A Mente É Uma Substância? Está a Um Passo Nessa Confirmação a Matriz/DNA

Dentro do cérebro acontecem cenas semelhantes às que vemos no céu: estalos de relâmpagos onde raios de energia se ramificam e se desfazem na substância gazoza das nuvens. Se aqui uma árvore com suas longas raízes submersas no solo atraem raios, no cérebro um neurônio com suas longas dendrites atraem os sinais elétricos das sinapses. A semelhança das cenas não é mera coincidência. Foi essa Natureza com raios e trovões que produziu o cérebro e logo, filho de peixe, peixinho parecerá.

Mas não temos os sentidos evoluídos para visualizar de fato o que são os nossos pensamentos, nossa mente foi fecundada ainda ontem nos tempos astronômicos e as ultimas notícias que nos vem das Ciências Neurológicas indicam que ela começou a apenas 200.000 anos atrás. A auto-consciência humana ainda não tem ou não ativou sua própria percepção visual para ver sua imagem refletida num espêlho, portanto se encontra na situação ainda, ou do feto que se forma, ou do recem-nascido que ainda não abriu os olhos e não tem idéia de como é seu corpo.

Mas temos a intuição de que nossa mente não é uma substância comum, palpavel e visivel aos nossos olhos nus. Ela representa mais um grande salto evolutivo, daquêles explicados por Steven Jay Gold em sua teoria do “puntuactun equillibrium”.

Como a Natureza produz novas substâncias que nunca existiram antes ao menos nestas regiões do tempo e espaço? É fácil entender se relembrar-mos como a Matriz/DNA explicou a origem da vida, ou seja, dos sistemas biológicos. Antes o mundo aqui era apenas constituído de esferas astronomicas organizadas num sistema mecânico porque, nossos ultimos ancestrais não-vivos, os sistemas astronomicos, foram confeccionados apenas com os estados sólido e gasôso da matéria. As relações e interações entre êles se resumiam às reações nucleares, radiações, jôgo de fôrças eletro-magnéticas, as quais, em seu conjunto, resultavam num sistema extrema e exclusivamente mecanizado, como o mecanismo de relógio Newtoniano. Mas como explica a Matriz/DNA, êstes sistemas estelares em suas interações produziram novas espécies de astros, como os quasares, pulsares, buracos negros, e daí se montou os sistemas galácticos. Ora, nossos modêlos dêstes sistemas revelam tôdas as premissas ou principios das propriedades vitais que surgiriam mais tarde, desde os processos digestivos à engenharia da reprodução sexual. Portanto as máquinas Newtonianas receberam uma cobertura biológica e estas produziram nas superficies de alguns planetas um novo estado da matéria, nunca existido antes: o líquido. Do liquido se originaram as reações químicas que produziram a “soft matter”, a matéria flexível, maleável, modelável e no fim todos sabemos o resultado; sistemas galácticos geraram sistemas celulares, à sua imagem e semelhança. Filho de peixe, peixinho parecerá.

A caverna puxou os trogloditas e gorilas para um convivio nuclear de cujas reações houve um salto evolutivo mental, e apesar de ainda não entender-mos como foi êsse processo, surgiu daí um novo estado da matéria, e com ela, essa ainda menina-criança que é a auto-consciência humana. Mas quando descemos mais no passado, esclarecidos agora com essa cosmovisão da Matriz/DNA, e munidos do conhecimento do elo entre a vida e a não-vida, não apenas chegamos a um Big Bang biológico como tendo sido um evento semelhante à fecundação reprodutiva, como tambem continuamos além, saímos das fronteiras do Universo e vamos ver os ancestrais da matéria, vórtices fantasmagóricos quânticos, funcionando como bits-informação ou genes do sistema que gerou êste Universo material.

Parece-nos estar-mos dentro de um Ôvo Cósmico, onde a matéria perceptivel seria a placenta, a matéria escura seria o amnion, e nós, sêres pensantes, os genes de nosso futuro e unico corpo… mental! Aleluia!

O problema é que tôda essa História Universal semelhante ao que acontece dentro da barriga de uma mulher grávida indica com fôrça intrigante que aquêle sistema criador misterioso já era… inteligente! Porque pai de peixinho, também peixe parecerá, e se somos como peixinhos inteligentes…

Portanto,  ou provavelmente, o sistema extra-universal, ex-machine, era, ou ainda é, auto-consciente, também deve ter uma substância mental, a qual talvez banhe todo o Cosmos como um oceano. Mas suas relações conosco devem ser naturais, sem milagres, e estamos sujeitos aos imprevistos assim como estávamos quando éramos embriões ainda no útero materno. Nosso mundo não parece ter sido inteligentemente desenhado, assim como os pais geradores de um embrião humano não precisaram de inteligência e não a aplicaram para fazê-lo, mas eram inteligentes.

No final disso tudo resta a dúvida: parece mesmo existir uma substância mental como as nuvens no céu, parece que ela é uma substância quase abstrata apesar de ter fôrça para atuar sôbre a matéria, movendo, dirigindo, nosso corpo material, mas teria ela sido criação ao acaso da matéria aqui ou teria ela uma existência extra-universal como uma dimensão à espera de que atingíssemos o grau evolutivo de sistemas biológicos para então se encarnar? Seria a subst6ancia mental uma espécie de característica herdada mas retrógrada, como daquêles genes que entram em ação mais tarde, produzindo bigode nos machos e ovulação nas fêmeas?

Enquanto essa questão me ocupa os pensamentos dia e noite, me fazendo às vêzes na pia do banheiro botar o creme dental no pente e lambuzando os cabelos, minhas mãos tentam trabalhar com os instrumentos disponíveis cada vez mais sofisticados na tentativa de alcançar essa substância. Mas precavido pela Razão de que posso retornar dessa busca deprimido com a possível prova de que ela não passou de mero sonho esperançoso de possuir uma alma que prolongue ao infinito nossa existência.

Certo que estamos abandonados nesta vida solitária mental e sujeitos a tragédias e predadores monstruosos, mas isso sempre aconteceu com todos nossos sistemas ancestrais. Até mesmo nas galáxias o ciclo de existência de um astro passa por duas fases: a primeira onde se vê como ôvo botado fora e abandonado à própria sorte flutuando nos frios espaços interestelares e a segunda onde se descobre que na verdade nunca fôra abandonado, que nunca saíra fora do sistema que o gerou, e que se vê confortavelmente instalado e protegido sob as asas gravitacionais de uma estrêla que o acalenta e o amamenta com sua energia radiosa. Nossa esperança é que a realidade daqui seja a mesma realidade do antes e alem das origens dêste Universo, que apesar de estarmos momentâneamente sujeitos aos desatinos das monstruosidades na matéria que talvez nossos próprios ancestrais ainda não biológicos criaram, na verdade nunca tenhamos sido abandonados por uma possível substância mental que exista naquela realidade além das dimensões quânticas. Oxalá! E graças meus pais extra-universais, pela nossa inteligência, que assim mantem esta vida como uma aventura interessante.

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