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O Universo Relativo de 1000 Faces

segunda-feira, fevereiro 22nd, 2010

Nesta categoria, “Relativismo”,  vamos desenvolver este tema que é de muita importância para corrigir os desvios de nossa mente-criança e evitar as armadinhas que são colocadas em nosso caminho. As aparências sempre enganam o bebê porque o bebê nunca saiu do berço e portanto não tem uma experiência do mundo como ponto de referência para fazer o correto juízo sôbre a verdade do objeto visto, e a nossa mente nunca t6eve experiencias nos mundos invisiveis do macro e micro cosmos para fazer correto juízo das coisas que nota existência através de sensores alienígenas como telescópios e osciloscópios. Mas acontece que as coisas do nosso mundo imediato que estão no nosso nivel de grandeza – digamos “médio-cosmos” – e as quais podemos perceber com nosso próprio complexo sensorial não explicam nada sôbre a verdade do mundo pois as causas destes fenômenos perceptiveis estão sempre escondidas nas dimensões imperceptiveis. Por isso até hoje tôdas as cosmovisões ou visões do mundo de todos os povos estào sendo corrigidas e com certeza, a nossa também está errada e deverá ser corrigida. Isto seria muito importante que todos os seres humanos entendessem pois viveriamos muito mais em paz e procurando maior aproximação entre nós. Ninguém seria radical, fundamentalista, dono da verdade, não haveriam pais rígidos, nem ditadores, tiranos e nem donzelas convencidas. O mais importante ainda é que a compreensão ou não desta nossa deficiência sensorial e mental é que move nossa mão para abrir ou fechar as portas da nossa mente, e uma mente fechada no êrro é uma tragédia para todo mundo.

Temos que entender o relativismo do observador o qual determina que todo observador, inclusive eu, é uma variavel, ou seja, é mutante sob as ordens da Evolução. Quando eu tinha 10 anos eu tinha toda uma cosmovisão sôbre as meninas que via e reagia de acôrdo com meus julgamentos; quando me tornei adulto meu corpo mudou de não-ativo sexual para ativo-sexual e as meninas mudaram para mulheres… então mudou tudo entre observador e objeto-observado. Pode ter certeza que as relações entre você e uma colher hoje serão diferentes entre seu descendente e aquilo que em que se transformar (ou desaparecer)  a colher, dentro de 1 milhão de anos. Tudo o que existe hoje vai desaparecer e o mundo do futuro será todo feito de coisas que nunca apareceram ainda. Não nos interessa agora perder tempo calculando o que era e o que vai ser, apenas o que está na nossa dimensão aqui e agora. A não ser quando tocamos no nível existencial: quanto mais sabemos do passado e quanto mais acertada nossa previsão do futuro mais correta será nossa idéia do que significa nossa existência e deste mundo. E aqui aparece o lado prático e util de todo esse filosofar: quanto mais sábia for a nossa visão do mundo e do nosso lugar nêle, mais acertado será o nosso comportamento e portanto melhor será o nosso padrão de vida aqui nos anos que ainda nos resta viver. Somos uma variavel como observador, portanto como observadores não temos solo firme para apoiar nossa mira e assim atiramos a êsmo escolhendo uma direção baseados no ruído ou no facho de luz que mais nos chamou a atenção. Mas se for-mos treinados pela empatia, conseguiremos nos colocar em vários lugares ao mesmo tempo, porque saberemos pensar num mesmo instante como vários observadores diferentes. E as lições administradas pela empatia chama-se relativismo.

Se ainda não inserí neste web-site o capítulo que explica como cheguei aos modelos da Matriz também considerando o relativismo do observador, adianto dois eventos:

1) Na busca do conhecimento sôbre a microcosmica primeira célula viva e a macrocosmica galáxia que a gerou temos o problema da grandeza do espaço: somos grandes em relação à célula e pequenos em relação à galáxia. Vemos a célula como quem vem de cima e se coloca a observar à distância e por isso inicialmente só vemos sua superficie, aparência externa e alguns efeitos de suas relações com o mundo externo, mas nada vemos de seu interior; por outro lado, vemos a galáxia como quem existe dentro dela na magnitude de um virus e por isso, inicialmente vemos apenas seu interior imediato nos minimos detalhes, mas nada vemos de sua apar6encia externa, suas relações com o mundo externo e suas transformações pelo tempo. ora se temos certeza que a galaxia é a criadora da célula numa racional sequencia de causas e efeitos, teremos a noção de que “tal pai, tal filho”, como sabemos que filho de peixe, peixinho será. Ou seja, deve existir semelhantes estruturas e funcionalidades entre os dois objetos, apesar da enorme distancia no tempo e nosso espaco que separtam suas histórias. Se existem semelhanças então existe uma maneira do virus conjecturar algo do exteriro da galaxia e acertar algumas coisas, assim como existe a mesma maneira para um gigante conjecturar algo sôbre o interior da célula e acertar algumas coisas. Basta para o virus transpor o conhecido exterior da célula para o desconhecido exterior da galáxia e para o gigante transpor o conhecido interior da galáxia para o desconhecido interior da galaxia. Temos a vantagem de estar-mos no ponto do meio, por isso podemos atuar como o gigante e o virus, fazendo as duas operações. O resto é calculo.  

Assim experimentei. Peguei uma célula, despelei-a de sua membrana e coloquei-a numa espiral rotativa; peguei uma galáxia, extraí todos seus componentes, tais como estrelas, quasares, buracos negros e no seu lugar coloquei mitocondrias, cloroplastos, nucleo, ribossomos… e fiquei observando os dois monstros que tinha sôbre a mesa e  e calculando… Como resultado obtive um novo modelo teórico da galaxia e um novo modelo teórico da célula… agora tudo se resume ao trabalho de testar os modêlos contra os novos fatos que vão aparecendo e atirar nas direções em que os modêlos sugerem que estão os fatos desconhecidos. Mas a causa que gerou este método de investigação foi a postura de observador que conhece e respeita o relativismo.

A elaboração do retrato-falado do elo entre a Evolução Cosmológica pré-origem-da-vida e a Evolução Biológica pós-origem-da vida nos levou a recalcular as duas Histórias e com os resultados, montar a História Total ou Universal. Com isso passamos pelo Big Bang, esticamos o pescoço para dentro do vacuo que circunda as fronteiras do Universo e voltamos os olhos para observar o Universo de fora dêle. O que ví me espantou: o Universo não tinha uma forma fixa. Nem o gênio de Einstein – o primeiro a descobrir que tudo é relativo e entender o que é relatividade – contou com essa pois Einstein morreu acreditando que o Universo tenha a uma forma definida, a cilindrica. Isso por causa de seus buracos de minhoca, espaços curvos, etc. Quando ví que o Universo muda de forma a todo instante perante meus olhos olhei para o infinito à procura da alma de Einstein e mesmo não a vendo deixei registrado minha trocá para com êle gritando: “Ei… Einstein… meu velho… você pisou na bola, hein camarada? Como é que você que descobriu que tudo é relativo, se esqueceu de aplicar o relativismo ao tudo que é o próprio Universo? Se tivesse feito-o não terias acreditado numa forma fixa do Universo pois ela tambem teria que ser relativa, variando de acordo com o observador!”

A primeira e imediata face que vi do Universo foi a forma de uma secção do DNA, mas como já estava vacinado contra as armadilhas do relativismo logo percebí que havia chegado à dimensão de grandeza que possibilita ver o Universo do exterior levado pelos calculos teóricos os quais são feitos e dirigidos pelo meu cérebro que é composto de neuronios cuja essencia fundamental é o DNA. O DNA se projetou como forma do objeto observado, ou seja, êle pôs seu egocentrismo a influenciar os seus calculos. Einstein deixou que ás formas dos seus modelos teóricos pintassem a forma final do Universo. Mas o Universo é matreiro como a salamandra que muda de cor e forma para enganar o predador. Se o predador for feito de pedra e ver pedra em tudo, o Universo vai adquirir a forma de pedra, vai deixar o observador salivar faminto dar uma dentada na pedra mas vai se esvair porque na verdade ele é uma bolha. Mil formas, cada qual no estilo e no sabor do freguês. Na verdade – depois que raciocinei como relativista – cheguei à conclusão que o Universo apresenta sete faces e não mil ( isto não posso explicar aqui) mas estas sete faces são efeitos ilusionários, pois elas somadas e conjuminadas apresenta uma face final e definitiva, a oitava, que não está à altura de nenhum ser embrionario vivente dentro dêle, conhecer.

Existe outro tópico relacionado ao relativismo muito importante: os erros em nossas interpretações das coisas do micro e do macrocosmos devido nossa posição como observadores situados num ponto unico do tempo, o qual é constituido de uma infinidade de pontos, cada qual fornecendo uma expectativa unica e peculiar. Para pensar como varios observadores num mesmo instante é preciso conhecer e aplicar os mecanismos da Evolução que faz as coisas mudarem a cada ponto do tempo. Mas agora não terei tempo para inserir aqui como apliquei isso na minha investigação.

Vou deixar registrado aqui o artigo abaixo, e todos os que forem aparecendo pertinentes a este tema do relativismo, para ir desenvolvendo esta matéria:     

Glenn Learning Technologies Project (LTP)
http://www.grc.nasa.gov/WWW/K-12/Numbers/Math/Mathematical_Thinking/observer.htm
The Observer in Modern Physics
Some Personal Speculations

The phenomena of the cosmos require an observer in order to be learned about and understood by us. The observer can take many forms, for example:

1. A person watching amoeba through a microscope
2. A person watching an ocean sunset
3. A spacecraft monitoring a distant asteroid (and transmitting data to earth)
4. A person conducting an experiment in a laboratory

The ideal observer is one who causes no unnecessary perturbations to the system being observed. An observation made by such an observer is called an objective observation. In our school physics and chemistry, we routinely assume that our observations are objective.

But reality seldom, if ever, provides us with ideals. The real observer always causes an unnecessary perturbation of some kind. Scientists must remain alert in their efforts to minimize the magnitudes of these perturbations. The extent to which they succeed determines the level of confidence they can claim in their results and, therefore, the certainty they can expect in their knowledge of things.

In the 20th century, physics was forced into the position of re-evaluating the role of the observer, both in relativity and in quantum mechanics. In relativity, the absolutes of Newtonian physics were banished, and observations obtained by observers in different frames of reference became all that was available. These observations were linked through a system of coordinate transformations.

In quantum mechanics, the observer and the system being observed became mysteriously linked so that the results of any observation seemed to be determined in part by actual choices made by the observer. This situation is represented by the wave function, a function in the complex domain that contains information about both the cosmos at large and the observer’s apparent state of knowledge.

I have long been fascinated by these developments and have developed a model to help me both to understand them and to explain them to others. I wish to share this model with you…

Let us ask a simple question: When you look up at night and “see” a star, what is “really” going on? A Newtonian philosopher might answer that you are “really seeing” the star, since, in Newtonian physics, the speed of light is reckoned as being infinite. An Einsteinian philosopher, on the other hand, would answer that you are seeing the star as it was in a past epoch, since light travels with finite velocity and therefore takes time to cross the gulf of space between the star and your eye. To see the star “as it is right now” has no meaning since there exists no means for making such an observation.

A quantum philosopher would answer that you are not seeing the star at all. The star sets up a condition that extends throughout space and time-an electromagnetic field. What you “see” as a star, is actually the result of a quantum interaction between the local field and the retina of your eye. Energy is being absorbed from the field by your eye, and the local field is being modified as a result. You can interpret your observation as pertaining to a distant object if you wish, or concentrate strictly on local field effects.

This line of argument brings us to an interesting notion: that of the interaction boundary. Let us assume an observer and a system to be observed-any observer and any system. Between them, imagine a boundary, and call it an interaction boundary. This boundary is strictly mathematical; it has no necessary physical reality. In order for the observers to learn about the system, they must cause at least one quantum of “information” (energy, momentum, spin, or what-have-you) to pass from themselves through the boundary. The quantum of information is absorbed by the system (or it might be reflected back) and the system is thereby perturbed. Because it has undergone a perturbation, it causes another quantum of information to pass back through the boundary to the observer. The “observation” is the observer’s subjective response to receiving this information. In a simple diagram, the situation looks like this:

right arrow
O | S
leftarrow

where O and S represent the observer and the system, the vertical line represents the interaction boundary, and the arrows represent the information exchanged in the act of observation.

In this scheme, no observation can be made without first perturbing the system. The observation is never one of the system “at rest,” but of the system perturbed. If Sigma represents the state of the system before the perturbation and Sigma ±deltaSigma represents the state immediately after, then the observation approaches the ideal only if

deltaSigma<< Sigma.

If I is the information selected by the observer to send across the interaction boundary, then it is apparent that deltaSigma must be a function of I: i.e.,

deltaSigma = deltaSigma(I).

Thus, the observation is affected by choices made by the observer, as quantum mechanics seems to teach. In the case of atomic and some molecular phenomena, the inequality

deltaSigma<<Sigma

does not hold; in fact deltaSigmaright arrowSigma so that the perturbation is comparable in magnitude to the state itself. Because all information is exchanged in quanta (modern physics does not allow for the “smooth exchange” of arbitrarily small pieces of information), this situation necessarily gives rise to an inescapable uncertainty in such observations. The quantum theory takes this uncertainty into account as the Heisenberg Uncertainty Principle.

Uncertainty is not strictly a law of Nature, but is a result of natural laws that reveal a kind of granularity at certain levels of existence. Observers in modern physics truly become participants in their observation, whatever that observation might be.

Evolucao da Humanidade: Queda do Radicalismo pela Emergencia do Relativismo

domingo, março 15th, 2009

O Universo e’ “R E L A T I V O”.

Ele nao se apresenta com uma forma fixa eternamente – como Einstein acreditou na forma cilindrica. O Universo tem mil faces, uma para cada sabor, ao gosto do fregues, que chega como observador unico de algum ponto do espaco/tempo e portando um codigo cosmico individual. Esta a conclusao que cheguei – e qualquer outra pessoa teria chegado `a mesma conclusao – apos observar detidamente o quadro final obtido quando, num grafico cartesiano tendo como coordenadas o tempo e o espaco, e fazendo o Universo rolar segundo o comum roteiro de um ciclo vital, evoluindo desde o momento inicial do Big Bang, passando pelas formas de sistemas atomicos, astronomicos, biologicos, … ate’ chegar nesta sua ultima forma atual  – o sistema ainda recem-nascido da auto-consciencia –  e observando como a linha no grafico alcanca um pico e comeca a retornar pelo tempo ao contrario e espaco em contracao, indo exatamente ao mesmo ponto inicial do Big Bang, todo o Universo material desaparecer e ser descartado como a placenta, celebrando no mesmo ponto inicial do Big Bang o ponto final do Big Birth, o grande nascimento do Universo como apenas auto-consciencia para a luz do mundo alem deste ovo cosmico. 

Tracando a Historia total do Universo no grafico da Razao por excelencia, seguindo as pegadas deixadas por ele na sua passagem por este tempo/espaco, nossa mao segurando o lapis e’ dirigida automaticamente, sem sabermos como e por quem, e essa linha desenha os contornos de uma face, e quando a olhamos frente a frente, sentimos um baque tremendo, nosso coracao acelera quase saindo pela boca, pois voce sente que tocou fundo no maior misterio de todos os tempos. Pois ali, dentro do grafico existe uma face, velha conhecida nossa, e estremeco so’ em lembra-lo aqui: o Universo tem a face do … pasmem! … do “DNA”!

E voce olha para o ceu e inquiridoramente: ” O que significa isto, meu Deus? Tudo se resume simplesmente a isso? DNA? Toda essa Historia de bilhoes de anos todas estas lutas, todo esse fantastico enredo, nada mais era que as operacoes dentro de um DNA?! Mas… porque?! Raios… ( e virando a mesa, papelada voando para todo lado, voce sai porta afora, a ceu aberto, mirando-o…

– “P O R Q U E ?!!!”  

Ainda estonteado e nao satisfeito, peguei este nosso Universo, e uma infinidade de outros mais (pois e’ isto que a vanguarda do pensamento humano liderada por Stephen Hawkings esta’ acreditando: la’ fora, deve existir um multiverso) e os botei como os corpusculos que formam um par complementar de nuc cleotideos, fiquei calculando os efeitos, e cheguei `a conclusao que aquele modelo de multiverso funciona maravilhosamente bem (inclusive resolve uma questao que pensei nunca achariamos a solucao com este nosso cerebro pequenino: uma quantidade qualquer de Universos alinhados no mesmo esquema do DNA, estara’ sob o processo da Evolucao infinita porque sempre que dois Universos formando um codigo binario se relacionem, digamos, sexualmente, produzem um terceiro universo meio-termo, e assim o binario se transforma numa fuzzy logica infinita, o que significa que  eles podem criar novas informacoes de si mesmo como se viessem do nada, o que significa que a complexidade nao tem fim, o que significa que a questao se o mundo e’ finito ou infinito esta’ resolvida. O problema continua quanto ao comeco ou nao-comeco do mundo, mas isto tambem parece ter resolvido com o modelo da matriz sugerindo a existencia do mundo e do anti-mundo que nao se tocam mas se trnasformam um no outro, assim como o proton se transforma em neutron e vice-versa. Pena que sou tao burro que nao sei ainda como passar os modelos para o computador e divulga-los aqui).       

Ok… entao voce abandona-se `a meditacao e se conscientiza da nova situacao: DNA e’ Universo, Universo e’ DNA, ai’ esta’ o codigo cosmico! E todos os Universos, considerados na sua nova identidade, como DNA, formam um novo e gigantesco, infinito DNA! Como cheguei a isto? Revendo e revendo os calculos e a logica do raciocinio parece nao ter sido cometido erros aqui. Entao se a coisa e’ racional, so’ me resta saber se o racional e’ a coisa certa na interpretacao do mundo. O racional foi produzido pela Natureza e neste caso mantido-se limpido de fantasias e imaginacoes, pois cada passo foi dado apos se agarrar a um parametro factual. Desci’ ao inferno do ancestral primata para ter certeza desta limpidez. Mas a Natureza produziu o racional a partir do cerebro que contem neuronios os quais contem como centro diretor, o… o… DNA. Entao…

E aqui, de repente um amargo gosto fel lhe vem `a boca, uma sensacao de desconforto o faz mechaer-se todo, pois voce lembra-se que ja conhece essa historia infeliz. O primata ainda quase irracional considera a Terra como unico e centro do mundo porque ele ainda e’ muito “terra”. A seguir um pouco mais de avanco do racional fez considerr o homem como centro da criacao, porque o racional ainda e’ muito “corpo humano”. A seguir, um avanco mais e o racional passa a considerar agora o DNA como centro do multi-verso infinito… e entao, isto acontece porque agora, nessa onda moderna de biologia molecular, genetica, mapeamento de DNA, codigo universal da especie, etc., o racional ainda e’ muito “DNA”.

E como aconteceu todas as vezes anteriores – o desmoronamento da auto-ideia da Terra como sendo a mais importante, o desmoronamento da auto-ideia do ser humano como sendo o mais importante… certamente vai um dia no futuro, face a novas descobertas, o desmoronamento da auto-ideia do DNA como o mais importante…

Entao, em que ficamos? Na investigacao do misterio supremo do mundo, o DNA desde o centro de nossos neuronios aproveitou a oportunidade dele estar dirigindo o processo e se colocou como imperador absoluto! Assim como os imperadores antigos tudo faziam para o povo acreditar que eles eram deuses, assim o DNA tudo fez para acreditar-mos que ele e’, nao apenas a face, mas o proprio Deus!

Filho de uma p… ! Eu quero a Verdade, chega de ser enganado! Ou auto-enganado…

Em outras palavras…

– houve na infancia da Humanidade, a fantasia de que as existencia, forma e essencia do Universo era explicado pela existencia de Deus… “E pronto, nao se fala mais nisso!”;

– depois veio a segunda infancia em que o Universo era explicado pela materia… “E pronto nao se fala mais nisso!”;

– agora esta’ vindo a era do Dna em que o Universo se explica pela existencia do DNA… “E pronto nao se fala mais… epa… espera ai’… qual sera a proxima coisa que vai explicar o Universo?…

Note a mudanca entre as duas posicoes primeiras, radicais, e a terceira, voluvel, maleavel, ou seja, relativistica.

Bem, foi assim que ajoelhei-me sob a estatua de Albert Einstein, beijei-lhe os pes em sinal de adoracao e submissao absoluta, surrupiei-lhe os manuscritos da Teoria da relatividade geral e debrucado sobre eles perdi muitas noites de sono. Hoje creio piamente nisso. Nos sempre achamos o que estavamos antes previamente, querendo encontrar. O observador projeta-se sobre o mundo externo e na sua imaginacao modela-o segundo seu mundo interno. Assim surgem deuses com a face humana, ou ao menos com um espirito tendo a mesma face do espirito humano.  Sempre foi e sera’ assim. Portanto o Universo ‘e plastico, maleavel, podemos modelar sua face ao nosso sabor e assim fabricar nossos sentidos, nossos significados, deles extraindo retroativamente como efeito final,  os valores humanos que deram a forma a forma `aquela face. Em outras palavras, o Universo e’ um fenomeno Relativista!

Sei que existe por ai’ uma corrente de pensamento que abjeta o relativismo. Quero saber quais sao seus argumentos, pois tenho que por os modelos `a prova.      

Num artigo escrito aqui ( Beleza e a semente), vimos a discussao entre Charles Darwin e o duque de Campbell. O duque, fervoroso criacionista e incomodado com a Teoria  da Evolucao arrolou um monte de evidencias que ele utiliza para radicalizar-se na posicao de que a “beleza” surgiu como algo “absoluto”, de per si, criada por Deus sem outro objetivo senao agraciar os olhos dos humanos. Darwin observava que se nao fosse a beleza dos frutos arvores nao se multiplicariam pela Terra e nao perpetuaria sua especie: a beleza da casca atrai o transportador pelos olhos, o aroma da polpa atrai-o pelo cheiro para que rompa a casca e assim a arvore inocula no corpo do transportador a semente, para que ele a possibilite germinar. 

Campbell radicalizava sua posicao na beleza como absoluta falta de proposito utilitarista, para justificar sua crenca ultima – que a beleza veio diretamente de Deus, enquanto Darwuin radicalizou sua posicao oposta, na beleza como fenomeno que teria surgido por acidente mutacional, selecionado por adaptacao e utilitarismo, vindo diretamente da arvore. E foi alem: a beleza, segundo ele, e’um acidente porque nao e’ propriedade intrinseca e original do objeto, ela existe apenas na imaginacao do homem.

Um rapida consulta nos modelos da Matriz sugeriu finalmente que Darwin esta’ certo e errado ao mesmo tempo, e assim tambem parece com Campbell. Os modelos mostraram nossos ancestrais nao vivos utilizando o recurso da beleza a bilhoes de anos atras com fins utilitaristas.  Ate’ aqui, Darwin ganhava a competicao. mas nossos modelos nos levam adiante no tempo e no espaco e assim mostraram as origens primeiras da beleza antes do proprio Big Bang, na dimensao primordial quantica: um individuo pela metade, chamado spin right, via sua outra metade com o spin left, e achava-a bonito, porque ele se achava bonito. Puro narcisismo criado pelo selfish ser, parece ser a fonte original desse fenomeno que denominamos beleza. Aqui, a teoria de Darwin comeca a se torcer e fraquejar, parece que ele vai perder a competicao: ja nao existe tanto utilitarismo na beleza de per si, ela aparece algo mais abstrata.

Mas os modelos da Matriz continuam a nos conduzir nesta viagem fantastica e agora sugerem que a “auto-consciencia” ‘e um novo sistema natural, recem-nascido, emergindo nos palcos do cerebro humano como a mais recente novidade, ocupando o topo da Evolucao. Como – ainda segundo a Matriz – o Universo e’ uma producao genetica, ou seja, a reproducao de algo que existia alem do Big Bang, deduz-se que a auto-consciencia ‘e apenas mais uma das formas em que o feto se transforma em embriao, etc, e isto leva-nos `a estonteante conclusao que o ser ex-machine ja’ possuia auto-consciencia. Vai dai’ que, sendo filha de alguem alem do Universo, e sendo uma forma mais evoluida que todo o mais existente dentro do Universo, a mente humana tem atributos e propriedades existentes apenas alem do Universo… o que nos leva a final conclusao que a beleza e’ um valor mental imprescrutavel pela propria mente enquanto baby como ela e’…

E aqui, retorna resuscitado e arrasador o tal do duque de Campbell!  Apesar que o genio de Darwin interveio no ultimo momento emparelhando-o na corrida e mantendo-o na competicao: beleza e’ um produto da imaginacao humana. Que a beleza apresenta um proposito utilitarista, nao o posso negar. Mas posso nega-lo que ela tenha surgido ao acaso por acidente mutacional selecionavel.  Pois ela ja existia ants do Universo e veio na carga genetica que deflagrou o Big Bang. Nossa mente recem-nascida, abrindo os olhos para o mundo apenas agora, nada sabe de si mesma, ainda nem se viu a si propria no espelho, e assim como ela nao sabe porque seus pais tem umbigo e ela tambem, ela nao pode saber porque sua mae mentalizada alem do Universo tem esse valor referente a beleza e ela tambem…

Seja como for, o sistema, aquele ou aquilo que existia e ou existe alem do Universo e gerou este Universo, apesar de parecer-nos plenamente uma “coisa” ou “ser” natural, pode receber o nome que bem entender dar-lhe o observador, seja este nome “Deus” ou “Vladzolin”. E ai Campbell da’ um passo a frente de Darwin, festejando ruidosamente, porem, e’ cedo ainda, a competicao continua…

O caso acima, acho eu, serve para ilustrar o titulo e o proposito do artigo: abaixo as posicoes radicais, abaixo o fundamentalismo, maleabilidade nas tradicoes, e observancia continua das ondas relativas. A Humanidade eliminara’ muito de seus conflitos internos, erradicara’ muitas das causas de seus sofrimentos e vivera’ melhor. Imagine se Hitler fosse um relativista ao inves daquele carater duro e intransigente fechado em sua verdade absoluta! A Historia estaria limpa daqueles registros sangrentos e muito mais cheia de registros de sucessos humanos. Eu penso que o relativismo e’ uma boa ideia e tem que ser divulgada, propagada, debatida, levada a todos.

Mas, nos os teoricos cometemos erros infantis `as vezes, por isso entre devagar no relativismo e reflita para operar suas proprias conclusoes. Veja o erro infantil de Einstein: depois dele descobrir o fantastico mundo da Relatividade Geral, onde tudo seria relativo, ele esqueceu-se de aplicar sua propria formula `a maior de todas as questoes – o Universo – pois se tudo e’ relativo e’ porque o proprio Universo e’ relativo, portanto nao teria sentido crer na forma particular cilindrica do Universo. Formas do que os olhos nao ve estao na mente do observador, e observadores mudam de forma mais que aquela nuvem rolando no espaco…

Outro caso que ilustra bem esse assunto foi a famosa “Discussao da Cerveja”, entre Louis Pasteur e um quimico positivista, se me recordo bem, o grande Linus Pauling, nao foi? para quem nao a conhece, resumindo, Louis Pasteur acreditava no ‘vitalismo” ou seja, existiria uma essencia vital alem da quimica e intronizada nela, enquanto Pauling defendia a ideia da geracao espontanea dentro da quimica, ou seja, reacoes quimicas numa dada sucessao produziria as propriedades vitais.  Eram duas posicoes radicais, antagonicas, uma abrindo a porta para Deus e outra cerrando-a. Com sua famosa experiencia num frasco de vidro Louis Pasteur mostrou que a vida nao aparecia em cadaveres putrefatos, era necessario a ocorrencia de ar e abertura para o mundo, Pauling perdeu naquela epoca. mas experiencias e evidencias recentes tem obnubilado as evidencias de Pasteur e os positivistas dao um passo a frente na corrida. Entao surge a Matriz dizendo que tanto os positivistas quanto Pasteur estavam 50% certos e 50% errados: o principio vital existia antes de surgir o estado liquido da materia e suas consequentes producoes como a quimica, porem os sistemas biologicos (aka seres vivos) surgem espontaneamente onde existe quimica…  E agora?! O que vao dizer Pasteur e Pauling?

Nao adianta! Radicalismo nao tem vez neste mundo.  Ele surgiu antes do Big Bang porque os bits-informacao do Universo vieram divididos em dois grupos simetricos e complementares entre si na forma, porem, assimetricos e opostos no carater. Assim sao todas suas crias posteriores, inclusive os modernos homens e mulheres. Os dois se necessitam, se complementam, cada um tem a metade que falta ao outro, mas, psicologicamente, no tocante ao temperamento, `a personalidade, sao um desastre: um tende ao sistema aberto ate perder-se numa expansao infinita, outro tende ao sistema fechado ate’ cerrar-se num ponto finito…  O radicalismo vem do alem-universo, do ser ou coisa que o gerou e ai’ nao adianta tentarmos entrar porque nunca vamos sabe-lo com essa consciencia ainda fetal. Mas uma coisa e’ certa: o radicalismo dos vortices quanticos produziram o caos, no caos os vortices nao conseguiam se fixarem como formas existentes, e apenas quando cada grupo cedeu sua metade ao outro, o Universo se manifestou materialmente. Radicalismo siginifica carater fechado em si mesmo, e dois caraters fechados competindo pelo mesmo espaco gera o caos ambiente que acaba levando os dois para o buraco. Radicalismo, fundamentalismo, e’ masoquismo, auto-mutilacao, falta de inteligencia.

Por outro lado, o Relativismo causa certo desconforto em alguns pensadores, por imaginarem que o mundo torna-se demasiado voluvel, sem solidez em que se agarrar. a verdade de hoje sera’ a mentira do amanha. Mas a Matriz esta’ sugerindo que nao e’ bem assim. O seu grafico cartesiano esta’ sugerindo que o Universo tem muitas faces, que cada face ‘e uma realidade porem nao e’ a ultima face, cada face visivel pelo cerebro humano e’ apenas uma parcela da face final, pois o numero de diferentes faces possiveis de serem criadas e’ limitado. No fim, todas as faces tornam-se pontos fractais de uma face maior, parecendo infinita, mas ainda inalcansavel pela nossa mente atual. Pena que nossa consciencia tera que nascer para a luz alem das fronteiras do universo para ver essa face final… mas isso ameniza aquela sensacao de insustentavel leveza do ser denunciada por Humberto Eco… sem elimina-la totalmente, pois ser relativista e’ isso mesmo, e’ sentir-se nas alturas caminhando numa corda bamba…     

Ate’