A intuição e seus efeitos como invenção e criatividade: uma necessária releitura de Henry Bergson.

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Consegui hoje colocar no papel de forma mais organizada o meu entendimento mental do que são aquelas intuições que sempre me ajudaram a montar minha cosmovisão. Fui inspirado a fazer isso ao ler um post no Instagram, sobre o filosofo Bergson, no link:

Como vitima de algumas intuições fantasmagóricas com elevado potencial criativo, fiquei curioso em saber de onde vem a intuição, e por isso na minha juventude trombei com Bergson, sem no entanto ler nenhum livro completo dele. Nunca entendi porque ele gastava tanto miolo com a questão do tempo (uno e interpenetrado, não é? ) e ficar discutindo com mecanicistas. Mas a sua coloração metafisica-espiritual da intuição me influenciou na minha teoria da intuição, e consequente invenção, criação.

Como um filosofo que juntava todos os fatos e eventos conhecidos empírica e cientificamente e pelo método da analise e anatomia comparada, eu tentava montar o grande quebra-cabeças, vi minha investigação ser interrompida muitas vezes por questões sem possíveis soluções, mas depois de dias e noites irado pensando no problema, numa bela manhã acordava com um quadro desenhado na mente que era uma logica incrível solução.

Por exemplo, em certo momento a questão era: ” A vida surgiu dentro deste sistema solar feita com forças e elementos de um planeta e uma estrela. Quais as forças no sistema solar que executavam funções parecidas com as funções das propriedades da vida? Onde e como o sistema solar realiza algo que evoluiu para metabolismo, digestão, reprodução, código genético, etc?”

Fiquei semanas remoendo isso, devassei o sistema solar varias vezes, e nada. Quando já estava concluindo que não queria mais viver sem estas respostas, que nunca saberia porque e para que vivo, fui para a selva amazônica, e numa bela madrugada vendo o céu estrelado, os astros realizaram uma dança no meu cérebro. Correndo pequei lápis e papel e fui desenhando… No final tinha um modelo astronomico onde os sete tipos de astros conhecidos se conectavam de tal maneira que realizavam todas as funções vitais!

Em outra interrupção veio a súbita intuição de que uma onda de luz se propaga no tempo e espaço da mesma maneira que meu corpo, a partir da fonte que foi minha mãe, vem se propagando no tempo e espaço! Ou seja, ondas de luz natural trouxeram para este Universo o processo do ciclo vital…

E pior: a anatomia da onda de luz bate exatamente com o retrato falado e calculado do comando de instruções no DNA! Assim, de intuição a intuição formulei a nova cosmovisão que está no meu website. Então penso que a intuição é produto de informações que estão registradas na memoria do DNA, mais exatamente no dito “DNA-lixo”, que surgem como flashes na mente. Desde que nosso DNA tem 13,8 bilhões de anos e passou por todas as formas de sistemas naturais – de átomos a galáxias a bactérias – nós temos em nós o conhecimento de toda a matéria deste Universo, todos seus movimentos, suas origens, tudo no tal tempo colapsado numa duração simultânea que bem intuiu Bergson. Quando Bergson defendia o tempo qualitativo metafisico e criticava o tempo físico mecanicista, ele percebeu que uma intuição é um colapso brusco da historia em que passado e futuro coexistem num momento presente. Ele só não tinha o conhecimento biológico e astronomico atual para perceber que isto define o código genético: o passado deste mundo está todo registrado no ponto onde também estão registradas as informações para o futuro da arquitetura que ele está construindo.

Mas obrigado pelo post, pois você me alertou que preciso arrumar tempo e reler Bergson, agora seus 5 livros, por completo. Pois na juventude não entendi quase nada e rejeitava aquelas idéias metafisicas e espirituais, as quais, agora bem entendo, são puramente naturais, que tem como causa uma luz, que funciona como um genoma…metafisico, pois sua fonte veio do antes do Big Bang.

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