Desigualdade econômica: a mentira eterna do instinto predador na academia

Baseado na importante tese publicada em:

EUROZINE

https://www.eurozine.com/change-course-human-history/?fbclid=IwAR0M9FwpI0rgyRTzMM2HSHXs8QthgVp-RW3yqBHFdCVTTDjoeuYNcWXmO4o

How to change the course of human history

O dogma pregado ao mundo para justificar a desigualdade social é baseado na tal “historia de uma queda da inocência primordial”, ( the story of a fall from primordial innocence ). Em resumo dogma julga que nos primórdios da espécie humana, o grupo era de caçadores nômades, portanto não havia propriedade e disputa por terra, e quando estes livres inocentes se organizaram em civilizações começou a desigualdade. Sacramentado pelo escritor profeta da bíblia sagrada da deusa “desigualdade inevitável”, Jean-Jacques Rousseau, o dogma une a punição pela tentativa humana de união pela liberdade contra um tirano celeste através da Torre de Babel, com a punição divina ao pecado da inocência de Adão e Eva perante o demônio, e consequente queda. Esta narrativa ardilosa sempre foi a muleta mística religiosa como condicionadora psíquica sustentando os estados de reis e servos individualistas, porque o objetivo supremo destes servos é a união privada de cada um com o fantasma todo-poderoso no céu e não a união na Terra com seus insignificantes semelhantes. Que se tornam de fato insignificantes como feed-back da desunião.

Matrix/DNA : Mas isto esta totalmente contra a logica da evolução natural. A evolução dentro de uma espécie não vai para a frente e volta para trás para depois ir para a frente novamente. Mutações para melhor que são fixadas numa população não caem a zero e depois retornam.

Como eram os sistemas socais entre animais irracionais ancestrais dos hominidae, seja no mar, no ar ou nos continentes? Havia territórios marcados, delimitados por proprietários, vigiados por capatazes e habitados, trabalhados por escravos, transformando grama em carne de vitela nos continentes ou alga-marinha em carne de peixe nos oceanos. Ou o leão não era o senhor do território onde se movia? Movendo-se em círculos nas ultimas fronteiras ao seu alcance, para impedir que os lobos e raposas comecem suas presas, mas permitindo aos lobos ficarem nas fronteiras como vigias temíveis para evitar que as presas escapassem e contentes com a rapina das poucas fugidias? Os chimpanzés não dominavam um território inclusive canibalizando as espécies de macacos menores? Não é necessário ir nas savanas e estepes para aprender que os lobos vigiam e atacam quem entra em seus territórios, basta ver seus descendentes modernos, os cães, em seus quintais.

Nunca houve “primordial inocência”. E não poderia haver inocência – no sentido de atuar com malignidade em relação a outro sem ter consciência do sadismo como escolha de seu livre-arbítrio – numa biosfera produzida pelo estado de caos da natureza no qual as forças maiores fazem não apenas o querem com as menores, mas possuem o dom natural da destruição , o qual se torna como o ódio natural na psique humana predadora, como a energia contaminada com o ódio como motivação natural para faze-lo, obrigatoriamente. Até a velha crença propagada de que os animais só matam para matarem sua fome foi desbancada com tantos vídeos mostrando tigres matando dez ovelhas, puxando apenas uma para comer no meio dos cadáveres deixados a apodrecerem. Na natureza o principio da ordem é uma força orientada para a construção e o princípio do caos é sua antítese dualística, uma forca orientada para a destruição. No meio tem o principio do equilíbrio oscilando entre os dois extremos, ora se definindo como “a direita”, quando pode embarcar comodamente na boleia das forcas devassadoras do caos, ora se definindo como “a esquerda”, quando se vê vitima das forcas do caos, misturando-se sorrateiramente no meio das forcas tendentes a ordem para orientarem-nas como ordenarem-se formando uma muralha protetora na frente aguentando as investidas do inimigo e incitando-as como exércitos ordeiros a contra-atacarem, sempre ficando na retaguarda.

O caçador nômade hominida era apenas um macaco assassino canibal e estuprador e quando transformou-se em humano emergiu com os mesmos instintos, como o dono de terras, enquanto sua antítese, o hominida agricultor era apenas o macaco menor comedor de bananas e raízes para ficar gordo e ser canibalizado, ou as ovelhas que ficavam trabalhando 24 horas por dia na rotina fabril de transformar grama em suculentos filets. O advento da civilização foi o despertar dos predadores de que era melhor se respeitarem e trocarem informações de estratégias de dominação das presas, começando nos primórdios da revolução comercial como as gangs de traficantes donas de territórios, e depois se unindo como a gang cada vez mais coesa na direção do governo mundial, um individuo só com muitas cabeças de serpentes como a Hydra de Lerna, o Big Brother do território global, onde se assentam na suas zonas de conforto de instintos inconscientes, os capatazes da classe media e a grande população de ovelhas felizes por terem pasto a vontade porque não percebem o que será feito e seus cadáveres além das cercas.

Desde que os predadores iniciaram esta ” cultura humana” ela foi orientada a caminhar crescendo numa ruela lateral desértica que se desvia da estrada principal da evolução natural. Porque assim como o excesso da masturbação matemática a faz se desviar da função de tradutora logica da senda da evolução natural logica, tornando-se imprestável nos horizontes mais amplos como o microcomos quântico e o macrocosmo galáctico, mas ainda sobrevive se masturbando por algum tempo porque inventa os imaginários para se agarrar na ilusão que criou ( distanciando-se ainda mais dos reais), que resultam nos cosmovisões iniciadas por Big Bangs ao acaso e espumas quânticas preenchendo o nada absoluto de onde veio o tudo, assim a masturbação intelectual dos pensadores da poltrona e ar condicionado como Rousseau, os conduz a imaginários como inocência primordial seguida de queda punitiva. Esse imaginário torna-se a verdade imposta explicando a condição humana contendo em si a pretensa impossibilidade de vencer a desigualdade. Ora, se se mantivessem fieis a sua natureza ouvindo-a como a única mestra confiável, não se cegariam para a cena dos hominidas se levantando como almas transformadas dos corpos dos macacos devido a inevitável chegada do principio da ordem que sempre se instala quando o caos exaure-se cansado e retira-se de cena, nos quasi-eternos ciclos evolutivos. Não sou eu nem a vontade de qualquer humano como Rousseau que determina as leis naturais, e sim a natureza, como a lei dos ciclos tendo decidido que a desigualdade entre os vivos neste planeta vai acabar. Porem, esta Lei natural é universal, portanto sua aplicação obedece a escala do tempo astronômico, o que para nós, microscópicos seres de tempo vertiginosamente acelerado, a justiça natural se torna uma insuportável lentidão.

( cont. a ler o texto e a critica)