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Porque o Tsumani Foi Muito Bom Para o Povo Japonês

terça-feira, abril 12th, 2011

A tragédia humana no Japão foi como uma cirurgia dolorosa mas necessária para curar uma espécie de cancer na camada do consciente coletivo japonês. Lí num artigo do New York Times que o povo japonês está como que atordoado, pensativo, revendo seus valores e definições existenciais. Estavam como uma boiada numa correria em disparada no estilo burguês em que a única meta é ficar rico, mesmo matando-se no trabalho. De repente vêem tôdo seu patrimonio indo água abaixo. Existiria alguma intenção da Natureza em sua sabedoria universal ou de alguma entidade sobrenatural na fôrça que sacudiu a Terra sob os pés dos japoneses? Não podemos saber mas que o evento se encaixou exatamente no sentido da História Natural, não restam dúvidas.

Na antiguidade os povos orientais “amarelos” se destacaram por uma extremada contemplação espiritual-naturalista mas individualista. A meta suprema do ser era alcançar o nirvana. Assim se emparelharam com os filósofos gregos que se enveredaram para o pensamento metafisico lidando com os conceitos de beleza, ética, e as teorias da matéria sem no entanto arregaçar as mangas e lidar na experimentaçào prática com a matéria, a qual era tarefa para os iletrados. Mas extremo esforço na evolução mental sem o correspondente esforço na evolução material, na busca e aprendizagem dos mecanismos e processos da Natureza, faz com que a mente seja obrigada a descer do seu pedestal e arrastar-se na lama da superficie terrestre. Como disse Don Juan, o feiticeiro indígena, para Carlos Castãneda: “Estás na Terra, és tambem carne, então preste atenção na matéria, investigue seus mecanismos e processos para que viva e lute como Homem e Vitorioso!” 

Mas principalmente com a dolorosa cirurgia da Segunda Guerra Mundial que veio como um choque para o despertar do sonho metafisico – para se entender que o poder terrestre está do lado de quem lida na matéria – o consciente coletivo japonês virou de ponta-cabeça e debandou pelo seu oposto: entrou fundo na corrida burguesa materialista.

Onde está na juventude japonesa os sábios devaneios de Confucio, I Ching, Buda? Porque sua Ciência perdeu terreno para a Ciência da Russia que produziu a Máquina Kirlian em busca da aura e dos chakras que eram prerrogativas dos orientais? 

Agora a Natureza atuou mas surpreendentemente como uma fôrça corretora dos caminhos da Evolução. É preciso entender o que significa essa palavra “Natureza”. Ela não é a matéria, não é o Universo perceptivel aos nossos sentidos mas tambem não é um conceito abstrato, fantasmagórico. Ela é algo que flui através da Matéria como nossa mente flue através do nosso cérebro. Como o invisivel e mentalizado software comanda e opera a eletrônica do hardware em nossos computadores. Natureza é uma tendência, cuja  meta suprema é um sonho de perfeição. Ela consiste numa fórmula conceitual simples mas de extraordinária engenharia como está desenhada em meu website. Esta fórmula tem desde antes do Big Bang conduzido a massa amorfa e a energia destrambelhada da matéria a se organizar como sistema, cada vez mais sofisticado, mais complexo. Se hoje no meio dos vivos ela se materializa como o DNA, esta é apenas a forma biológica de sua fórmula como uma Matriz Universal.

A fórmula é um sonho, um mundo utópico irrealizável de extrema perfeição ( como se o sentido da existência do Universo fôsse a meta final de produzir um filho do Além como a arquitetura mais perfeita possível),  mas não importa: desde o principio ela vem evoluindo no sentido de se concretizar, e aquilo ou aquêle que não entender isto e não sintonizar suas frequências vibratórias com as frequências das ondas dessa evolução será apanhado a meio caminho, e desmanchado em fragmentos, para que sua matéria seja refeita no caminho certo, o caminho escolhido pela Natureza. Esta é a realidade do sempre, aqui e agora, exista ou não alguma inteligência superior por trás dela.

Onde o povo japonês tem errado a ponto de seu sacrificio e martirio – em duas ocasiões – ser um inevitável evento corretor? Já citamos os desvios extremados do consciente coletivo. O segundo motivo é que o indevido individualismo buscando o nirvana apenas para sua alma ao invés de o trazer para todos os seres humanos da Terra se projetou a nível de nação, e descambou para o estremado individualismo da raça contra tôdas as outras raças. O artigo no New York Times revela como a tradição japonesa não admite sua miscigenação com pessoas estrangeiras. Mas se a Natureza na Terra iniciou sua produção da Matriz biológica por meio de bilhões de fragmentos diferenciados entre si que inicialmente tendem a se confrontarem e gerarem o caos ambiental ao redor para depois, através da fôrça tendente ao estado de ordem, ir reunindo estes bits-informação numa unica arquitetura super-complexa, isto siginifica que será recompensado com a transcendência os individuos que se misturam sem discriminações. A patente e surpreendente criatividade americana que foi uma explosão na Ciência e tecnologia humana deve-se a que o seu povo abriu os braços e o coração para receber todos os povos. Por outro lado é famosa a frase de que japonês não cria, mas copia.

Não pude evitar a formação de lágrimas quando ví meus queridos irmãos japôneses sendo massacrados pelas fôrças da desumana Natureza. Não pude evitar de correr ao meu cofrinho-porquinho e retirar as moedas de minhas parcas economias e leva-la para a Cruz Vermelha. Tenho japoneses casados na minha familia, grandes e inesqueciveis amigos foram japoneses-americanos, mas não posso deixar de notar e aproveitar mais essa lição que se não foi aprendida voluntáriamente por nossa própria vontade, o foi pela sina do destino inevitável. A Natureza não tem os sentimentos humanos, ela não brinca em serviço no afã de realizar seu sonho utópico, ela nos obrigará a que nos misturemos com tôdos os viventes do Universo, pois em cada ultima e perdida região do Cosmos existe alguma especifica infoermação de sua fórmula inexorável que terá de ser assimilada. Por bem ou por mal, e que se aprenda a entender a Natureza para evitar estas cirurgias corretoras dolorosas.

O Melhor para a meia-idade e velhice

sábado, março 14th, 2009

Ha’ pessoas que na meia-idade tornam-se cansadas, tristes e `a medida que a idade avanca cada vez mais tornam-se cabisbaixos, inutilizados. Outras, mesmo pobres, continuam animadas, lutadoras, saudaveis e envelhecem sem o perceberem. Existem dois segredos que muito influem nesta diferenca:

1) Todos tem um sonho de realizacao, mas e’ melhor que o seu sonho de realizacao individual seja apenas uma parte de um sonho maior, o da realizacao de sua Humanidade, ao inves de um grande sonho egoisticamente individual. Pois enquanto um individuo tem uma vida curta e dirigida para um ponto fatal, a morte, a Humanidade tem uma vida aberta ao infinito. De maneira que grandes sonhos individuais raramente se realizam e na meia-idade ja se percebe que o pouco tempo restante prenuncia o fracasso,  mas o sonho para sua Humanidade nunca fracassara perante seus olhos e a esperanca tambem se expande ao infinito. E se todos tiverem o grande sonho para nossa Humanidade melhor, ai’ sim, todos veremos nosso grnade sonho pessoal se realizando ainda durante nossas vidas.

2) Assim como o estomago necessita de alimento, tambem o cerebro, porem o alimento pata o cerebro e’ “informacao”. Um cerebro que nao foi bem nutrido quando crianca e jovem, irreversivelmente se tornara lento e atrofiado, como acontece com o corpo na velhice, mas aquele do qual foi muito exigido e habituado a exercitar-se, ao caontrario, cada vez mais se tornara vivaz.