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Qual a utilidade prática de uma nova cosmovisão como a Matrix/DNA e qual a utilidade publica de ter filósofos naturalistas como eu?

Monday, May 11th, 2020

Vale a pena viver a Vida? Se não, o mais racional para o rico é apenas se divertir até morrer, e para o pobre é suicidar-se logo de forma indolor. Se sim, ( o rico já respondeu acima que sim), eu pergunto ao pobre: porque é racional a você manter-se vivo nas suas condições de vida?

Todos os pobres a quem fiz a pergunta, imediatamente saíram fora do nível racional, entrando imediatamente no nível da fantasia metafisica ou mostrando estar condicionado mentalmente por esta cultura humana criada e inventada pelos mais fortes para fazerem o seu trabalho sujo.

Bem eu nasci pobre. Ainda dos piores, sem família e casa, criado ora nas ruas, ora temporariamente por algum parente. E quando cheguei por volta dos 20 anos muito sofridos, me fazendo essa pergunta, concluí que era mais racional preparar meu suicídio. Como escravo fugindo da senzala fui para morrer na selva amazônica, mas lá acabei achando algum ouro. Então, pensei que aquilo daria para comprar um terreno numa praia, fazer uma casa com um bar na frente, se não vendesse pinga num dia iria pegar uns peixes, encostar o burro na sombra gozando o resto da vida, e retornei da selva, vivo.

Mas enquanto viajava de hotel em hotel no litoral procurando o terreno e a praia, nas noites me sentava com cervejas e o fumo e ficava pensando, filosofando. Me voltava sempre a velha pergunta: “Vai valer a pena viver essa vida?”

Mas aconteceu algo na selva que, creio, me desconfigurou a rede neuronial que havia sido construída por milhares de leituras de todas as correntes do pensamento, religiões, e principalmente as informações fornecidas pela maioria das disciplinas cientificas, rede essa que eu de “o meu racional”. E acreditava que o meu racional era o mais perfeito e completo que pode existir, estava limpo de todas as misticas e teorias, exclusivamente embasado em dados realmente, cientificamente comprovados. Para mim continuava a conclusão de que me é indiferente viver ou não a experiencia de desocupado proprietário praiano e pescador até morrer. Nada faz sentido, nada tem proposito.

Agora eu não conseguia definir bem o que, mas algo na selva me abalou aquela certeza, me remexeu o racional, a ponto da velha pergunta mudar seu tom de racionalidade. Agora era:

” Vale a pena para as galaxias estarem assim, semeando a semente da vida em cada planeta dentro dela para frutificar naqueles que são de boa seara? Qual seria o lucro final, a vantagem, para as galáxias, na colheita dessa semeadura?”

” Tudo bem… as galáxias são tão irracionais como os pobres que perpetuam a vida plantando suas sementes e gerando rebentos sem qualquer lucro final e para desaparecerem todos um dia. Não é bem esta a questão interessante aqui. A questão que me angustia, me deixa inquieto surge quando troco o nome “galaxias” pelo nome “sistema astronomico”, e o nome vida, por “sistema biológico”. Agora estou limpando os conceitos metafísicos com que os humanos impregnam os fatos, excluindo a influencia do intelecto humano sobre estes objetos reais, para vê-los nus e crus tal como são. O que existe de comum entre a galaxia e sua cria é o fenótipo, ao qual damos o nome de “sistema”. Fica fácil aceitar que meus pais plantaram a semente que me trouxe à vida, aqui não preciso dizer que “corpos que são sistemas produziram uma semente que produziu um novo sistema, o qual é o meu corpo”. Sistemas é o fenótipo comum entre meus pais e eu, e sistemas é fenótipo comum entre o corpo da galaxia e o corpo de qualquer vivo.. Porque quando conserto as palavras devidas aos objetos, surge uma avalancha de perguntas que nunca me fiz antes, e nem mesmo nunca vi um filósofo ou cientista fazendo-as…:

“Como é a semente da vida?”

” Digo, qual sua constituição física?”

“Tem que ser algo parecido ( um grau menos evoluído) com o genoma, o DNA, o código genético biológicos. Mas onde está na galaxia, como é, como vem, transportado ou espalhado, pipocando de papoulas?”

“Porque essa diferença brutal entre criador e criatura, ou seja, entre o sistema galáctico e sua primeira criatura direta, o sistema celular ?!”

Não me refiro à diferença de tamanho, pois isto é mero problema relativista, e a natureza é expert em aplicar a nanotecnologia. Afinal ela não enfiou o corpo dos meus pais dentro de um microscópico saquinho cromossômico? Me refiro à diferença de grau evolutivo… Epa!… Heureka! Acabei de fazer uma grande descoberta: tem que haver um elo evolucionário entre galaxias e a primeira célula. LUCA? Mais um elo perdido para procurar-mos…

Bem, uma avalancha de mais perguntas me ocupavam até o sono vir de madrugada naqueles hotéis. Primeiro desconfiei que o revertério na minha configuração neuronial abalando meu racional pode ter sido produzido pelas noites na selva deitado numa rede no mais alto das arvores de onde eu via o céu mais estrelado do mundo ao mesmo tempo que via a escuridão da mata e minha vista ficava indo de um para outro enquanto delirava sob a febre malárica. A febre esquenta o cérebro, as sinapses ficam moles como macarrão e depois quando a febre se esvai os macarrões terminam conectados de diferente maneira… Isso já aconteceu na cabeça de outro filosofo, aquele que inventou a religião do Flying Spaguetti Monster… Raios, eu nunca havia pensado em galaxias… muito menos raciocinado que não pode existir outro criador da vida senão as galaxias.

É possível que a criação da vida pode ser por acaso, como estão ensinando nas escolas, mas este acaso só teve disponível as forças e elementos naturais disponíveis na galaxia, em nenhum lugar mais. Uma girafa não planeja dar a cria, ela surge por acaso, mas com material apenas da girafa… Ou seja, o acaso na criação da Vida é um acaso contido, na galaxia.

Bem… aqui desponta as respostas para as perguntas no título. Desisti de comprar terreno na praia, voltei para a selva, montei um restaurante num garimpo que me rendeu o suficiente para passar sete anos pesquisando na biosfera de natureza virgem na busca de qual foi a semente, como ela era, e como veio. Pois se a vida vale a pena ou não, depende de quem faz a pergunta. Se a própria vida ( através de um vivo como eu), ou se a galaxia, que a produz. A vida já encontrou sua resposta: não, não vale a pena. mas qual a resposta para a galaxia? O produtor? Talvez seja: ” Sim, a vida vale a pena porque ela me dá lucros, vantagens.”

Então porque vou ficar penando como o meio para um fim, e não partir para gozar o lucro do fim? Se eu descobrir qual a vantagem para a galaxia explorar a existência da vida, é possível que eu me apodere dessa vantagem. Ora, não vou ser a vida, vou ser o lucrador da existência da vida… Vou ser a galaxia, o criador, e não a criatura…

Aí sim, talvez valha a pena viver…

Brincadeira, eu estava apenas brincando. Assim como a carcaça putrefata dá sentido para a vida de um urubu, mas para mim não, talvez o lucro da galaxia para manter a vida não me apeteça. Talvez a vida seja para a galaxia o que o cosmético é para a mulher, apenas exibição de uma vaidade que desaparece. Eu pensei nisso mas claro, não faz sentido e releguei esse pensamento para o porão do esquecimento. Outra foi a motivação de eu investir tudo para procurar a tal semente. Na verdade foi uma: Filosofia. O vicio que faz a fraqueza dos filósofos.

Por fim, o filósofo naturalista tem uma intuição cósmica, parece-lhe que fisgou um novo fio da meada do Grande Mistério, então volta a colher todos os dados que a humanidade sabe de fato sobre a natureza real, desde o micro ao macro, desde o Big Bang aos dias de hoje, espalha tudo no piso do salão e ali vive e dorme por semanas, anos, mudando os cartões com dados de lugar, conectando-os de um jeito, desmanchando, conectando-os de outro, procurando montar o grande quebra-cabeças. Quando termina ele olha o resultado, o grande quadro final, e descobre: “Está aí uma nova forma de interpretar o mundo, as existências de tudo, uma nova cosmovisão que nunca foi pensada antes. E ela prediz novos eventos, ela sugere experimentos, porque ela é uma teoria racional.”

Foi assim o início de quase todas as grandes descobertas, das ideologias que moveram a humanidade até hoje. Darwin colheu tudo o que pode da selva e ficou 30 anos montando o quebra-cabeça e então pela primeira vez no mundo sua boca proferiu o nome: Evolução. O meu quadro me levou a balbuciar outro nome: A Matrix/DNA. Darwin teve sorte porque era privilegiado na corte britânica e sua teoria previu várias coisas que foram confirmadas, validando-a. A Matrix/DNA, não sei qual sua validade…

Estas teorias, como a Matrix/DNA, sugere uma grande quantidade de mecanismos e processos na natureza, que nunca se observou antes. E a tecnologia humana foi toda criada imitando o que a natureza faz. Mas acontece que a existência dos filósofos tem outra utilidade pratica. Por exemplo, a minha cosmovisão me presenteou com uma resposta super-racional para a pergunta: Vale a pena viver a vida?

A resposta foi de um tal valor inestimável, basta dizer que vivi super-feliz desde então e hoje se eu pudesse estenderia minha vida o máximo…”

E por mais complexa ou maluca seja uma cosmovisão, ela sempre atrai mais alguns. Estes serão picados pela mosca da resposta, e terão a mesma motivação para viver e serão lucrativos para a humanidade. Portanto, antes de embarcar na onda moderna de dizer que Filosofia e filósofos são inúteis, pense nisso.

Os filósofos parecem inúteis aos humanos normais, mas sem eles, a humanidade será inútil aos olhos do universo.

Wednesday, January 15th, 2020

O povo moderno não poderia se conformar observando a vida de um filosofo autentico, naturalista, e muito menos conseguiria ou se sentiria confortável tendo uma conversa com ele sobre o assunto em que ele esta desenvolvendo, pensando ou escrevendo no momento. mas em verdade vos digo, se não existirem estes filósofos, o destino da humanidade não será diferente do destino de todos os outros animais: a extinção do todo para sempre. As pessoas que compõem a humanidade estão presos no ciclo da correria para ganhar dinheiro, reproduzir famílias, gerações, construir mais e mais… e para onde leva todo esse ativismo? Geração apos geração é no final um ciclo redundante sem mudanças, a não ser aquelas impostas por um mundo externo que não suporta a vida por muito tempo num planeta. Perceba, por exemplo, que foi a atitude filosófica de um Newton observando e se inquirindo sobre a queda de uma maçã, e das inquirições de um Einstein observando os raios de luz descendo através das copas das arvores que conduziram os engenheiros mecanicistas a produzirem a tecnologia que levou o homem acima da Terra, para a Lua.

O filosofo existe fora dessa caravana de reciclagem, procurando meios para existir em outra realidade mais complexa e elevada. Ele, e apenas ele pode descobrir as saídas do ciclo mecanicista e desviar a caravana para subir montanhas, atravessar rios, chegar a outras paisagens. Somente ele pode encontrar os meios de transformar a especie rumo a sua transcendência.

Para você ter uma ideia de como funciona um filosofo naturalista, imagine-se chegando perto do filosofo quando ele estava refletindo e registrando por escrito suas reflexões, no artigo com link nexo. Como você iria conversar com tal cara sobre esse assunto? Que perguntas você faria?

Mas não deixe de raciocinar sobre o potencial transformador das descobertas feitas por ele e entenda como a humanidade na correria para a extinção pode estar se desviando dela para continuar a existir em “outra realidade mais complexa”. Isto para que você perceba a falta de sentido inteligente em você se deixar levar apanhado nessa engrenagem e seja a motivado a imitar o filosofo.

Porque todos os filósofos e cientistas famosos morreram frustrados mas satisfeitos

Friday, December 13th, 2019

Todos os filósofos e cientistas famosos morreram frustrados mas em paz, veja porque. A Verdade está assentada neste mundo como a imagem dos pensamentos no cérebro: em que um neurônio lança uma sinapse que atingem mil neurônios e os mil lançam sinapses que atingem milhões de neurônios, depois bilhões, cada pensamento sendo uma network complexa. O pensador inicia com uma intuição, um foco ( Einstein se focou na luz, Darwin na evolução, Kant na razão, etc) e ele cria tal empatia com o objeto do foco que não vê mais o mundo por sua perspectiva e sim pela do foco. Todos estes objetos vem da evolução iniciada no Big Bang e o pensador consegue mapear seus rastros evolutivos, obtendo uma nova versão da Historia Universal. Mas o Big Bang é a ultima fronteira da matéria, daqui ele não passa, então nunca desvenda as origens de nenhum foco. E quando ele observa o fio da meada daquela Historia ele vê que a cada ponto ocorreu uma bifurcação saindo um fio lateral por espaços não abrangidos na sua Historia. Aqui se vê a network de sinapses. Ele percebe que para ultrapassar a ultima fronteira terá que desvendar os ramos da Historia representados por cada fio ou sinapse, e sabe que é impossível fazer isto antes de morrer. Então aos 60 ou 70 anos todos caem na frustração, vão morrer sem ter desvendado a Verdade Ultima, mas vivem uma paz orgulhosa porque eles desbravaram o que ninguém mais fez, eles acrescentaram algo no grande mapa da Sabedoria.

Naturalism and Indispensability: Indispensavel pesquisa a fazer. Quine, o fundador.

Tuesday, September 17th, 2019

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Em uma pesquisa no link abaixo, me deparo com o seguinte texto, que suscita uma pesquisa mais profunda. Quine, foi correto ao criticar o método filosófico puramente racionalista da época dizendo que deveria evitar de ser essa coisa virtual para ser mais natural, e que a melhor teoria filosófica deve ser a melhor teoria cientifica.

Mas ele errou nisso por não perceber que as ciências humanas se desencaminham da rota naturalista e sua logica – como agora quando a Física domina impondo as leis do esqueleto ósseo sobre as leis da carne – e cabe a mim mudar isso relembrando que a melhor teoria filosófica deve ser a melhor teoria naturalista, que é aquela apontada puramente pela natureza, in loco, e interpretada pela razão pura tal como feita pela Natureza, passando pelos animais, etc.

https://plato.stanford.edu/entries/philosophy-mathematics/

3.2 Naturalism and Indispensability

Quine formulated a methodological critique of traditional philosophy. He suggested a different philosophical methodology instead, which has become known as naturalism (Quine 1969). According to naturalism, our best theories are our best scientific theories. If we want to obtain the best available answer to philosophical questions such as What do we know? and Which kinds of entities exist?, we should not appeal to traditional epistemological and metaphysical theories. We should also refrain from embarking on a fundamental epistemological or metaphysical inquiry starting from first principles. Rather, we should consult and analyze our best scientific theories. They contain, albeit often implicitly, our currently best account of what exists, what we know, and how we know it.

Putnam applied Quine’s naturalistic stance to mathematical ontology (Putnam 1972). At least since Galilei, our best theories from the natural sciences are mathematically expressed. Newton’s theory of gravitation, for instance, relies heavily on the classical theory of the real numbers.

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Segundo os acadêmicos, todas as bem sucedidas teorias cientificas são expressadas pela matemática, o que provaria – segundo eles –  que o idioma e a logica da Natureza  é a matemática. Mas isto esta errado e por isso o sistema social global esta no rumo do mecanicismo, do Brave New World robotizado, pois a matemática expressa as regras do esqueleto ósseo do universo, o qual tem outros níveis mais complexos com maior sofisticação das leis. Como poderia a formula da Matrix/DNA ser expressada matematicamente, se ela sugere que na Natureza, sua dinâmica é a mesma dinâmica da força do ciclo vital, e a matemática não pode captar e operar essa dinâmica…?

O texto abaixo fala disso:

” Putnam applied Quine’s naturalistic stance to mathematical ontology (Putnam 1972). At least since Galilei, our best theories from the natural sciences are mathematically expressed. Newton’s theory of gravitation, for instance, relies heavily on the classical theory of the real numbers. Thus an ontological commitment to mathematical entities seems inherent to our best scientific theories. This line of reasoning can be strengthened by appealing to the Quinean thesis of confirmational holism. Empirical evidence does not bestow its confirmatory power on any one individual hypothesis. Rather, experience globally confirms the theory in which the individual hypothesis is embedded. Since mathematical theories are part and parcel of scientific theories, they too are confirmed by experience. Thus, we have empirical confirmation for mathematical theories. Even more appears true. It seems that mathematics is indispensable to our best scientific theories: it is not at all obvious how we could express them without using mathematical vocabulary. Hence the naturalist stance commands us to accept mathematical entities as part of our philosophical ontology. This line of argumentation is called an indispensability argument (Colyvan 2001).