Num Sonho, o Proposito da Matrix/DNA

xxxx

Como tentei e porque não consegui mudar o mundo.
Conheci pessoalmente o comandante militar que combateu e dizimou os 60 guerrilheiros do Araguaia nos anos 70, O Major Curio’. Eu estava trabalhando na Câmara dos Deputados Federais em Brasilia ( cavei o emprego porque queria derrubar a ditadura a partir de dentro dela), e o gabinete na frente do meu era do major que foi eleito como Deputado. Seu gabinete sempre cheio de garimpeiros, principalmente de Serra Pelada na Amazônia. Eu já havia vivido na Amazônia central, iniciado minhas pesquisas sobre os sistemas da biosfera, queria retornar, e as longas conversas com o assessor militar do deputado contando sobre os planos dos guerrilheiros em separar uma parte da Amazônia e fazer um sistema social, econômico, diferente, me fez mudar a ideia de derrubar a ditadura para me juntar ao povo que foi catequizado pelos guerrilheiros e continuar o plano com outra estrategia.
Fiz amizade com o sobrinho e assessor do Curio e consegui entrar na comitiva que foi fazer um discurso em Serra Pelada. 80.000 homens de todas as partes do Brasil, com algo em comum: uma desesperada ambição por dinheiro, ouro.
Nos primeiros dias observei o esquema, tive uma ideia, escrevi um projeto: Desenvolvimento Auto-Sustentável para Criação de Municípios Extrativistas na Amazônia. Os Funcionários do Departamento de Minas e Energias – diga-se, homens da ditadura do Curio – apreciaram o projeto, ficaram com ele, me gratificaram com a concessão de um grande terreno ao lado da mina para instalar um restaurante e hotel. Era para ficar rico em pouco tempo. Construí o negocio, botei um gerente e sai fora, ora na mata fazendo minha pesquisa, ora na aldeia onde comecei a atuar no plano social, pois a miséria ali era degradante. Construí uma escola e descobri que meus setecentos alunos adultos eram muito acessíveis a serem voluntários para obras que beneficiassem a comunidade. Criamos uma prefeitura, botamos energia elétrica, água encanada, caminhão recolhendo lixo, me obrigaram a ser o “prefeito”, asfaltamos ruas, assumimos e ampliamos o hospital, tudo na base do mutirão e doações. Eu fui um prefeito que botava dinheiro do lucro do meu estabelecimento na prefeitura para pagar nossos salários de funcionários e mante-la funcionando. 
 
De repente descobri que ali poderia conseguir realizar o sonho dos guerrilheiros mortos: separar do pais um território do Amazonas e construir um novo tipo de sistema social, econômico, politico. Pois eu estava dentro de quem iria nos combater, a turma do Curio, então, como espião saberia todos seus planos contra nos. Pois eu contava com muitos milhares de homens que tinham em mim confiança absoluta e eram abertos para este tipo de revolução. Nos possuía-mos a maior mina de ouro –  com calculadas 400 toneladas ainda a extrair. E eu tinha descoberto na selva a formula natural que ou Deus ou o Diabo usou para criar todos os sistemas funcionais do Universo, de átomos a galaxias a cérebros humanos. E eu tinha a formula no seu estado de extrema perfeição. Baseado nela desenhei no papel a cidade utópica, calculei tudo como seria um sistema social humano perfeito para todos.
 
Enquanto trabalhava este plano e conversava com os homens, houve uma surpresa: cresceu o olho da aristocracia dominante que usou a Vale do Rio Doce para influenciar o governo a nos expulsar da área, militarmente. Ordenaram suspender a mineração e nos deram um prazo rápido para sair. Ao menos eu e mais três mil homens juramos morrer juntos lutando, porque vivos não íamos sair de la’. Fomos falar com o Major o qual disse que na verdade capitalistas estrangeiros e nacionais haviam investido 12 bilhões no Projeto Carajás, e quando souberam do ouro de Serra Pelada ali perto, mudaram o mapa do projeto para por a nossa mina no meio, e pressionaram o presidente da ditadura, general Figueiredo, dizendo que a mina pertencia a eles. O major disse que nem ele nem o Figueiredo queriam obedecer os larápios, mas não tinham alternativa, a não ser que… Que houvesse resistência, mortandade, e a intervenção dos Direitos Humanos das Nações Unidas. Resultado?
 
Ora qual poderia ser o resultado se tinha um espião dentro do centro de decisões dos dois lados de uma Guerra? Fariamos uma revolução paralisando todas as rodovias dos cinco estados, aeroportos, águas navegáveis, dirianos aos repórteres internacionais que la’ estavam que na mata estava havendo confrontos e mortandade e… assim o Figueiredo respondeu aos larápios que não poderia atuar por ser uma grave questão social. A mina foi reaberta quando se juntaram garimpeiros e militares no que foi o maior churrasco do mundo, regado a 80 bois e carros-pipa distribuindo chopp a 100.000 pessoas.
 
Porem para mim houve uma outra surpresa mais importante e muito desagradável. Coloquei meus 3 mil alunos em caminhões e mandamos para a cidade de Paraopebas cercar o Projeto Carajás. Porem os homens tomaram a cidade, invadiram bares e se embriagaram. E começaram a fazer barbaridades com os estabelecimentos e a população e da Serra perdemos o controle sobre eles. Então o Major disse: “O difícil não e’ por esse povo numa briga. O difícil e’ tirar eles dela. Agora vocês se viram, vão la’ parar aqueles homens!” Conseguimos a duras penas mas notei que os homens haviam mudado, o sucesso e conhecimento do poder alteraram suas cabeças. Tornaram-se arrogantes e nao concordavam com meus apelos a disciplina.
 
Em seguida notei que a multidão de voluntários se esvaziava e pior, os serviços e instalações publicas que montamos estavam sendo tomados por grupos ou indivíduos particulares, tal como fizeram os bolcheviques lideres na revolução russa ( e os petistas no Brasil). Tive que entrar no Conselho Fiscal da Cooperativa Administradora que havíamos criado para administrar a mina e, na surdina, passando informações contábeis dos roubos praticados `a Policia Federal tiramos do poder o presidente e seus 40 pistoleiros de segurança. Ate’ hoje tenho pesadelos ouvindo o zunir de balas passando nas minhas orelhas no meio do tiroteio.
Arrumei minha mochila e fui embora para o meio da selva para nunca mais voltar ali, mesmo porque descobriram ouro embaixo do meu prédio e destruíram tudo, eu nada mais tinha ali. Como tinha doado todo o lucro do negocio, sai de la’ sem um centavo…, mas valeu a pena a experiencia, o aprendizado, as muitas fortes emoções…
 
Foi então que aprendi o que ocorreu com Che Guevara no seu fiasco revolucionário na Bolívia, com Karl Max e seu fiasco final, e com os intelectuais como Trotsky and Tolstoi na revolução russa. Max usou a cabeça e ao invés de pegar a baioneta e atacar homens, resolveu atacar o conceito “capitalismo” dentro das cabeças dos homens. Escreveu o gigantesco Das Kapital desmascarando cada detalhe do capitalismo. Colossal erro, penso eu. O capitalismo e’ o efeito, as consequencias. Nao adianta podar os galhos de uma arvore que produz frutos doentes se a doenca vem das raizes. E’ preciso cavar, descer as profundezas das raizes e inserir os elementos corretores. Assim como eliminar os capitalistas seria destruir as frutas doentes ainda na arvore para ver ao lado outras surgindo com a doenca. Os intelectuais russos aproveitaram o ataque ao conceito e resolveram completar com o ataque `a baioneta, puseram o povo no poder e se arrependeram amargamente, pois ao invés de terem amigos progressistas com quem trocar ideias intelectuais e progredir cientificamente, o povo queimou seus livros e lhes forçaram a ler revistinhas de humor e sacanagem. O império soviético caiu… mas porque?
 
Então descobri que não funciona apenas atacar o capitalismo, nem atacar `a baioneta o homem que carrega a ideia, pois o que nada adianta e’ por o povo no poder. Era preciso antes de tudo, cavar o cerebro humano e alcancar o subconsciente que criou a visao de mundo que criou todos os equivocados sistemas sociais, do capitalismo ao comunismo. Pedir inspiracao ao insconsciente libidinoso de Freud, ao sub de Jung, a camada do consciente coletivo de Gaia de Teilhard Chardin, e ate mesmo as nourees, as ondas de pensamento de Pietro Ubaldi. Eu acredito saber qual o elemento corretor a inserir nestes subterraneos: a formula da Matrix aberta que esta encriptada em ondas de luz. Porem como nao posso manipular essa luz, resta-me atacar e desconstruir a cosmovisão, a visão de mundo que cria culturas que inventam capitalismos, feudalismos, monarquias, e comunismo. Esta visão de mundo veio da herança da carga genética e instintos recebida dos animais, um ancestral que era meio predador carnívoro e meio-presa vegetariana. E depois foi burilada pelos predadores humanos para manter o domínio sobre as presas humanas, com estrategias como as religiões, a divisão do trabalho e das terras, as constituições nacionais das leis boas para os sistemas perpetrados por eles, etc. Era preciso exorcizar, antes de mais nada, os três instintos da psique humana: a tendencia para grande predador ( que criou a classe dominante) ou para médio predador ( que criou a classe media) e a tendencia para presa ( o povão inerte, passivo, anti-evolucionista, despossuído e escravo). Nessas culturas as interpretações imaginadas pelos homens, de todos os fenômenos naturais reais, estavam deturpadas, erradas. Observei isso quando descobri a formula natural dos sistemas na selva, a qual re-interpretava todos os fenômenos e eventos naturais por uma perspectiva diferente. Assim nasceu a Cosmovisão da Matrix/DNA. E por isso todo dia publico mais um artigo desmascarando um fenômeno natural sob a luz da formula que veio do alem deste Universo numa onda de luz emitida pelo Big Bang. Muita gente não entende porque faço isso, assim como ninguém entendia na Serra Pelada porque eu ignorava a corrida pelo ouro e ficava cavando buraco para fazer escola, etc. Entendeu agora?  Na selva eu fracassei porem o governo assumiu o hospital, assumiu a escola, reconstruiu-a e hoje tem 1.200 crianças estudando, ficou e floresceu algumas das minhas semente. Sei que vou morrer e fracassar de novo, porem, a cosmovisão  e seus efeitos esta’ pululando na Internet livre onde sementes boas são indestrutíveis, tenho a esperança de que também floresça alguma…    

Tags: