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Reencarnação?… Um Segrêdo Importante Sobre Nossa Existência que Nunca Tínhamos Percebido

sexta-feira, agosto 27th, 2010

( Êste artigo foi postado como uma questão no Fórum Ceticismo Aberto, categoria Ceticismo no endereço http://forum.ceticismoaberto.com/index.php/topic,315.0.html e a seguir vou aqui registrando o desenvolvimento da discussão)

A maioria das pessoas antes de morrerem passam por um período de dores devido ao envelhecimento do corpo ou de alguma doença por disfunção dêste. No leito da morte a consciência parece esquecer tudo o resto para se concentrar no problema do corpo, no incômodo de senti-lo débil e ineficaz, na vontade de fazê-lo funcionar direito. Portanto o corpo vai para o tumulo e se desfaz, talvez a mente tambem se desfaz, mas é certo que a ultima coisa que morreu foi uma vontade: a vontade da consciência de penetrar a carne do corpo, de descer ao nível de órgãos, celulas, e com as mãos ou chaves de fenda, refazê-lo melhor. Se alguma coisa sobrevive à morte, com certeza estará impregnada com essa vontade.

Isto me faz lembrar a história da evolução do computador. Começamos com o ábaco que deu a idéia para a máquina de tear a qual deu a idéia para a máquina de calcular, a partir da qual conseguimos fundir a idéia na forma de software conectada ao corpo da máquina na forma de hardware. Desde então a primeira geração de hardware multiplicou nossa capacidade mental cuja mente imaginou novas possibilidades para as quais necessitava melhor hardware, tendo pôsto a velha geração no lixo e ressurgido com uma máquina melhor. Um corpo melhor.

As duas histórias são idênticas: hardwares, sejam de aço e plástico dos computadores ou de carne dos humanos sucumbem, mas dêles o ultimo a perecer é a idéia, a intenção de um hardware melhor. Se os dois roteiros são idênticos, então porque não existiria para nós humanos a situação em que na deposição de um corpo, nossa mente na forma de idéia, ressurge em outro corpo sendo formado, com mãos ou chaves de fenda fazendo-o um grau melhor? Para nêle a idéia habitar? Re-encarnação. Nós assistimos e vemos este fenômeno como real através dos nossos computadores. Nós sentimos e vimos êste processo real através da evolução das espécies. Não seria ele real em relação a nós mesmos? Por que não?!

 Eu acho que existe racionalismo suficiente para de alguma maneira procurar-mos investigar essa possibilidade cientificamente. O que deu a uma simples enzima a capacidade de identificar o ponto exato no ADN, numa longa cadeia de bilhões de átomos, e corta-lo justo ali, quando se precisa da confecção de uma proteina?! O que deu ao Windows a capacidade de identificar na memória de um computador o ponto exato onde ativar para se escrever um texto do word? Senão um software desenvolvido sobre os ombros de um computador da geração anterior? Também é por esse motivo, dentre centenas de outros, que a  Teoria da Matriz Universal/ADN está pesquisando a possibilidade de todo o Universo ser uma composição entre hardware e software. Re-encarnação é uma idéia que não me agrada – ao mais extremado materialista em que me tornei para desenvolver o raciocinio que levou aos modêlos da Matriz. Também não me agradava na infância quando vivia ouvindo as crenças entre familias católicas. Mas não estou aqui para fazer o que me agrada. Se estivesse, jamais teria me dirigido ao inferno da selva amazônica. Estou aqui em busca da Verdade, doa-me o quanto doer!

                                                                 FIM

Discussão no Fórum:

“There must be some way out of here…

« Responder #1 : 28 de Agosto de 2010, 11:34 »
 

Pelo mesmo motivo que vc compra um novo software, e não ‘reencarna’ o velho em outro hardware, embora eles compartilhem linhas de codigo em comum, ambos não tem consciencia, sistemas mecanicos não tem consciencia, e ainda estão longe de ter.
A grande maioria dos sistemas biologicos também não tem consciencia, conhecemos apenas uma meia duzia de criaturas que aparentam possuir fragmentos dela. Não faz sentido falar em reencarnação para nenhuma dessas entidades, reencarnação pressupõe transferencia de experiencias unicas vindas de um organismo anterior. Sem duvida sera facil ‘reencarnar’ uma IA c/ consciencia pq seram impulsos eletricos que podem ser tranformados em codigo binario (ou qualquer outro).
Agora isso não funciona c/ seres biologicos, quando morremos nossos impulsos quimicos e eletricos, se apagam, o hardware se desmancha, não existe nenhuma tranferencia magica de dados, pq não existe nenhum receptor, e mesmo que existisse o cerebro não funciona como um transmissor de dados, nossos transmissores de dados se chamam ovulos e espermatozoides. E tem funcionado mto bem.
Portanto, ignorar a hipotese da reencarnação é sem duvida a atitude cetica mais sensata c/ o conhecimento que possuimos hoje.
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« Responder #2 : 28 de Agosto de 2010, 21:52 »
 

Oi, Anderson

Os casos investigados por Ian Stevenson e diversos outros mostram que há sim receptores, e que a transferência ‘mágica’ de dados ocorre, embora ainda não se saiba como!

http://journals.lww.com/jonmd/Citation/1988/12000/Three_New_Cases_of_the_Reincarnation_Type_in_Sri.8.aspx

Compare a evidência para a deriva continental. Weneger não sabia como os continentes se moviam, mas ele forneceu excelentes evidências que se moviam! No entanto, a falta de explicação para um mecanismo levou os cientistas da época a ignorarem sua hipótese, e mesmo ridicularizá-la. Ignorar a hipótese para a reencarnação apenas porque não conseguimos pensar num mecanismo para ela é cometer o mesmo erro do passado.

Um abraço.

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Membro Jr.
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Mensagens: 62
« Responder #3 : Hoje às 22:22 »
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Anderson, obrigado pela crítica construtiva. Esta relação entre software e hardware tem-me perturbado muito porque nada entendo de engenharia computacional e não estou tendo tempo de estudar a fundo o tema. Parece-me que vemos a coisa por angulos muito diferentes, que não se cruzam.
 
Quando você diz “vc compra um novo software e não reencarna o velho em outro hardware” você saiu totalmente fora da linha de pensamento que tentei expressar no texto. Não estou me referindo a software pronto e registrado num disco, mas sim ao comando de instruções que nasceu e vem sendo desenvolvido dentro do consciente coletivo da humanidade, o qual não se materializa no hardware mas emite uma força que atua no hardware organizando os fluxos da energia. Não sei como isto é feito técnicamente apenas tenho vaga idéia das portas “in” e “out”, do código binário formado através de 8 portas… e algumas cositas más. Algo me sugere que a fonte do comando de instruções que se materializa como diagrama de software é uma entidade diferente e separada do reino mecânico do hardware. Você consegue entender esta confusão e esclarece-la?
 
Quanto a alguns sistemas biológicos não terem consciência, nossas teorias também discordam. Meus modêlos sugerem que a atual auto-consciência humana é mero produto da evolução do pensamento continuo dos primatas, o qual vem dos instintos animalescos, os quais vem das propriedades dos sistemas não-biológicos termo-dinâmicos, os quais vem de uma propriedade fundamental que define sistema natural: aquela porção de informação que emerge da interação entre as partes consistindo da “fuzzy logic” e que excede a soma das informações contidas nas partes. Se estiver correta esta teoria, está comprovada a intuição do filósofo que disse: “a alma dorme na pedra, sonha no vegetal, acorda no animal e desperta no homem”… apenas considerando que a pedra significa os primórdios do Universo. Mas em termos de evolução universal cosmológica isto pode ser visto como um mero processo de reprodução, da mesma maneira que quando eu era mera mórula depois uma blastula, depois um feto, e ainda como um embrião a minha consciência ainda não havia se manifestado mas ela já estava pré-determinada pelos meus criadores.

Quando você diz que reencarnação pressupõe a transferência de experiências vindas de um organismo anterior tambem não é o que penso e não é o que a doutrina da reencarnação ( não sou adepto pois acho que não explicam pontos fundamentais, apesar de que dizem que os espiritos ainda tambem continuam a buscar e aprender), escreve em seus livros: as experiências compõem uma entidade separada que se desenvolve em paralelo aos organismos. A mente de Bill Gates desenvolveu o Windows baseando-se nas experiências da mente de seus antecessores e não nas experiências do corpo de seus antecessores jogando futebol. Mas ninguëm sabe ainda quem está certo.

Você diz que quando o cérebro-hardware se desmancha não existe transferência mágica de dados. Eu também nunca vi nada mágico acontecer. Mas quando o hardware de computadores de uma geração são descartados e um novo é fabricado existiu sim, transferência de dados. A roda não é reinventada a partir do zero. E não são óvulos e espermatozóides que transmitem os dados de uma geração para a próxima: isto é feito pelo ADN, o qual apresenta uma parte concreta ou hardware composto de moléculas arranjadas numa forma de código por um invisivel “comando de instruções”. Sabemos que o comando de instruções que arranjou as peças e chips na nova geração de computadores veio de uma fonte ( a mente de Bill Gates e outros) que é de uma substância existente fora e alem do reino mecanico do hardware. E louco será você se acreditar que já conhece tôdas as substâncias existentes no mundo. De maneira que pudesse provar que não existe nenhuma substancia depositária das experiencias acumuladas das porções de informações que não existem nas partes dos sistemas mas que configuram a existência de sistemas, e que ao mesmo tempo pode utilizar o estoque de experiências como um comando de instruções. Como tambem louco seria eu se afirmasse que conheço tal substância.

Enfim, precisamos lembrar que nossas teorias e visões de mundo são construídas pelas nossas experiências com o mundo externo mais aquelas que relatam nossos ancestrais e que acreditamos nelas. Eu presenciei experiências diferentes das suas, o importante é trocar-mos experiencias com honestidade. Por exemplo presenciei uma pessoa totalmente analfabeta revelando comportamentos e relatando coisas curiosas anormais. Quando tentei hipnotiza-la e fazer a regressão mental ao estágio intra-uterino de repente ela mudou a fala e começou a relatar cenas que dizia ver dentro do meu corpo porem descrevendo estrêlas, buracos negros, etc. Curioso desenhei tudo isso para depois na pesquisa perceber que o quadro descrito por ela era da mesma substância dos quadros descritos e registrados nas escrituras dos orientais a 5.000 anos atras que falam da existência dos chakras, kundaline, etc. – matéria na qual tudo li, mas nunca tive opinião própria a respeito. Mais curioso é que o quadro final do analfabeto completando o quadro dos orientais com seus  novos acréscimos se revelou como sendo simplesmente a figura de uma secção do ADN! É como se nosso ser se resumisse a bilhões de minusculos ADNs biológicos em volta e prestando culto a um enorme ADN não-biológico que vai dos nossos quadris ao topo da cabeça. As duas serpentes de kundaline nada mais seriam que as duas hastes do ADN e os sóis no meio das duas hastes nada mais seriam que os grupos de bases nitrogenadas.

Mas como um individuo a cinco mil anos atras e na Ásia relata a mesma visão absurda que um nativo da Amazônia e cinco mil anos depois?! Não acredito em auras e perispiritos,  não quero acreditar nisso porque não vejo racionalidade entre o mundo caótico e nojento que presencio sob o comando de tal entidade poderosa que não seria racional como eu, quero acreditar que a experiencia não passou de um dos delirios que tive na selva produzidos pela malária, mas tenho certeza que foi real e tambem não consigo tirar essa peste dessa imagem da minha cabeça. Pois se isto existisse de fato, estaria aí o seu enigmático depositário de softwares-almas responsavel pelos invisiveis comandos de instruções que existem no ADN, no corpo humano, e por extensão através da mente humana, nos computadores. Como disse, tudo é relativo e nossas visões dependem de experiencias privadas que nem sempre podem ser repetidas e demonstradas mas a pesquisa em bases científicas tem que continuar. Abraços… 

 

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Membro Jr.
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Mensagens: 62
« Responder #4 : Hoje às 23:18 »
 

Vitor Moura,

Ótimo link e a notícia de que tal tipo de matéria seja publicado num respeitável jornal de ciências.

Mas como disse, a pesquisa deve continuar sem que façamos julgamentos sôbre os fenômenos. Que o relato das crianças sôbre vidas de outras pessoas no passado seja indício de reencarnação tal como entende a doutrina espirita ou o autor Ian Stevenson pode ser uma precipitação nos conduzindo ao êrro. Podem haver processos ou reinos desconhecidos na Natureza que seriam responsáveis por tais relatos, sem ser um processo de reencarnação.

Por exemplo, tive uma namorada que vivia apresentando comportamentos anormais que espiritas diziam ser próprios de uma médium. Certa noite estávamos jantando num restaurante quando de repente ela se sentiu sufocada, perdendo a respiração, segurando a garganta, olhos lacrimejando. E nada dizia, apenas grunhidos. Apavorado corrí a bater nas costas dela e pedindo para ájudarem a leva-la ao carro, porque pensei que ela tivesse se engasgado com o caroço de uma azeitona. Mas como tudo começou, tudo terminou de repente, ela voltou ao normal e pediu-me para sentar tranquilo. Seu relato: “alguém, uma mulher estava sendo afogada em alguma praia aqui perto, eu captei tôdo seu desespero, isso acontece sempre, às vêzes vejo no noticiário que a coisa realmente aconteceu…” Na época eu era cético ao extremo e ignorei o que ela disse, se fôsse hoje teria investigado melhor.
 
Para sua informação, esta mulher foi alvo de pesquisas e experiências numa universidade gaucha devido ocorrências registradas incomuns. Mas o caso suscita uma dúvida. Ela estaria captando a experiência de vida de outra pessoa, sem no entanto haver reencarnação. Não seria o mesmo caso das crianças de Sri Lanka? Se sim, haveria algum tipo de consciência planetária constituída de pequenas porções de consciência em cada cabeça humana, algo como o inconsciente coletivo de Jung ou a camada de consciente coletivo de Teilhard di Chardin? Ou ainda que tal a Teoria das Correntes das Noures, de Pietro Ubaldi? De maneira que uma porção de consciência dentro de uma cabeça poderia se projetar para dentro de outra cabeça à distância? Isso não nos remete a lembrar que existe algo similar, o chamado entanglement quântico? Devagar com o andor. Abraços… 

 

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