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Moléculas altruístas podem ter ajudado na formação das primeiras formas de vida

sexta-feira, julho 9th, 2010

Veja artigo completo em: http://cienciadiaria.com.br

E veja a seguir a versão da Matriz

Um trabalho desenvolvido por cientistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, EUA, mostra que pequenas moléculas poderiam ter agido como “parteiras moleculares” para ajudar na construção de blocos de longas cadeias de material genético, bem como auxiliado na seleção de pares de bases da dupla hélice do DNA. Para os pesquisadores, há evidências de que, antes de haver enzimas de proteínas para a produção de ambos, pequenas moléculas presentes na Terra pré-biótica (anterior ao surgimento da vida no planeta) teriam ajudado na formação destes polímeros ao promoverem sua automontagem 

Durante os experimentos, os cientistas observaram que a molécula de etídio pode auxiliar oligonucleotídeos (curtos fragmentos de uma cadeia simples de DNA ou RNA) na formação de polímeros. Um dos maiores desafios para a obtenção de um polímero é que, enquanto ele cresce, suas pontas começam a reagir umas com as outras em vez de formar cadeias longas – problema que é conhecido como ciclização. Mas, ao usar uma molécula que se liga entre pares de base vizinhas de DNA (conhecida como intercaladora), é possível formar peças curtas de DNA e RNA de forma a facilitar a criação de moléculas maiores. Agora, os pesquisadores buscam a verdadeira identidade desta molécula “mãe de todas”, responsável pela formação dos primeiros polímeros genéticos da Terra. A molécula altruísta que deu o primeiro passo no desencadeamento do complexo e explosivo surgimento da vida.

Primeira Versão da Matriz

Êste tema revela como foi árdua a luta da Natureza para recuperar os descendentes de LUCA aqui na Terra para a evolução, para corrigi-los do vício que levou seus ancestrais celestes a cometerem o pecado original. Uma batalha a nível de moléculas onde os agentes da Natureza tiveram que invadir muralhas cerradas de fortalezas onde se encerraram os descendentes viciados e trazê-los para fora onde os agentes esperavam-nos de mãos estendidas para formarem uma nova e mais ampla sociedade.

Vamos analizar o fenômeno friamente, sem impregná-lo com nossas místicas. Se entendo direito o que o texto diz, estamos observando o passado, antes das origens da vida, e vemos um grupo de átomos conectados formando como uma fita e sabemos que aquela molécula é parte inicial de uma grande fita que se comporia mais tarde e se chamaria RNA ou DNA. Porém, ainda pequena a fita muda de destino, suas pontas se ligam e formam um anel. Adeus RNA, não foi dessa vez. Mas observamos outro grupo menor ainda – que fatalmente iria curvar suas pontas e fechar-se – porém acontece algo estranho: aparece por perto um grupo pequeno de átomos conhecido como molécula de etílico que se agarra numa das pontas da pequena molécula evitando que se curve e feche, e traz outros átomos ligando-os naquela ponta. Parece que a ponta sofreu alguma mudança pois agora ela não se atrai mais pela outra ponta, e assim continua sendo agregado átomos a ela. Dessa forma um dia chegou-se a obter uma molécula completa de RNA e daqui a Vida apareceu. Por sua vez, a molécula de etilico com sua missão cumprida, desaparece quietinha da cena, não espera os repórteres, a televisão, a recompensa do govêrno, a fama de heroína, e vai anônima procurar outra molécula-bebê a quem ajudar a crescer…

Pô… mas estamos falando de átomos, uma gang ou turminha de átomos!  Átomos são conjuntos de partículas, êles não tem propósitos, êles não movem uma palha a não ser quando estão carentes de energia e procuram comida na forma de um elétron na camada superficial de outros átomos. Se tem um grupo dêles agindo diferente, com comportamentos anormais, e ainda mais com propósito de ajudar, ser babá de bebês, parteiros, está claro que não sabem o que fazem nem porque fazem aquilo. Deve existir alguma ou algumas fôrças, dentro ou fora dêles, com mais poder que a fôrça natural dêles, dirigindo-os. Ou isso ou então nos despimos do avental de cientista, mandamos a Ciência ir plantar batatas porque o mundo não é lógico. 

Eu penso que sómente a existência de sistemas pode explicar essas fôrças. É a unica coisa que conhecemos e sabemos comprovadamente que pode atuar na matéria sem nos ser visível. Um árabe que deveria estar trabalhando e procurando namorada de repente se enche de bomba e se mata. Um comportamento ilógico que veio de fora dêle: um sistema invisivel conhecido por religião islãmica ( ou ao menos um sistema ideológico de terroristas). Sistemas hierarquicamente maiores ou superiores em complexidade atuam sôbre sistemas menores externos ou sôbre seus sub-sistemas ou ainda, a essência de um sistema, aquilo que lhe dá sua identidade, que é o excesso de informação além da soma de informações de tôdas suas partes, atua sôbre suas próprias partes. Este excesso de informação que não está em nenhuma das partes, que resulta das experiências das interações entre as partes é a mente invisível do sistema. Assim como no homem existe uma entidade, que é abstrata, intocável, chamada mente, que é diferente do corpo que a produz, é diferente de todas as partes do corpo, mas tem poder de dirigir o corpo para onde ela decida. Átomos por si só não são heróis nem altruístas. Ponha bilhões de átomos conectados e eles formam uma pedra, que não move uma palha, porque pedras sôltas são pedaços desconectados de um sistema.

Mas qual então o sistema que existe naquela área, naquela sôpa de lama, conduzindo um grupo de átomos a comportamentos anormais? Ninguém vai procurar porque ali não se vê sistema nenhum, todo mundo jura que não existe sistema ali.

Como resultado, somos tentado a ver grupinhos de átomos como se fossem entidades pensantes, com propósitos! Está na moda dizer que genes tem propósitos, que tem conhecimento do futuro, pois êste outro amontoado de átomos possue o propósito supremo de se perpetuar! Parou-se totalmente de buscar  fôrças externas aos átomos, conferiu-se personalidade a êles. Perdemos o juízo! Rindo de nós ficaram os religiosos, pois êles acreditam que sabem de onde vem as fôrças: Deus.

Existe um sistema completo, muito grande, descomunal mesmo, dentro de uma massa informe de células muito minuscula. Me refiro ao código genético dentro de uma mórula no meio da sôpa amniótica de onde vai se desenvolver um ser humano. O ser humano é o sistema que está dirigindo o comportamento de átomos dentro daquela sôpa. Êle foi transfigurado, decodificado, e colocado como uma molécula composta por átomos dentro da massa amôrfa. Então se temos uma solução comprovada aqui na Terra, porque emitir carteira de identidade para moléculas ou rebaixar Deus das alturas para vir aqui e ficar mexendo com lama? Porque não procurar um sistema maior fora da sôpa?!

Foi a conclusão que cheguei no Amazonas. Quando estava agachado revirando lama do pantâno, pensando no sistema, me acendeu essa luzinha, pensei nisso, deixei a lama e levantei os olhos, sondando os arredores, arriscando um olhar inquiridor para os céus… Nunca mais voltei à lama a procurar as respostas para as origens da vida. Com certeza não estavam lá, assim como meu pai e minha mãe não estavam em pessoa dentro do ovinho de meus primeiros dias.

Então… se brigo por essa idéia, tenho agora que, pelo menos, sugerir onde está e quem é o misterioso sistema.

Quando o texto científico diz “Um dos maiores desafios para a obtenção de um polímero é que, enquanto ele cresce, suas pontas começam a reagir umas com as outras em vez de formar cadeias longas – problema que é conhecido como ciclização.”, podemos entender isto na linguagem da Matriz. Antes recorde que “polimero” são átomos reunidos conectados formando uma fita, como se fôsse uma minhoca e êles se uniram porque a energia do Sol e substâncias do núcleo da Terra inoculam nos átomos partículas de luz chamadas fotons, as quais são unidades de informação do “DNA/Matriz” de LUCA. Êstes fótons tentam criar um corpo para encarnarem-se como software, assim como nós tentamos fazer um hardware de computador mais avançado para operar o ultimo  software mais desenvolvido que os anteriores. Os fótons agem como agentes subversivos de um regime estrangeiro sôbre as partículas dos átomos conduzindo-os a se conectarem de nova maneira. Mas fótons de LUCA herdaram o supremo egoismo de LUCA e assim que tenham alinhado átomos suficientes tentam unir as duas pontas da minhoca para transforma-la num anel.

 Benzeno, um composto cíclico simples

O mais primitivo anel quimico foi o Benzeno, descoberto por Kekulée quando viajava numa carruagem e começou a dormir mas assim como os solavancos da carruagem faziam seu corpo dançar êle sonhou com átomos dançando e formando rodas de cirandas. De repente êle gritou para o cocheiro parar, saiu da carruagem, levantou os braços para os céus e gritou para o mundo: “Descobrí o Benzeno!” . E deu um tapa carinhoso no traseiro do cavalo dizendo “obrigado amigão, seu trotar valeu, quando chegar-mos você vai ter alfafa da melhor à vontade e uma semana de férias!”

Formando o anel os genes de LUCA fecham o sistema, se recolhem para dentro dêle como a tartaruga faz recolhendo-se dentro da casca e preparam-se para viver eternamente seu paraíso termodinâmico. Porém a Natureza não quer isso, ela tem uma missão muito maior a alcançar que ser apenas bolinhas duras por aí ou esferas no céu, por isso ela tem que abrir aquelas pontas para agregar mais átomos que serão necessários para montar sistemas mais complexos e deixá-los abertos para evoluírem. Quando ela rompe um anel isto é chamado pelos químicos de “ciclização”e veja um exemplo:

 Ring opening metathesis polymerisation

Veja os detalhes em Wikipedia. Estás vendo como um anel fechado, quando envolvido numa substância catalizadora num laboratório, torna-se uma linha aberta como uma minhoca? Agora vejamos um exemplo contrário, quando uma cadeia de átomos na forma de linha – ou sistema aberto –  faz suas pontas reagirem-se e colarem-se formando um anel, sistema fechado:

Dieckmann condensation

No experimento dos cientistas o agente da Natureza para corrigir os herdeiros de LUCA foi a   molécula de etídio, a qual estaria no lugar da base –ROH acima. Acho que êste exemplo não é bem apropriado, mas nesta pressa não posso procurar outro (se você tiver tempo tens a missão de ajudar-me e aproveitar para aprender por si mesmo(a)). Pois como o texto diz: “… pequenas moléculas poderiam ter agido como “parteiras moleculares” para ajudar na construção de blocos de longas cadeias de material genético” – a ação da molécula de etídio não é atacar e romper anéis depois que se fecharam mas ela age antes das duas pontas da cadeia de átomos se unirem, inserindo nestas pontas novos átomos selecionados para cumprir um plano de um composto maior e mais complexo. Portanto, a molécula de etídio funciona mais como os missionários e psicólogos que se ocupam dos jovens tendentes a se viciarem tentando convencê-los a seguir outro caminho. Ou como a mensagem da Matriz tenta transmitir uma mensagem naturalista mais saudável ao jovem que perdeu a fé religiosa dos pais e está prestes a ser capturado na rede do niilismo transmitido pelas teorias materialistas.

Diz o texto: “Agora, os pesquisadores buscam a verdadeira identidade desta molécula “mãe de todas”, responsável pela formação dos primeiros polímeros genéticos da Terra. A molécula altruísta que deu o primeiro passo no desencadeamento do complexo e explosivo surgimento da vida.” Ora, êsse nome “molécula da Vida”, ou “mãe de todas” são recursos publicitários para enaltecer a teoria materialista da abiogênese. Acreditam que existiria uma molécula criadora ou parteira da vida? Mas será que se esqueceram o que está por trás, o verdadeiro significado, da palavra “Vida”? É a coisa mais complexa existente nestas regiões do Universo, uma engenharia extraordinária que jamais conseguimos imitar, e então quem criou essa coisa fantástica teria sido um punhado de átomos mais estúpidos que uma pedra?! Ora, comm’on! Seja como for, prefiro o raciocinio da Teoria da Matriz que sugere que são muitas diferentes moléculas como agentes da polimerização, que essas moléculas são trechos ou pedaços do circuito de LUCA procurando por afinidade iônica outras moléculas que contenham trechos com os vizinhos de outrora, assim como um chinês chegado a New York não vai procurar o bairro turco para morar mas sim o bairro que contem seus conterrâneos vindos da China.

Um outro tema relacionado com isto e que está na moda ecológica é o fato de que a as técnicas de laboratório industriais descobrem como fechar linhas em anéis ou ao contrário, como abrir anéis em linhas, e o resultado destas experiências são materiais como o nylon, o polietileno, etc. Uma técnica conhecida como “Ring-opening metathesis polymerization of cycloalkenes” produz importantes petroquímicos. Daqui dá para entender porque alguns dêstes produtos são tóxicos poluentes ou não-degradáveis, pois estamos criando novos compostos químicos que podem ser mortais para aquêles formados naturalmente, tanto para os fechados em anéis como para os abertos que seriam utilizados pela evolução.

Veja algumas definições úteis aqui:

Em química orgânica, um composto cíclico é um composto no qual uma série de átomos de carbono são conectados formando um laço ou anel.[1] O benzeno é um exemplo bem conhecido. O termo “policíclico” é usado quando mais de um anel formam uma molécula como por exemplo no naftaleno, e o termo macrociclo é usado para um anel contendo mais que uma dúzia de átomos.

Uma reação química orgânica que forma um ciclo, ou seja, produz uma molécula cíclica a partir de um composto não cíclico, é chamada reação de ciclização. Um exemplo genérico para se entender tal tipo de reação seria a ciclização do hexano em cicloexano. Um exemplo de reação que produz ciclização é a condensação de Dieckmann.

Abraços,

Louis Morelli