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Os Baloes de Yukawa: Segredo Fundamental para entender sua Existencia neste Mundo

domingo, março 22nd, 2009

A Matriz me ajudou a entender 13,7 bilhoes de anos da Historia do Universo… e alguma coisa do porque estamos aqui e agora. Mas empre quando partia da visao de um fenomeno natural qualquer, visto aqui ou no parque em frente de casa, e ia destrinchando suas causas atras de causas ate’ chegar sua raiz primeira, eu chegava no Big Bang e ai’ parava. Mas entao tomei conhecimento da obra genial de um Fisico japones genial, Hideki Yukawa, que ganhou o Premio Nobel nao pot causa da sua obra mais importante – a teoria do adesivo nuclear – mas sim por suas descobertas a respeito dos mesons pi. O adesivo nuclear de Yukawa e’, sempre foi o maior casamenteiro do mundo, o Santo Antonio padroeiro do casamento dos catolicos. Sensacional a inteligencia por traz daqueles olhinhos apertados! 

Quando eu era crianca e menor abandonado dormindo nos bancos das pracas de Curitiba eu roubava livros – ate’ listas telefonicas! – e nao via a hora de chegar a noite para ler sob a luz do poste as coisas inteligentes que deviam estar escritas ali.  Foi assim que numa noite escura quando todo mundo dormia e eu – nao tendo outra coisa melhor para ler – lia a pesada lista telefonica…. Daisy Machado – 465738829 – Rua 63- Changri-la. Davi Schumaker – 465784759… de repente deparei com o nome: Deus – 46579371,  Orion, Nebula… Sacudi a cabeca e li de novo … Deus?! Corri no orelhao da esquina, disquei o numero e foi ai’ que comecou aquela fase na minha vida de todas as madrugadas passar um bom tempo falando com Deus no telefone.As vezes a ligacao era cortada por que acabava minhas fichas e quando ligava outra vez deus estava p… da vida e me ralhava dizendo que ao inves de roubar livros ele me ordenava que roubasse mais fichas telefonicas… Naquela epoca eu tinha algumas manias e a mais intensa que inventei foi minha paixao pela Natureza. Bptei na cabeca que queria ter um filho com a Terra, por isso num lugar escuro e escondido do parque fia um buraquinho apertado na Terra e tyoda a noite botava no meu pipi naquele buraquinho deixando ali minha semente. No dia seguinte ia conferir se alguma semente tinha brotado e imaginava como seria a forma do meu filho com a terra: o corpo seria humano normal com duas pernas, umbigo, dois bracos, mas a cabeca ia puxar a mae, bem redondinha e girando,  fazendo os dois movimentos, de rotacao e translacao. 

Um dia roubei um livro na banca do turco e quando sentei no banco para a refeicao de todo dia comecei a descascar a banana e desembrulhar o pao enrolado na camiseta, abri o livro. A autora era norte-americana e pela biografia era paranormal e devia ser bastante famosa pelo tanto de palestras e obras publicadas. Logo depois do prefacio ela escreveu:

“Quando era menina e sentada na carteira da escola eu oilhava a classe e via um quadro diferente de todo mundo. Via o corpo de Joseph envolvido numa aura de energia zebrada de rodas as cores emitindo um raio meio roxo apaixonado que parecia um arco-iris passando passando por cima das cabecas dos alunos e alcancava o corpo de Mary, mas nao parava ai e continuava em queda ate sumir no piso, Mary nao se dava conta dele. mas do corpo de Mary partia outro raio cor-de-rosa intendso na direcao de John mas tambem se partia porque John nao notava Mary. sepois de algum tempo o raio de Mary ja nao passava todo direto pois uma parte dele sumia dentro da cabeca de Jonn, que comecou a emitir um raio debil de volta para mary mas caia no meio do caminho. O raio de Jonh  foi crescendo, crescendo, na direcao de Mary e um dia vi os dois saindo juntos da escola de maos dadas. A partir dai nao havia mais raios continuos entre os dois e sim uma energia que piscava tracejada que durante a aula ia de John para Mary e vice-versa cada vez em maior velocidade. Senti que o raio ia colar os dois…”

Levantei do banco para jogar a casca no latao de lixo enquanto na outra mao segurava o livro aberto e exclamei: ” Lol! Uaaauuu! Que legal!” Nunca me esqueci daquilo.

Dias depois tinha uma revista sobre ciencias nas maos e li um artigo sobre um Japones, Fisico, de nome Yukawa. Conforme ia lendo, a imagem do quadro descrito na classe pela americana me voltava `a memoria e assim me afundei no artigo ate’ o pescoco. Esse dia ia mudar minha vida, pois meu cerebro foi re-hard-wired, ou seja, a configuracao dos circuitos de interacao dos neuronios foi mudada, e passei a pensar de outro jeito.

Resumindo brevemente, a questao era como e porque uma particula protron se liga `a uma particula neutron e assim constituem o nucleo do atomo. Magnetismo? Diferenciacao de polos? Ou seria a presenca de cola de sapateiro, cujo cheiro insuportavel invadia meu banco pois os garotos que moravam no banco vizinho viviam a cheirar aquilo?

Foi entao que o genio japones entrou na historia. Ele desenvolveu um modelo teorico que mais ou menos dizia que a particula proton carregada de energia, quando se descarregava emitia uma sub-particula denominada pion na direcao do neutron, que era quase pura massa, sem nada de energia. Mas ao receber o pion o neutron se enchia de energia e se tornava um proton que olhava de lado e via o antigo proton murchando e tomando as feicoes de neutron. Imediatamente o agora proton que antes era um neutron emitia o pion na direcao do agora neutron que antes era um proton e este voltava a ser proton. o qual olhava para o vizinho que no comeco era um neutron e depois ficou um proton e agora descarregado voltava a ser um neutron, e o proton devolvia a energia…

O pion ficava malucao indo e voltando cada vez com maior intensidade e velocidade ate’ que parecia fazer uma linha unica, um traco continuo como um arco iris unindo os dois… e assim estava (teoricamente) explicado a cola nuclear! Tao importante que, se algum gaiato no mundo resolvesse botar uma lamina fininha no meio de cada nucleo atomico interrompendo o vai e vem dos pions… o mundo todo de materia se desmoronaria em um segundo como um monte de nada! 

” Raios! … – pensei com meus botoes. “Entao a cena do micro – dentro de um nucleo atomico – e’ a cena do grande – dentro da classe da americana!” E dando asas `a imaginacao olhei `a minha volta procurando se nao haveria por acaso algum raio emitido por alguem vindo na minha direcao… mas claro que nao… qual menina iria mirar suas flechas de cupido num peao sem grana nem para pagar um sorvete? Mas sim… existiam raios de luz vindo em minha direcao, correndo segui com os olhos seu caminho na busca da fonte e deparei com a lampada no alto do poste. Pelo menos ela… e ai comecei a me apaixonar pela lampada. Tanto pensava nela e memorizava sua figura que dentro da minha cabeca se consolidou a imagem holografica da lampada, de maneira que toda vez que ia namora-la e a bolinava esfregando tres vezes recebia de presente mais uma ideia luminosa e ajuntando-as consegui escrever este livro… 

Mas como disse no comeco, antes de conhecer Yukawa eu era toda vez barrado nas margens da ultima fronteira deste Universo de materia, ficava tonto com o estrondo do Big Bang, olhava para alem e so’ via um oceano escuro a perder-se no infinito mas com uma p… tentacao de pular naquele eter quantico, mergulhar de cabeca para ver se saia do outro lado e descobrir o que existe alem do Universo. Tempos depois ja viajando a bordo da Matriz, foi a imagem descrita por Yukawa que me fez notar uma coisa interessante nas aguas negras daquele oceano: por todo o lado pipocavam bolhas que cresciam, murchavam e numa fracao de segundo desapareciam nas profundezas escuras. Lapis e papel na mao passei a desenhar quilos de paginas que eram amassadas e jogadas ao lado, retratando o oceano com suas bolhas, cada desenho as bolhas continham algo diferente bolado na imaginacao. Ate que um dia obtive um quadro final do que acredito seria o estado do mundo um minuto antes do Big Bang. nao eram bolhas o que eu via, que nada! Pura ilusao de otica, pois na verdade eram vortices, remoinhos, os quais quando estouram na superficie do eter parecem mesmo com bolhas. E nao e’ que eles vinham do fundo pequenos e cresciam e murchavam ate desaparecer. Nao. O que crescia nao era o que murchava. Haviam dois tipos deles. Um, surgia como um ponto, crescia devido sugar o eter `a volta que se trnsformava em energia, e a energia ia inflando-o, inchando-o, e ele comecava a espernear tentando parar de sugar, mas nao conseguia parar, a energia tornava-o cheio, redondo e ele explodia por excesso. Enquanto isso com o outro tipo acontecia tudo ao contrario. Ele surgia como um vortice grnade parecendo uma bolha estufada, dele se via esvair um fluxo de energia que quando sentia o clima do espaco tornava-se eter, ele ia encolhendo, murchando, esperneava tentando tapar o buraco e manter a energia, nao conseguia, e desaparecia como um ponto, morrendo por falta. Curioso e’ que os dois tipos tinham o mesmo exato tempo de vida, que constatei medindo no meu rolex da idade da pedra lascada: 17 milionesimos de segundos

O que significava aquilo? O Universo, e antes do Big Bang era todo circundado pelo oceano escuro de eter onde pipocavam bolhas sem qualquer proposito, pois desapareciam e reapareciam sem nada alterar…  Foi entao que no meio do sonho de estar sentado na ultima praia do Universo, revirei-me na cama porque senti os fundilhos da cueca molhados. Teria feito pipi na cama com aquela idade? Impossivel… por isso nao liguei e voltei ao sonho onde ficava naquela praia procurando sentidos das causas. Mas  a umidade nos fundilhos voltou a incomodar e entao levantei-me da areia para ver onde estava sentado e vi que o liquido do oceano estava invadindo minha praia. “Epa! Se a substancia quantica alcanca e se infiltra na materia… ela esta’ trazendo algumas das bolhas… sera’ que ai’ nao estara’ o proposito da existencia das bolhas?!”

Fui bem no ponto das margens onde oceano e materia se encontram, agachei-me com uma lupa e fiquei observando a mistura de areia com agua. De fato ali estavam as bolhas!… e como retribuicao pela intuicao certeira da minha cabeca, dei um tapa nela. Mas ali, bem na linha demarcadora da praia, acontecia algo novo com as bolhas. Mas antes de contar isso, vou falar de uma descoberta logo no inicio: havia uma outra diferenca fundamental entre os dois grupos de vortices. Agora eu via bem ( nao contem para ninguem que eu estava projetando nas bolhas o que lia durante o dia e acordado, do Paul Dirac, do ….  ) e notei que eles giravam ao contrario um do outro. Enquanto um girava da direita para a esquerda, o outro girava da esquerda para a direita, e imitando os Fisicos chamei-os de spin right e spin left. Esta era a diferenca entre opostos fundamental, dando continuidade ao que ja tinha observado que os dois grupos eram em tudo exatamente contrarios entre si.

Mas entao voltemos a falar do novo que acontecia com as bolhas. Talvez devido a presenca da materia e falta da liberdade de movimento no meio da agua, os remoinhos na praia diminuiam suas velocidades de deslocamento, alguns quase parando, e nisso, quando os que mais estavam parando, acontecia de se aproximarem muito um spin right de um spin left, o fluxo de energia que saia do gordo alcancava o remoinho magrinho, adentrava-o, e ele comecava a se encher. Enquanto isso o outro nao segurava a energia que saia e ia murchando, enquanto o de ca’ ia enchendo… quando o de ca’ se enchia tanto que ia explodir por excesso, dava uma volta em si mesmo e fazia a energia retornar para o que ia murchando tanto que ia implodir por falta, o qual recebia-a com muito prazer e votos de amor para o resto da vida… pois por um triz ele nao morrera e agora teria mais um ciclo de vida quantico que  dura mais ou menos 17 milionesimos de segundos.

Bem… a seguir, e la nas ultimas fronteiras espaciais do Universo e antes do Big Bang,  comecou a acontecer entre os danados do spin right e spin left exatamente o que aconteceu com Hohn e Mary na sala de aula e ainda a mesma coisa que acontece entre proton e neutron no casulo atomico: o vai e vem cada vez mais acelerado da energia fixou-se como um canalou uma ponte entre os dois e assim o spin left nunca mais engordou, ficando esvbelto para o resto da vida, e o spin right nunca mais emagreceu, ficando tambem esbelto… mas neste momento os dois deixavam de serem meros vortices e se transformaram em… graos de materia na praia. Assim se manisfestava pela primeira vez a materia e o Universo nascia!

Agora – e isto e’ muito importante para ti – ponha suas duas maos `a sua frente, seja sobre a mesa onde estas, ou sobre os joelhos… so’ nao vale po-las sobre o bumbum da namorada ou namorado se estiverem juntos… Cerre os punhos, ou seja, feche as duas maos. Nao… nao…. desculpe… errei! Mantenha a mao direita fechada e abra a outra, dedos esticados. Agora sim, abra a direita, mas ao mesmo tempo, feche a esquerda. vamos trocar agora: Abra a esquerda… assim… agora feche a direita…assim…nao olhe para p lado, va rapido fechando a esquerda e antes de terminar comece abrindo a direita, mais rapido feche a esquerda enquanto a direita esta abrindo p[orque a esquerda esta fechando va rapido cada vez mais rapido, vamos rapidez nisso… quero ver se voce ‘e homem ou mulher um saco de batatas rapido, rapido… E agora imagine que quando abres uma mao, toda ela se esvai na forma de energia para o ponto da outra, e vice-versa…

Pare, pode parar, respire o que quiser. Se voce conseguiu ser realmente rapido e nao tirou os olhos de suas duas maos, a partir de certo momento elas pareceram adquirir uma forma fixa e continua, a forma de uma bola. Pois foi o que aconteceu com os dois spins, as duas particulas… as duas alcancam um balanco equilibrado de uma forma de maneira que uma se torna a outra e vice-versa, e gracas a isso existe este mundo onde, por heranca daqueles dois malucos naquela praia, tudo e’ dividido em dois que sao simetricamente semelhantes na forma mas assimetricamente opostos na direcao que apontam. desta assimetria resultou finalmente a diferenca de caraterres entre o homem e a mulher: enquanto ela tende a ser um sistema fechado a si mesmo, radicalmente monogamica e nao quer abrir mao disso, ele tende a ser um sistema aberto total, radicalmente dispersivo e poligamico, e nao quer abrir mao disso. Apenas quando descobrem que sozinhos, individualmente, nao vao ter relamente uma vida com sentido logico ‘e que resolvem, cada qual ceder a metade e entao se juntam, se acasalm, trovcam pios e dos dois se manifesta a terceira forma que nasce chorando e fazendo pip[i nas fraldas…

Tudo, mas tudo que ‘e solido e materialmente real neste mundo esta baseado neste simples mecanismo! Conhece-lo, entende-lo, e’ iniciar um novo salto evolutivo e desta vez, da sua mente. Congratulacoes e sejam bem vindo ao novo mundo… mas nao se esqueca de dar uma piscadela de cumplicidade na direcao qualquer que voce acha se encontra o Yukawa. Que gigante, meu Deus!