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A Longa Cadeia de Causas e Efeitos: Tornado Espiral ao Invés de Avalancha

quarta-feira, abril 12th, 2017

Pensando no meu inimigo invisível que é amigo dos Trumps, percebo que tenho de mudar a visão da avalancha natural para a visão de um rodamoinho no estilo da F1 da Matrix.

E’ assim que este mundo roda e devo decifra-lo se quiser alguma autonomia ou free-will na minha vida.

Nas camadas baixas da espiral, fui feito e sou mantido. E’ o mundo do ferro quente, escaldante, caótico, da pressão como opressão. O mundo das presas. Destas camadas baixas sobem placas, indivíduos, que numa atmosfera harmônica, estabelecida, se assentam com poder sobre as camadas baixas. E’ o mundo dos grandes predadores que se espraiam nas sombras no alto da colina quando não descem para sua colheita vampiresca.

O inimigo não é o individuo na camada alta ( não são os Trumps, os Temers, da vida, estes são apenas os instrumentos de outra força maior), é a fonte, a força que mantem o tornado avançando sempre, me rolando na correnteza de magma escaldante sem que eu possa me segurar em um apoio firme, e sair do baixo para alcançar o bem-estar no alto.

Qual, o que, é essa fonte, essa força, neste mundo, que mantem o furacão?

Em relacao a mim, é uma força inimiga, mas ela não é inimiga em relacao a humanidade, pois ela privilegia alguns humanos. Ela os faz bem adaptados e como modelos bem encaixados no furacão, ela da’ tudo para eles. Ela me fez mal feito, desencaixado, e me toma tudo.

Mas porque ela não me destrói de uma vez, mantendo-me dentro desse estado de opressão?! E’ porque eu sou uma das coisas que ela precisa para dar ao ambiente na atmosfera de cima.

Como no centro da galaxia, as sementes de estrelas são formadas e forjadas a partir da base escaldante, e depois elevadas para cada vez mais alto dentro da espiral até que lançadas ao espaço externo.

Então ela, em relacao  mim, é o mal, mas vejo que ela funciona como o bem, em relacao ao que convive ao meu lado quando ela me levanta de baixo para me servir ao de cima. Esta’ satisfeita aqui a regra universal do dualismo dos simétricos na forma e opostos, assimétricos, nas tendencias do caráter. Na sua essência ela é neutra, mas no seu caminhar ela se divide entre o positivo e o negativo. O que é esta força? De onde ela veio? Qual sua origem? O que mantem esse tornado de 13,8 bilhões de anos, e porque este processo de evolução, do muito simples em direcao ao cada vez mais complexo?

Na minha teoria da luz, surge uma visão que poderia explica-la. A fonte é um turbilhão em espiral que se propaga na dark matter na forma de ondas de luz. Nessa propagação ela vai deixando fragmentos de si, suas partículas, escapadas do fluxo como fazem os radicais livres no corpo humano, e quando se enfraquece, no final da propagação, ela se fragmente toda nestas partículas. Estas partículas são os fótons. lançados a um estado de caos, os fótons tem em si desenhado o paraíso de onde veio como turbilhão, tem registrado seu passado de ondas, e por isso estes fótons tentam reiniciar o caminho de volta reconstruindo-se como ondas quanto mais se unem – por isto este processo evolucionário do simples na direcao do complexo. Neste restado são a energia escura, os fótons negativos, cujo tempo e’ o reverso, do futuro em direcao ao passado, porem cujas obras se revelam ainda ao reverso do reverso, pois surgem cada vez mais evoluídos e ordeiras, como se viessem do passado em relacao ao futuro. Eu seria agora uma forma biológica do conjunto de um punhado destes fótons escapados, ou expulsos, porem aprisionados dentro das bases do furacão.

Tem esse processo de movimentos universais alguma relacao com o processo embriológico? Teria que ter, pois ambos são processos de uma reprodução. Reprodução de um baby, reprodução do tornado-fonte… alem deste mundo.

Então eu tenho um parâmetro para modelar o que deve ser e funcionar como uma estaca para me agarrar, deixar as forças da base passarem, e alcançar os níveis de cima. Mas não é isso que quero. Não posso subir e ser feliz sabendo que os meus entes queridos continuam a queimarem no inferno. Os Trumps podem, eles nem sequer sabem como existem os queimados no inferno.

Então, a minha meta é impossível…(?). Sim, como lutar contra a correnteza universal, ou melhor como estancar o escape dos fótons desde as ondas, para manter as ondas intactas, sempre se propagando? E os fótons sempre felizes dentro delas, sempre no estado de ordem?

Porque a fonte se permite destruir, se fragmentar? Certamente ela não se permite, deve existir uma força maior ainda em cima dela, provocando sua destruição. E esta segunda força esta’ num nível metafisico jamais alcançável para mim, meu cérebro não tem como processar sua informação.

A sensatez sugere que eu me entregue ao simples sabor continuo da correnteza de lama escaldante. Eu poderia até me submeter, sempre mantendo este estado que tenho mantido, alternando entre estar sendo levado dentro da correnteza do inferno, com pausas de firmeza em estacas de oásis. Mas isso é um martírio porque não posso tirar da minha cabeça a visão dos meus amados sendo ainda mais fracos e mais torturados por essa correnteza. Tenho que lutar contra o impossível, contra a segunda força metafisica alem da fonte que gerou este mundo. Mas em que me apegar para essa luta, que alvo mirar?

Talvez a embriologia me forneça alguma pista. Sabendo que a resposta não esta’ dentro do processo embriológico e sim fora dele, formando-o e conduzindo-o. E aqui na Terra quem esta fora do processo embriológico, quem o esta formando e conduzindo, são os pais, sem que nisso apliquem sua vontade e inteligencia.

Eles fazem um processo embriológico mal feito em relacao a vontade deles. Tanto que sempre quando possível, tentam intervir para aperfeiçoar, corrigir defeitos, que estejam prejudicando o ser que esta’ sendo reproduzido. Então porque a onda de luz não atua sobre as correntezas reversas escuras para melhorar o estado e caminho dos seus fótons que retornam a sua casa, seu reino?

A parábola do filho prodigo… é inevitável não lembra-la aqui. Ela indicaria que os fótons saem dos níveis de cima, caem nos níveis de baixo, por sua livre escolha. mas isso é impossível, pois se fossem inteligentes o suficiente para fazerem escolhas jamais sairiam do nível de cima em direcao ao nível de baixo. Só o fariam se não souberem o que é o nível de baixo, o que implicaria que foram feitos sem a inteligencia suficiente para serem responsáveis por suas escolhas.

E’ impossível ao que esta’ encima descer e permanecer embaixo. Ele é muito leve, muito menos denso, o embaixo não consegue agarra-lo e mante-lo. A não ser que enquanto esta’ em cima ele faça algo errado que se torne pesado, caia, e o de baixo consegue agarra-lo e mante-lo. Mas porque a fonte permite em si a existência da possibilidade de fazer o errado? Se ela esta’ caminhando no futuro em relacao aos fótons que estão voltando no passado e ela os esta’ vendo? Ela esta sentindo suas torturas porque eles são parte dela? Não faz sentido e novamente somos conduzidos a pensar na segunda e externa força mais poderosa. Metafisica, inalcançável.

Mas tenho que buscar uma solução e uma força fora deste mundo para mudar o caminho eterno deste mundo. Não posso sonhar com a segunda força, então tem que ser uma terceira. Se não existe, tenho que fabrica-la.

Não vou me submeter passivamente, não vou apenas me acomodar a este estado de alternância entre ser arrastado na correnteza infernal com pausas  breves nos oásis. A esse processo tenho que acrescentar o esforço de mudar a correnteza do mundo. Tem que ser assim até o dia da minha morte. Se não posso retirar meus irmãozinhos menores e mais fracos da correnteza escaldante infernal, se não posso ao menos afagar suas cabeças em sinal de consolo e apoio moral, tenho que – para manter minha psique sob algum controle e com motivação para a luta impossível – estar sentindo que eu estou tentando lhes ajudar. Só assim para suportar o que resta de tempo de vida. Mas eu vou continuar perseguindo a busca desta luz e seus fótons com energia e determinação, para tentar mudar este seu caminho que esta’ produzindo este tipo absurdo de mundo, custe o que custar.