos do embrião responsaveis pelo desenvolvimento dos membros; outros disseram que a droga leva células nos membros em desenvolvimento a cometerem suicídio; outros ainda suspeitavam que a droga impedia células de produzir proteínas. Mas infelizmente eles não podiam testar estas teorias, pois não conheciam  quais mecanismos produzem os membros, os quais tinham que ser a nivel de quimica molecular, mas nem mesmo sabiam quais moléculas. Tal como Sir Sherlock que não conhecia os agentes e o local dos rituais.

A talidomida por si mesma tornou a investigação mais complicada. Quando uma pessoa toma a pílula, enzimas começam a fraciona-la em pedaços menores, em substãncias simples, chamados “metabolites”. De fato, talidomida é separada em pelo menos 18 metabolites. As 18 religiões da cidade de Holmes tinham cada qual uma diferente estrutura e doutrina, e cada qual interagia com a sociedade com alguma sútil diferença: uma não assistia televisão, outra proibia meias curtas, outra não admitia que se pendurassem sutiãs nos varais… tinha até uma que treinavam seus cães de estimação de maneira que quando iam latir se viravam na direção da catedral. Cada um dos 18 metabolites tem estruturas químicas diferenciadas entre si e cada qual interage com as células de diferente maneira. Isto desanimava as investigações.

A complexidade da talidomida e o desconhecimento de como o organismo produz os membros atrasou a investigação por 40 anos e só em 2006 uma descoberta reanimou os cientistas. O Dr. William D. Figg do National Cancer Institute mais o Dr. Neil Vangerson, biólogo da Universidade de Aberdeen, na Escócia, experimentaram inocular apenas um metabolite em cada embrião de cobaia e descobriram que apenas um deles produziam os aleijados. Era o metabolite conhecido como CPS49. Em apenas alguns minutos após ser injetado, o CPS49 começava a matar as veias do sangue que estavam se desenvolvendo no local onde os membros seriam produzidos. Mas como, e porque as veias? Para atuar daquela maneira os metabolites tem que se atracarem num local e a um determinado tipo de moléculas do embrião. Mas quais?

Procurando a molécula o Dr Hiroshi Handa do Tokyo Institute of Technology foi aos cartórios da cidade e descobriu o signo do escorpião… raios, o que estou dizendo?… o Dr. Hiroshi lançou-se a inumeros experimentos até que enfim, encontrou-a: é uma proteína conhecida como “celebron”. Estava identificada o tipo comum das vítimas. Como Holmes ficou intrigado com o fato das vitimas serem de escorpião, os cientistas tambem foram surpreendidos: até aquela data ninguém sabia que o celebron tinha atuação na formação dos membros, nem mesmo se sabia o que esse celebron faz. O que fazem os escorpianos que desgosta os fanáticos dentro de uma religião? O que faz essa proteína que desencadeia a furia do CPS49, um metabolite maligno dentro da talidomida?

Bem, hoje sabemos que a talidomida inibe a proteína celebron que desempenha função indispensavel no desenvolvimento dos membros do nosso corpo. Ainda não entendemos os comandos e suas fontes no organismo que produzem estas maravilhas que são nossos braços e pernas, mas nos laboratórios a batalha contra a ignorância continua e quando o descobrir-mos, nossos herdeiros não nascerão mais aleijados e terão membros perfeitos. Eu particularmente acho que se os pesquisadores tomassem conhecimento – mesmo que fôsse apenas a titulo de curiosidade – das fórmulas da Matriz, que são os softwares-comando de instruções que a Natureza aplica para produzir a matéria e organiza-la em estruturas, arquiteturas, e sistemas naturais cada vez mais evoluídos, de acordo com a Teoria da Matriz/DNA, as respostas seriam encontradas bem mais rápido. Por enquanto o que vale é que a facção criminosa dentro da talidomida foi encontrada, esse maligno CPS49 pode ser retirado da talidomida para ela continue a curar outros doentes sem efeitos colaterais, o pesadelo das mães grávidas terminou e a Humanidade pode voltar a dormir em paz. Como fêz Sherlock: identificou nas vitimas o celebron, chegou aos fanaticos da seita CPS49, retirou-os do convivio com a sociedade, manteve a religião, que sendo placebo ou não conforta seus fiéis. E se a cidade não tivesse Holmes? E se nós não tivéssemos a Ciência?  

(Obs: Êste texto foi inspirado pelo artigo “Listening to Thalidomide: From terrible side effects, lessons on how limbs form”, por Carl Zimmer, do New York Times – Science Times – de 16/03/2010 )