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Quando a luz perde seu genoma que cai em Titan

domingo, janeiro 14th, 2018

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Assistindo o video abaixo, quando mostra a superficie de Titan, a lua de Saturno, percebo algo nunca pensado antes. Imagino o que acontece com as sementes da vida que caem naquele lugar. Existe uma ou mais ondas de luz universal que vem desde o Big Bang ( ou continuam sendo emitidas) e que se propaga por todo o Universo. Esta onda de luz apresenta uma sequencia de formas e estados que se assemelham a mesma sequencia das formas e estados de um corpo humano ao longo de sua vida. Em outras palavras, esta onda de Luz possui o mesmo ciclo vital que nos. Em outras palavras, esta onda de luz e’ um protótipo da Vida. Suponho que ao se propagar na substancia do espaço, ela gera energia pela friccao e divide esta substancia agora permeada de energia em porcões, cada porcão imitando cada uma das partes da onda de luz. E depois o ciclo vital alinha estas porcões na sua sequencia criando corpos mutáveis, e com eles, realinhando-os na mesma sequencia, ela cria sistemas. Como átomos, galaxias…

Mas ao passar na sua propagação, a luz vai perdendo suas particulas, os fótons, os quais se amalgamam nestes corpos de massa e energia.  Estes fotons, alem de carregarem a esta informação sobre o ponto que ocupavam na onda de luz, tendem a retornar a fazer parte da onda-mãe. Mas por algum motive não o conseguem por si só, então ficam vagando, penetrando elétrons dentro dos átomos, onde eles se sentem melhor. Mas quando atomos próximos contem outros fotons, eles se sentem a mutual presença e se estudam. Alguns podem serem tao estranhos a outros que são quase irreconheciveis como tais, porque vem de pontos da onda muito distantes, com informações incompreensiveis, então não existe ligação entre eles. Mas quando reconhecem em outro foton em outro elétron de outro átomo, ou mesmo em outro elétron do átomo em que estão, uma auto-identificação porque provem da mesma região da luz, tendem a se comunicarem e se aproximarem. Assim estas conexões vão criando como redes de comunicação, networks, formadas por extensões filamentosas de plasma fotônico, como as dendrites dos neurônios, criando sinapses indetectáveis ainda aos humanos. Destas conexões, sempre acrescentadas por novos fotons que chegam, conduzem os átomos a novas combinações, denominadas de orgânicas, e daqui, começa a Vida, ou seja, a reconstrução da onda de luz universal.

Então estes fotons, que funcionam como genes isolados sem comporem um genoma, funcionam como as primeiras sementes da vida. E observando a superfície curiosa de Titan, vemos uma região dificil para sobrevivencia de alguma forma de vida, as sementes que ai caem, caem em péssima seara para agricultura. mas como tem um liquido parecido com água, a temperatura não e’ tao inóspita, as sementes ali lutam muito para florescer, antes de desistirem por um tempo quase eterno ate que as transformações as libertem dali ou o ambiente se torne mais amigável.

Mas alem de ver como as coisas estão acontecendo ao nivel microscópico dos fotons, tentando reconstruir um sistema vivo, vemos o astro de cima, de longe e sentimos um mundo turbulento em transformações. O que causa aquilo? No mais profundo sentido e como causa oculta fundamental, e’ a onda de luz tentando fazer uma das porcões de matéria modelar-se como ela, a sua imagem e semelhança, com o mesmo significado vital. E então percebemos um dos mais maravilhosos atos da Natureza.

E’ como se a mãe tentasse salvar seus fetos. Como se ela tentasse modelar seu útero para tornar-se mais apropriado `a sobrevivência de seus genes. Então a luta pela vida vem de duas direções, uma desde o macrocosmo e a outra, vindo do microcosmo.

Se realmente for assim, ficam mais perguntas, como qual sera o proposito da existência? Porque este esforço gigantesco, universal, em inseminar a vida e faze-la espalhar-se pelo todo?

Bem, a resposta esta na fonte dessa onda de luz. E essa fonte existia antes do Big bang, e talvez ainda exista alem deste Universo. Como com certeza nunca conseguirei ultrapassar as ultimas fronteiras do Universo para conhecer o que ha’ la’ fora… vou morrer sem a resposta. E assim e’ a minha vida microscópica que fica sem sentido racional. Porque existo e para que, se vivo sem saber o que sou, para fazer o que estou aqui?

Apesar disto ainda existem momentos prazerosos nesta vida. Como este em que penso numa galinha puxando seus pintinhos para os alimentos e tentando manter o ambiente melhor para eles, como por exemplo, quando se arrisca enfrentando a cobra que ameaça suas crias. Asim vejo a luz e seus fótons… em Titan.