Existência da mente humana: será mesmo que isso vai ocorrer conosco?!

A Teoria da Matriz/DNA tem sugerido que a mente humana é um  produto evolucionário da longa história do Universo no desenrolar das relações entre software e hardware. Por conseguinte, a mente é mais uma forma, a ultima aqui nestas paragens e nestes tempos, do sistema natural universal. Mais exatamente ela é a forma atual do software universal e devido as propriedades que nestamos detectando nela, temo-la denominado “auto-consciencia”. Como tal ela deve sair-se com alguma variação sofisticada da Matriz. E sendo uma nova e ultima forma, recém-surgida, temos o problema de discernir qual é o seu estágio exato, se esse recente surgimento faz parte daqueles eventos em que cada novo sistema é recem-fecundado, ou recem-transformado digasmos, de feto para embrião, ou se foi um evento em que ela desabrochou do casulo embrionario, se já veio à luz, ou não.

Mas aqui me surgiu esse pensamento hoje logo ao acordar, e me deixou intrigado. Trata-se do seguinte. Sabemos que um embrião humano sente seu corpo, mas deve estar muito intimamente ligado ao material em que ele existe, como o liquido amniótico, a placenta, etc, tudo dentro da bolsa uterina. Deve ser um evento ruim aquele em que ele nasce, quando é obrigado a abandonar seu mundo. Mas ele não é expelido apenas da bolsa uterina, e sim de um universo muito maior, que é o corpo da mãe. O mundo novo em que ele cai deve ser sentido como o peixe retirado da agua sente e se debate tentando voltar nela. Ele deixa, numa primeira fase, o unico mundo que ele conhece (a bolsa) e numa segunda fase, o segundo mundo que nele sentia ou pressentia algo a distancia, e cai num terceiro mundo, um planeta a céu aberto! 

Pois bem…

Se a auto-consciencia tem a cabeça humana como seu ovo ou bolsa embrionaria – sendo o cerebro a sua placenta, etc. – ela tem o corpo humano como um segundo mundo… tem o planeta Terra como uma extensão disto… um dia vai ter que ser expelida deste planeta e cair num terceiro mundo que ela não pode pressentir nem fazer a menor idéia do que seja…

E isto é intrigante. Pensando bem, é muito importante. É espetacular.

Pois seguindo a lógica natural, a norma observada no mundo real, é a esta conclusão que se chega. Acho que ela é inevitável.

Imagine o que sente um bebê quando nasce e começa a abrir os olhos. As primeiras inspirações e exalações da respiração. O primeiro alimento. Isto tudo vai acontecer com a nossa mente no momento que ela for expelida do seu ovo – o conjunto “cabeça humana mais o resto de um  corpo humano”, em seguida expelida do corpo que alojava este ovo, o qual é um planeta? 

Bem… raios! Olhe que para o feto, e mesmo para o embrião, de nada lhe adiantaria se perguntar como deve ser o mundo alem dos reduzidos limites que ele pode sentir com seu complexo sensorial, é impossível que possa imaginar coisas como a mãe, o planeta, o espaço celeste. Portanto, acho que de nada adianta à nós, como auto-conscientes, nos perguntar-mos como será o mundo das auto-consciencias. E oxalá ele exista, oxalá a Natureza continue aplicando sobre a mente humana os mesmos processos que ela tem aplicado a todos os sistemas naturais… oxalá, pois isto significa que seguiremos existindo…

Mas que hoje me nasceu mais um grilo na cuca, raios, para já se somar aos milhares que estão aqui dentro, não é muito alvissareiro: agora vou, volta e meia, tentar imaginar o que vou encontrar alem desta placenta… Mas o problema principal é a teimosia: eu não consigo ter certeza que isto vai acontecer, mesmo que todas as experiencias da Natureza indicam que assim vai acontecer. Isto é ilógico de minha parte. De alguma maneira, minha mente insiste em que acreditar que as leis naturais serão rompidas,m transformadas, mesmo que ela suponha que nserá prejudicada nestas mudanças. Talvez seja porque existimos numa cultura que tem ridicularizado a idéia de vida após a morte.  E a culpa não seria da nossa mente mas sim das religiões e ideologias, que pintaram estas possiveis existencias com coisas demasiado fantasiosas. Acho que os religiosos a longo tempo vem caminhando na minha frente: eles, como bebes mentais, já saberiam que a mente está no estado fetal dentro de um casulo, que vai ser expulsa do planeta, e foram mais longe, se perguntaram, analizaram, e concluiram as respostas: o céu, o inferno, Deus…

Mas… ora, sabemos que será inutil a qualquer feto ou embrião humano se perguntar o que existiria alem de sua placenta… O que importa aqui é que o nosso conhecimento nos leva a uma conclusão racionalista, lógica, que a morte do corpo humano pode ser, naturalmente possivel, o evento de nossa expulsão deste mundo e a entrada, o abrir de olhos em outro mundo, onde se entra engatinhando e não tendo que passar por São Pedro na porta e mostrando as credenciais…