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Evolucao da Humanidade: Queda do Radicalismo pela Emergencia do Relativismo

domingo, março 15th, 2009

O Universo e’ “R E L A T I V O”.

Ele nao se apresenta com uma forma fixa eternamente – como Einstein acreditou na forma cilindrica. O Universo tem mil faces, uma para cada sabor, ao gosto do fregues, que chega como observador unico de algum ponto do espaco/tempo e portando um codigo cosmico individual. Esta a conclusao que cheguei – e qualquer outra pessoa teria chegado `a mesma conclusao – apos observar detidamente o quadro final obtido quando, num grafico cartesiano tendo como coordenadas o tempo e o espaco, e fazendo o Universo rolar segundo o comum roteiro de um ciclo vital, evoluindo desde o momento inicial do Big Bang, passando pelas formas de sistemas atomicos, astronomicos, biologicos, … ate’ chegar nesta sua ultima forma atual  – o sistema ainda recem-nascido da auto-consciencia –  e observando como a linha no grafico alcanca um pico e comeca a retornar pelo tempo ao contrario e espaco em contracao, indo exatamente ao mesmo ponto inicial do Big Bang, todo o Universo material desaparecer e ser descartado como a placenta, celebrando no mesmo ponto inicial do Big Bang o ponto final do Big Birth, o grande nascimento do Universo como apenas auto-consciencia para a luz do mundo alem deste ovo cosmico. 

Tracando a Historia total do Universo no grafico da Razao por excelencia, seguindo as pegadas deixadas por ele na sua passagem por este tempo/espaco, nossa mao segurando o lapis e’ dirigida automaticamente, sem sabermos como e por quem, e essa linha desenha os contornos de uma face, e quando a olhamos frente a frente, sentimos um baque tremendo, nosso coracao acelera quase saindo pela boca, pois voce sente que tocou fundo no maior misterio de todos os tempos. Pois ali, dentro do grafico existe uma face, velha conhecida nossa, e estremeco so’ em lembra-lo aqui: o Universo tem a face do … pasmem! … do “DNA”!

E voce olha para o ceu e inquiridoramente: ” O que significa isto, meu Deus? Tudo se resume simplesmente a isso? DNA? Toda essa Historia de bilhoes de anos todas estas lutas, todo esse fantastico enredo, nada mais era que as operacoes dentro de um DNA?! Mas… porque?! Raios… ( e virando a mesa, papelada voando para todo lado, voce sai porta afora, a ceu aberto, mirando-o…

– “P O R Q U E ?!!!”  

Ainda estonteado e nao satisfeito, peguei este nosso Universo, e uma infinidade de outros mais (pois e’ isto que a vanguarda do pensamento humano liderada por Stephen Hawkings esta’ acreditando: la’ fora, deve existir um multiverso) e os botei como os corpusculos que formam um par complementar de nuc cleotideos, fiquei calculando os efeitos, e cheguei `a conclusao que aquele modelo de multiverso funciona maravilhosamente bem (inclusive resolve uma questao que pensei nunca achariamos a solucao com este nosso cerebro pequenino: uma quantidade qualquer de Universos alinhados no mesmo esquema do DNA, estara’ sob o processo da Evolucao infinita porque sempre que dois Universos formando um codigo binario se relacionem, digamos, sexualmente, produzem um terceiro universo meio-termo, e assim o binario se transforma numa fuzzy logica infinita, o que significa que  eles podem criar novas informacoes de si mesmo como se viessem do nada, o que significa que a complexidade nao tem fim, o que significa que a questao se o mundo e’ finito ou infinito esta’ resolvida. O problema continua quanto ao comeco ou nao-comeco do mundo, mas isto tambem parece ter resolvido com o modelo da matriz sugerindo a existencia do mundo e do anti-mundo que nao se tocam mas se trnasformam um no outro, assim como o proton se transforma em neutron e vice-versa. Pena que sou tao burro que nao sei ainda como passar os modelos para o computador e divulga-los aqui).       

Ok… entao voce abandona-se `a meditacao e se conscientiza da nova situacao: DNA e’ Universo, Universo e’ DNA, ai’ esta’ o codigo cosmico! E todos os Universos, considerados na sua nova identidade, como DNA, formam um novo e gigantesco, infinito DNA! Como cheguei a isto? Revendo e revendo os calculos e a logica do raciocinio parece nao ter sido cometido erros aqui. Entao se a coisa e’ racional, so’ me resta saber se o racional e’ a coisa certa na interpretacao do mundo. O racional foi produzido pela Natureza e neste caso mantido-se limpido de fantasias e imaginacoes, pois cada passo foi dado apos se agarrar a um parametro factual. Desci’ ao inferno do ancestral primata para ter certeza desta limpidez. Mas a Natureza produziu o racional a partir do cerebro que contem neuronios os quais contem como centro diretor, o… o… DNA. Entao…

E aqui, de repente um amargo gosto fel lhe vem `a boca, uma sensacao de desconforto o faz mechaer-se todo, pois voce lembra-se que ja conhece essa historia infeliz. O primata ainda quase irracional considera a Terra como unico e centro do mundo porque ele ainda e’ muito “terra”. A seguir um pouco mais de avanco do racional fez considerr o homem como centro da criacao, porque o racional ainda e’ muito “corpo humano”. A seguir, um avanco mais e o racional passa a considerar agora o DNA como centro do multi-verso infinito… e entao, isto acontece porque agora, nessa onda moderna de biologia molecular, genetica, mapeamento de DNA, codigo universal da especie, etc., o racional ainda e’ muito “DNA”.

E como aconteceu todas as vezes anteriores – o desmoronamento da auto-ideia da Terra como sendo a mais importante, o desmoronamento da auto-ideia do ser humano como sendo o mais importante… certamente vai um dia no futuro, face a novas descobertas, o desmoronamento da auto-ideia do DNA como o mais importante…

Entao, em que ficamos? Na investigacao do misterio supremo do mundo, o DNA desde o centro de nossos neuronios aproveitou a oportunidade dele estar dirigindo o processo e se colocou como imperador absoluto! Assim como os imperadores antigos tudo faziam para o povo acreditar que eles eram deuses, assim o DNA tudo fez para acreditar-mos que ele e’, nao apenas a face, mas o proprio Deus!

Filho de uma p… ! Eu quero a Verdade, chega de ser enganado! Ou auto-enganado…

Em outras palavras…

– houve na infancia da Humanidade, a fantasia de que as existencia, forma e essencia do Universo era explicado pela existencia de Deus… “E pronto, nao se fala mais nisso!”;

– depois veio a segunda infancia em que o Universo era explicado pela materia… “E pronto nao se fala mais nisso!”;

– agora esta’ vindo a era do Dna em que o Universo se explica pela existencia do DNA… “E pronto nao se fala mais… epa… espera ai’… qual sera a proxima coisa que vai explicar o Universo?…

Note a mudanca entre as duas posicoes primeiras, radicais, e a terceira, voluvel, maleavel, ou seja, relativistica.

Bem, foi assim que ajoelhei-me sob a estatua de Albert Einstein, beijei-lhe os pes em sinal de adoracao e submissao absoluta, surrupiei-lhe os manuscritos da Teoria da relatividade geral e debrucado sobre eles perdi muitas noites de sono. Hoje creio piamente nisso. Nos sempre achamos o que estavamos antes previamente, querendo encontrar. O observador projeta-se sobre o mundo externo e na sua imaginacao modela-o segundo seu mundo interno. Assim surgem deuses com a face humana, ou ao menos com um espirito tendo a mesma face do espirito humano.  Sempre foi e sera’ assim. Portanto o Universo ‘e plastico, maleavel, podemos modelar sua face ao nosso sabor e assim fabricar nossos sentidos, nossos significados, deles extraindo retroativamente como efeito final,  os valores humanos que deram a forma a forma `aquela face. Em outras palavras, o Universo e’ um fenomeno Relativista!

Sei que existe por ai’ uma corrente de pensamento que abjeta o relativismo. Quero saber quais sao seus argumentos, pois tenho que por os modelos `a prova.      

Num artigo escrito aqui ( Beleza e a semente), vimos a discussao entre Charles Darwin e o duque de Campbell. O duque, fervoroso criacionista e incomodado com a Teoria  da Evolucao arrolou um monte de evidencias que ele utiliza para radicalizar-se na posicao de que a “beleza” surgiu como algo “absoluto”, de per si, criada por Deus sem outro objetivo senao agraciar os olhos dos humanos. Darwin observava que se nao fosse a beleza dos frutos arvores nao se multiplicariam pela Terra e nao perpetuaria sua especie: a beleza da casca atrai o transportador pelos olhos, o aroma da polpa atrai-o pelo cheiro para que rompa a casca e assim a arvore inocula no corpo do transportador a semente, para que ele a possibilite germinar. 

Campbell radicalizava sua posicao na beleza como absoluta falta de proposito utilitarista, para justificar sua crenca ultima – que a beleza veio diretamente de Deus, enquanto Darwuin radicalizou sua posicao oposta, na beleza como fenomeno que teria surgido por acidente mutacional, selecionado por adaptacao e utilitarismo, vindo diretamente da arvore. E foi alem: a beleza, segundo ele, e’um acidente porque nao e’ propriedade intrinseca e original do objeto, ela existe apenas na imaginacao do homem.

Um rapida consulta nos modelos da Matriz sugeriu finalmente que Darwin esta’ certo e errado ao mesmo tempo, e assim tambem parece com Campbell. Os modelos mostraram nossos ancestrais nao vivos utilizando o recurso da beleza a bilhoes de anos atras com fins utilitaristas.  Ate’ aqui, Darwin ganhava a competicao. mas nossos modelos nos levam adiante no tempo e no espaco e assim mostraram as origens primeiras da beleza antes do proprio Big Bang, na dimensao primordial quantica: um individuo pela metade, chamado spin right, via sua outra metade com o spin left, e achava-a bonito, porque ele se achava bonito. Puro narcisismo criado pelo selfish ser, parece ser a fonte original desse fenomeno que denominamos beleza. Aqui, a teoria de Darwin comeca a se torcer e fraquejar, parece que ele vai perder a competicao: ja nao existe tanto utilitarismo na beleza de per si, ela aparece algo mais abstrata.

Mas os modelos da Matriz continuam a nos conduzir nesta viagem fantastica e agora sugerem que a “auto-consciencia” ‘e um novo sistema natural, recem-nascido, emergindo nos palcos do cerebro humano como a mais recente novidade, ocupando o topo da Evolucao. Como – ainda segundo a Matriz – o Universo e’ uma producao genetica, ou seja, a reproducao de algo que existia alem do Big Bang, deduz-se que a auto-consciencia ‘e apenas mais uma das formas em que o feto se transforma em embriao, etc, e isto leva-nos `a estonteante conclusao que o ser ex-machine ja’ possuia auto-consciencia. Vai dai’ que, sendo filha de alguem alem do Universo, e sendo uma forma mais evoluida que todo o mais existente dentro do Universo, a mente humana tem atributos e propriedades existentes apenas alem do Universo… o que nos leva a final conclusao que a beleza e’ um valor mental imprescrutavel pela propria mente enquanto baby como ela e’…

E aqui, retorna resuscitado e arrasador o tal do duque de Campbell!  Apesar que o genio de Darwin interveio no ultimo momento emparelhando-o na corrida e mantendo-o na competicao: beleza e’ um produto da imaginacao humana. Que a beleza apresenta um proposito utilitarista, nao o posso negar. Mas posso nega-lo que ela tenha surgido ao acaso por acidente mutacional selecionavel.  Pois ela ja existia ants do Universo e veio na carga genetica que deflagrou o Big Bang. Nossa mente recem-nascida, abrindo os olhos para o mundo apenas agora, nada sabe de si mesma, ainda nem se viu a si propria no espelho, e assim como ela nao sabe porque seus pais tem umbigo e ela tambem, ela nao pode saber porque sua mae mentalizada alem do Universo tem esse valor referente a beleza e ela tambem…

Seja como for, o sistema, aquele ou aquilo que existia e ou existe alem do Universo e gerou este Universo, apesar de parecer-nos plenamente uma “coisa” ou “ser” natural, pode receber o nome que bem entender dar-lhe o observador, seja este nome “Deus” ou “Vladzolin”. E ai Campbell da’ um passo a frente de Darwin, festejando ruidosamente, porem, e’ cedo ainda, a competicao continua…

O caso acima, acho eu, serve para ilustrar o titulo e o proposito do artigo: abaixo as posicoes radicais, abaixo o fundamentalismo, maleabilidade nas tradicoes, e observancia continua das ondas relativas. A Humanidade eliminara’ muito de seus conflitos internos, erradicara’ muitas das causas de seus sofrimentos e vivera’ melhor. Imagine se Hitler fosse um relativista ao inves daquele carater duro e intransigente fechado em sua verdade absoluta! A Historia estaria limpa daqueles registros sangrentos e muito mais cheia de registros de sucessos humanos. Eu penso que o relativismo e’ uma boa ideia e tem que ser divulgada, propagada, debatida, levada a todos.

Mas, nos os teoricos cometemos erros infantis `as vezes, por isso entre devagar no relativismo e reflita para operar suas proprias conclusoes. Veja o erro infantil de Einstein: depois dele descobrir o fantastico mundo da Relatividade Geral, onde tudo seria relativo, ele esqueceu-se de aplicar sua propria formula `a maior de todas as questoes – o Universo – pois se tudo e’ relativo e’ porque o proprio Universo e’ relativo, portanto nao teria sentido crer na forma particular cilindrica do Universo. Formas do que os olhos nao ve estao na mente do observador, e observadores mudam de forma mais que aquela nuvem rolando no espaco…

Outro caso que ilustra bem esse assunto foi a famosa “Discussao da Cerveja”, entre Louis Pasteur e um quimico positivista, se me recordo bem, o grande Linus Pauling, nao foi? para quem nao a conhece, resumindo, Louis Pasteur acreditava no ‘vitalismo” ou seja, existiria uma essencia vital alem da quimica e intronizada nela, enquanto Pauling defendia a ideia da geracao espontanea dentro da quimica, ou seja, reacoes quimicas numa dada sucessao produziria as propriedades vitais.  Eram duas posicoes radicais, antagonicas, uma abrindo a porta para Deus e outra cerrando-a. Com sua famosa experiencia num frasco de vidro Louis Pasteur mostrou que a vida nao aparecia em cadaveres putrefatos, era necessario a ocorrencia de ar e abertura para o mundo, Pauling perdeu naquela epoca. mas experiencias e evidencias recentes tem obnubilado as evidencias de Pasteur e os positivistas dao um passo a frente na corrida. Entao surge a Matriz dizendo que tanto os positivistas quanto Pasteur estavam 50% certos e 50% errados: o principio vital existia antes de surgir o estado liquido da materia e suas consequentes producoes como a quimica, porem os sistemas biologicos (aka seres vivos) surgem espontaneamente onde existe quimica…  E agora?! O que vao dizer Pasteur e Pauling?

Nao adianta! Radicalismo nao tem vez neste mundo.  Ele surgiu antes do Big Bang porque os bits-informacao do Universo vieram divididos em dois grupos simetricos e complementares entre si na forma, porem, assimetricos e opostos no carater. Assim sao todas suas crias posteriores, inclusive os modernos homens e mulheres. Os dois se necessitam, se complementam, cada um tem a metade que falta ao outro, mas, psicologicamente, no tocante ao temperamento, `a personalidade, sao um desastre: um tende ao sistema aberto ate perder-se numa expansao infinita, outro tende ao sistema fechado ate’ cerrar-se num ponto finito…  O radicalismo vem do alem-universo, do ser ou coisa que o gerou e ai’ nao adianta tentarmos entrar porque nunca vamos sabe-lo com essa consciencia ainda fetal. Mas uma coisa e’ certa: o radicalismo dos vortices quanticos produziram o caos, no caos os vortices nao conseguiam se fixarem como formas existentes, e apenas quando cada grupo cedeu sua metade ao outro, o Universo se manifestou materialmente. Radicalismo siginifica carater fechado em si mesmo, e dois caraters fechados competindo pelo mesmo espaco gera o caos ambiente que acaba levando os dois para o buraco. Radicalismo, fundamentalismo, e’ masoquismo, auto-mutilacao, falta de inteligencia.

Por outro lado, o Relativismo causa certo desconforto em alguns pensadores, por imaginarem que o mundo torna-se demasiado voluvel, sem solidez em que se agarrar. a verdade de hoje sera’ a mentira do amanha. Mas a Matriz esta’ sugerindo que nao e’ bem assim. O seu grafico cartesiano esta’ sugerindo que o Universo tem muitas faces, que cada face ‘e uma realidade porem nao e’ a ultima face, cada face visivel pelo cerebro humano e’ apenas uma parcela da face final, pois o numero de diferentes faces possiveis de serem criadas e’ limitado. No fim, todas as faces tornam-se pontos fractais de uma face maior, parecendo infinita, mas ainda inalcansavel pela nossa mente atual. Pena que nossa consciencia tera que nascer para a luz alem das fronteiras do universo para ver essa face final… mas isso ameniza aquela sensacao de insustentavel leveza do ser denunciada por Humberto Eco… sem elimina-la totalmente, pois ser relativista e’ isso mesmo, e’ sentir-se nas alturas caminhando numa corda bamba…     

Ate’