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Como os 9.000 anos de trabalho humano e a manipulação genética transformaram as plantas

sábado, maio 9th, 2015

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Fá 7.000 anos atrás havia apenas o milho selvagem, que parecia uma pequenina espiga com apenas 19 milímetros e hoje alcança 190 milímetros ( 100 vezes maior volume!). Que tinha o mal sabor de batata sêca e hoje é suculento, doce e refrescante. Tinha uma pele externa tão dura que era preciso quebra-la com pancadas e hoje sua capa sai facilmente. Só existia na América Central e hoje está espalhado por 69 países. E tudo isso mantendo praticamente os mesmos teores químicos nutritivos.  Toda essa transformação foi obtida por 7.000 anos de árduo e inteligente trabalho humano. Observe o quadro abaixo:

Mas isto é só parte da história do homem como o agente ativo e oculto da seleção natural. Veja outros quadros sobre o melão, a pêra, no link abaixo:

Here’s what 9,000 years of breeding has done to corn, peaches, and other crops

http://www.vox.com/2014/10/15/6982053/selective-breeding-farming-evolution-corn-watermelon-peaches

Impressionante,… não?

Minhas objeções às manipulações genéticas são quando produzem mudanças que tornam uma plantação mais toxica ( isto é, resistente a pestes) ou capaz de acumular massivas quantias de venenos químicos. A primeira forma de manipulação é irresponsável e gananciosa, porque é zero os testes feitos para verificar seus efeitos na cadeia da alimentação humana, passando pelos animais, etc.; a segunda forma de manipulação é perigosa, enquanto os químicos tem um forte importante impacto na qualidade da propriedade agrícola e na biodiversidade do meio-ambiente nas suas redondezas ( por exemplo a aniquilação de abelhas e pássaros polinizadores).

O nosso problema está dentro da raça humana, nos maus caráters aspirantes a grandes predadores dos próprios humanos, e  que tudo fazem para se enriquecerem, e não na nobre atividade humana de influir na diversidade do DNA dentro da biosfera terrestre, a qual surgiu e cresceu num estado caótico e selvagem da Natureza e está sendo apressada a alcançar o harmônico estado de ordem pela atividade cientifica humana.

Agir como muitos vem fazendo, atacando e criticando os transgênicos e todas as modificações causadas pelo homem? Eu falho em ver como o arroz dourado e o trigo com elevados níveis de proteínas são malignos, ou como desenvolvendo grãos hábeis a sobreviver nos solos inóspitos e marginais são uma ameaça à existência humana. O outro grande problema nosso é que a maioria dos homens e mulheres são egoístas sem consideração pelo social e pelos próprios filhos que não controlam seus aparelhos reprodutivos e causam esta superpopulação, apenas salva pela incrível e laboriosa capacidade cientifica humana.

Portanto, antes de se ficar revoltado, indignado, ao ler esta avalancha de noticias das patrulhas ideológicas retrógradas contra os alimentos cientificamente modificados, devemos apontar a eles os dados presentes neste artigo, pois certamente só conhecem uma meia-face do problema. Mesmo os fazendeiros que hoje se esforçam em produzir sem o uso de químicos, estão plantando o milho de hoje – genéticamente alterado pelo homem – e não aquela frutinha dura e sem sabor que emergiu na natureza selvagem, pois aquilo ninguem iria querer plantar.