O corpo humano nada mais é que uma maquina. Como é animado a funcionar, como e porque funciona? Como eu surgi dentro dentro desta maquina? Que sou eu?

Vou relembrar as perguntas que me fazia na selva que me conduziram a construir uma resposta teórica universal chamada “Matrix/DNA”. Primeiro as perguntas procurando explicar o meu corpo e eu.

Funciona desconectado do plug da eletricidade na parede, da mangueira de gasolina da bomba, não tem bateria interna, então de onde e como vem sua energia? Vem de bilhões de microscópicas baterias, espalhadas na maquina inteira, chamadas mitocôndrias? Vem também da energia no ar, pela respiração. Mas quando o pulmão está vazio, o que, ou quem, o faz se mover para sugar o ar e se encher? E quem, ou o que, é a força que surge quando o pulmão está cheio mandando-o se esvaziar?

Estou em pé no quarto ao lado de um corpo deitado na cama. Vejo a barriga sendo inflada e encolhida, presumo que a maquina está funcionando. Mas aquela maquina vai ficar inerte se eu não entrar dentro dela, na cabine de comando, e move-la. Mas o que é o “eu” que entra nela? De onde vim? Como apareci neste mundo? Porque não me vejo, não vejo nada do meu corpo, de que substancia ou matéria sou feito? Sou um fantasma, mas como um fantasma tem força para mexer com a matéria, mover esta maquina? O que existe de elo entre o fantasma e a maquina material? Fios?

Maquinas, motores, são ligados e desligados muitas vezes. A maquina humana só é ligada e desligada uma única vez na sua existência! Se ela existir por 80 anos, vai ficar funcionando 80 anos sem parar um minuto!

Na civiliazação lá fora, o mindset dominante é o reducionismo, que diz: ” Everything about the world can be explained by atoms and their interactions.”

Como disse o filósofo Paul Humphreys:
“The world is nothing but spatiotemporal arrangements of fundamental physical objects and properties. You and I, rocks and galaxies, toads and scrambled eggs are just processes, the successive states of which are spatial arrangements of elementary physical objects. These elementary physical objects, arranged in different configurations, account for all the astonishing variety that we encounter in our day-to-day lives.”

Those “fundamental objects” in Humphreys description are the elementary particles of physics: electrons, quarks, etc. So, the idea is that once you have made a list of all those elementary particles and once you know how those particles can interact (i.e., what forces they respond to), you are, in principle, done. Everything that can ever happen, everything that ever will happen is, in principle, encoded in that list of particles and their interactions.

If you know the fundamental entities and their laws, you can, in principle, predict everything that will or can happen. All of future history, all of evolution, is just a rearrangement of those electrons and quarks. In the reductionist view, you, your dog, your love for you dog, and the doggie love it feels for you are all nothing but arrangements and rearrangements of atoms. End of story.

Então peguei um pedaço de carne de capivara que estava secando no varal, numa mão, e na outra peguei um punhado de mistura de terra, pedrinhas, mineris, tudo mohado com agua. E fiquei pensando: “Este material de terra se transformou nesta carne. Tudo o que existe num corpo, numa maquina de carne, existe nesta porção de terra.

Sabe de uma coisa? Aos diabos o que a civilização lá fora acredita… eu não consigo acreditar… e vou procurar o elo entre o inicio nesta porção de matéria e o final neste meu corpo… e neste meu eu fantasma…

Recentemente tem despontado uma nova forma de pensamento, crendo que no meio da matéria e da matéria surgem fenomenos emergentes, que não seria produzidos apenas pelos tijolinhos dosreducionaistas e nem com suas interações.

“Emergence” is the alternative to this view. As philosophers Brigitte Falkenburg and Margaret Morrison put it, “A phenomenon is emergent if it cannot be reduced to, explained or predicted from its constituent parts… emergent phenomena arise out of lower-level entities, but they cannot be reduced to, explained nor predicted from their micro-level base.” From an emergentist view, over the course of the universe’s history, new entities and even new laws governing those entities have appeared. The key is evolution.

Mas então de onde veio esta força, este processo, este fenômeno natural. chamado evolução? Eles não me explicaram.

Então fui observar os nove meses da embriogênese de um corpo humano. Ali se vê a evolução trabalhando. Transformando uma bolinha microscópica inicial numa maquina super complexa. Evolução é um objeto chamado DNA. Certo. Bate com o que encontrei na selva. Porem, DNA é uma projeção materializada com anatomia, funcionamento, vida, tudo idêntico a uma onda de luz. Eles não percebem isso, e nem aceitariam isso. Quando desenho no papel o esboço dessa onda de luz funcionando como uma maquina, um sistema vivo, eu vejo o desenho do DNA e de tudo o que existe na maquina humana.

Não parei aqui, não acredito nas minhas teorias, agora me focalizo na busca de uma maneira de ver, tocar, materializar esta formula. Enquanto continuo de olho no que as outras formas de pensar – o reducionismo, os emergentes, etc – vão descobrindo, teorizando… o que me interessa é encontrar a resposta de como surgi dentro desta maquina, o que sou eu… Já percebi na embriogênese que o eu de todo baby surge aos 6 ou 8 meses vindo de fora do seu pequeno universo intrauterino, vem de seus pais, etc… Desconfio que 8 meses humanos corresponde a 13,8 bilhões de anos para o Universo, que aqui está ocorrendo uma embriogênese universal, cósmica, e isso me acalma um pouco satisfazendo em parte a explicação que busco. Mas preciso de provas…

( continuar este raciocínio. Foi daqui eu saltei do reducionismo para o holismo sistêmico)