O Trabalho do pensar aumenta minha consciência distanciando-me do passado animal. E você?

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( Este longo texto com tanto palavreado é resultado da busca de uma técnica para desenvolver a mente dos que a mantem estagnada. E para manter o desenvolvimento da minha mente, justificando o investimento de tempo e energia na técnica que aplico)

A maioria dos humanos são os seres do pensamento curto. O cérebro tem uma capacidade instalada para produzir o pensamento longo, mas a maioria dos humanos querem se conservar mantendo-se como pensamentos curtos, por conveniência. E’ mais vantajoso na luta pela sobrevivência e no maior gozo dos prazeres da vida.

Mas pelo ponto de vista da natureza universal, ela sabe que essa atitude não é a escolha mais inteligente. Primeiro porque, se esta escolha é vantajosa para o momento, a curto prazo, ela traz consigo a ameaça da extinção definitiva da espécie humana, a longo prazo. Segundo porque o pensamento curto mantem o ser limitado dentro de uma muralha que cerca uma região curta do espaço e do tempo, como o gado preso num pasto cercado por arame farpado, sem nunca saber o que existe alem do pasto. A natureza universal vê tudo, ela sabe se alem do pasto existe mais coisas boas e ruins para o ser humano, se existem frutas suculentas melhor que a grama, e se existem feras predadoras. Em todo caso, ela também sabe que o ser humano tem capacidade cerebral instalada para, se saltar a cerca, destruir as feras e ficar com as frutas. Ela sabe que aquele pasto não sera mantido eternamente, o planeta esta se transformando, que todo gado preso dentro do pasto vai ser extinto para nunca mais voltar ‘a vida.

Mais ainda que o ser humano, quem tem o pensamento mais curto são todos os outros tipos de animais. Para sobreviver aqui e agora, os outros animais são os mais práticos. Agem mais rápido e com mais eficiência na fuga de um predador e na detecção de um alimento. Então somos conduzidos a deduzir que praticidade e pensamento curto são sinônimos. Mas depois que surgiu a especie humana, constatou-se que esta prolongou o tempo dos pensamentos e isto trouxe uma vantagem em relação aos que ficaram no pensamento curto: os humanos conseguem mais facilidade no acesso e obtenção do alimento e tem mais poder para vencer as feras predadoras, inclusive as microscópicas, como vírus e bactérias que causam as doenças. Isto ocorre porque no homem emergiu uma capacidade cerebral maior que denominamos “inteligencia”. A inteligencia produz a tecnologia, esta a causa das vantagens atuais dos humanos. Então somos conduzidos a deduzir que pensamentos mais longos se tornam em mais inteligencia.

Mas o que fez a espécie humana se prestar ao sacrifício de por seu cérebro a trabalhar mais que os outros animais, ultrapassando o habito do pensamento curto?

Esta questão, depois de ter tentado pensar nela, percebi que não tem fácil resposta, talvez porque tenha ocorrido algum evento com os primatas que eu não conheça. Mas existe uma maneira de encontrar uma resposta, que pode não ser a que ocorreu de fato, porem é uma boa teoria. Encontrei esta resposta comparando hoje duas pessoas: uma que se acondiciona na base do pensamento curto e outra que se investe no sacrifício de prolongar os pensamentos. A primeira diferença no comportamento visível das duas pessoas é que a do pensamento curto se move mais, a do pensamento mais longo procura a imobilidade física e permanece mais tempo imóvel fisicamente. Em contrapartida, é evidente supor que a pessoa que move mais o corpo inteiro, move menos os ingredientes do cérebro, e a pessoa que move menos o corpo, esta’ movendo mais o cérebro. Mas mover mais ou não o corpo pode não ser uma decisão de livre escolha das pessoas. A pessoa pobre é obrigada a se mover fisicamente quando não queria, para sobreviver agora, enquanto uma pessoa rica pode escolher mover-se ou não. Sei que não são todos os casos assim, pois pelos resultados que observamos, existem também pessoas que procuram se manterem paradas, tanto com o corpo quanto com o cérebro. Mas vamos ficar apenas com nossos dois exemplares diferentes.

Também percebemos agora que a oportunidade, ou privilegio, de ter mais pausa física no seu tempo, deixando o corpo descansando, favorece o exercício de “musculação da imaginação no cérebro”, onde um pensamento sobre algo distante que não afeta a sobrevivência agora prolonga-se por prazer. Uma das evidencias disso é a constatação de que os autores de ficção que dão vida a personagens que não existem – como Sherlock Holmes, o Super-Homem, etc. – não vieram dos operários, e sim das classes media ou rica. Por outro lado, se imaginar-mos um avião caindo na selva, tendo uma pessoa rica e outra, pobre, de igual saúde e força física, e ambas sem nada nas mãos, é quase certo que a pobre vai se adaptar mais rápido, aguentar mais as necessidades e as intempéries, e sobreviver por mais tempo. Eu vivi na selva e apendi que a selva não é a academia com ar condicionado ou o bosque onde os ricos exercitam seus músculos. Voltamos ao caso da maior praticidade dos pensamentos curtos.

Mas existe este estranho fenômeno de humanos que sacrificam-se nas satisfações da vida, diminuindo seu consumo sacrificando suas necessidades, e desprezando prazeres, para esforçar o pensamento em algo distante, buscando recompensa futura. Estamos nos lembrando aqui de pessoas como Einstein, Darwin, os filósofos e pesquisadores em geral. São pessoas que se impõem uma especie de freio aos movimentos do corpo, procuram maiores pausas na correria pela vida, não para curtirem os prazeres da imaginação como os autores dos contos dos heróis fictícios, mas para trabalharem com os ingredientes, os recursos do cérebro, em busca de mais poder no futuro. Mas o pior é que estas pessoas sabem que este trabalho pode ser perdido, inutilizado, pois estão procurando no escuro, no desconhecido. Se encontrarem algo, pode ser um conhecimento útil ou inútil para o momento. Se for um conhecimento útil, ele se tornara em um instrumento tecnológico, uma ferramenta, uma arma, etc. Esta atitude e estranha porque vai contra tudo o que a especie humana herdou das suas ancestrais especies animais. Ela surgiu apenas agora, no humano, parece que vinda do nada. Não é logico, pratico, racional, a um animal se desviar da comida ou da fuga de um predador, ao se deparar na selva com um barco caído do céu trazido por um tornado, ou ao sentir apenas uma presença invisível de algo desconhecido, e deter-se procurando saber do que se trata. Mas existem humanos que tem atuado justamente dessa maneira estranha: eles param a sua vida, aguentam o crescer das necessidades até onde não suportam mais, trabalhando um pensamento sobre algo distante, ou invisível porque muito pequeno ou muito grande, sem terem certeza de que vão usufruir de um possível ou não produto resultante do trabalho. Não é irracional porque o irracional nunca faz isso, mas também não é racional, não é um efeito natural da sua linhagem evolutiva. Em outras palavras, isto não vem de dentro dele. E aqui o mistério fica mais estranho.

Depois que passei a pensar ou suspeitar que descobri uma força natural a que denomino de “a formula da Matrix/DNA”, eu teria uma rápida solução para esta questão. A causa para essa emergência deste fenômeno que não existia veio de fora do individuo, mas veio de dentro também, porque ela esta’ fora, sendo o ambiente que o cerca, e esta’ dentro, na forma de seu código genético. Mas como isso é uma teoria, vamos manter essa possível solução em suspenso. Apenas para lembrar, tenho outro artigo que trata uma questão semelhante: porque, cargas d’água, um réptil que botava ovos fora resolveu se sacrificar todo tentando manter os ovos dentro que acabou levando-o a se transformar num mamífero? Esse caso vai contra todos os mecanismos da teoria evolucionaria Darwiniana, e apenas encontrei uma solução plausível quando vi na formula da Matrix/DNA um agente capaz de produzir esta ocorrência, atuando desde fora para dentro do réptil, como também de dentro para fora. Em vista disso vou escolher a solução em que humanos se prestam ao sacrifício no prolongamento de um pensamento distante movido desde fora mas também desde dentro.

Uma das particularidades que tem ocorrido comigo pode ser arrolada como evidencia teórica para a causa vir de fora, e/ou de dentro. Eu tenho sido a espécie do individuo que sacrificou muito da vida investindo o ganho em pausas do corpo físico na correria, para fazer funcionar mais o motor do cérebro. Depois da maturidade a manutenção da vida ficou mais fácil, exigindo menos movimentos, portanto a continuidade do investimento na prolongação dos pensamentos foi mais fácil. Mas me lembro de muitas ocasiões em que estava fazendo um trabalho físico, árduo, braçal, todo sujo e suado do trabalho, quando de repente me veio a mente a lembrança de uma questão em que estivera pensando ultimamente, e logo em seguida, como que por encanto, pintou uma solução. De maneira que minha primeira reação foi exclamar aos meus botoes: ” A solução estava tão obvia! Porque não pensei nisso antes?!” Não tenho duvidas, a solução veio de fora com certeza, mesmo que também tenha vindo de dentro: eu estava com o cérebro concentrado nas mãos, fazendo um trabalho, de maneira alguma desviei o cérebro para aquele tipo de reflexão filosófica naquele momento.

Não é fácil aguentar-se esforçando um pensamento sobre algo que não esta’ influenciando nossa sobrevivência agora, a viver mais tempo, para ver se se torna um conhecimento, ou ao menos uma ideia para avançar num conhecimento. E’ preciso uma força de vontade, mas como é um objetivo sem sentido pratico aqui e agora, esta força de vontade fica estranha. Vou descrever um exemplo que me ocorreu esta manha, quando fiquei na cama depois de acordado, para pensar na minha pesquisa existencial, nas formulas que elaborei, etc.

Comecei me perguntando como funciona o cérebro dos acadêmicos e cientistas modernos quando acreditam nas teorias da abiogêneses e do Big Bang. O que eles pensam sobre o que faz a Natureza que começa no caos e organiza a matéria em arquiteturas, sistemas que funcionam. Como, o que, pegou a matéria distribuída caoticamente no espaço e com ela produziu este sistema solar? Teria sido o mesmo que enfiou primordiais micro-organismos dentro de uma vesícula criando uma célula viva?

Eu sei que eles investiram no pensamento distante ( não na imaginação por ela mesma, mas no pensamento pragmático) quando elaboraram as teorias da abiogêneses e do Big Bang. Mas estas terias envolvem pensamentos muito curtos, pois as respostas são demasiado simples, curtas.  Em curto e grosso… ” foi uma soma estatística de acasos que ocorrem num longo tempo de bilhões de anos”. E’ uma frase composta mais de palavras abstratas que nomes concretos. Soma, estatística, acasos, tempo, estas palavras não são nomes de objetos tocáveis, visíveis, concretos. Então se evidencia a presença do imaginário nessa crença. Fé, esta coisa irracional que os materialistas tanto combatem… nos outros. Isto significa que deram a partida, iniciaram a prolongar um pensamento mais que o habitual popular o faz, porem, logo finalizaram o pensamento, deixando-o como um pensamento curto. E é compreensível porque agiram assim: este pensamento é um avanço numa escuridão e logo começa-se a tropeçar em obstáculos que fazem retornar ao ponto de partida, e isto cansa muito, e logo. A gente normalmente desiste.  A linhagem do pensamento acadêmico começou mesmo foi com os filósofos gregos, ao contrario da linhagem do pensamento religioso. E os primeiros filósofos desistiram depois da curta solução da “geração espontânea”. Espontânea, quer dizer, curta, tao curta como o pensamento que produziu esta solução, que obviamente, hoje o sabemos, era falsa. Mas de lá para cá, mesmo com a evolução das universidades, pouco progresso se somou ao que chegou aqueles filósofos. Apenas “o espontâneo foi ampliado de um período de tempo de algumas horas, ou dias, ou meses, para um espontâneo que se constitui num período de bilhões de anos”. O espontâneo continuou o mesmo, quer dizer, o acaso, não existe um elemento na natureza responsável pela organização ou transformação da matéria em sistemas funcionais”.

O pensamento acadêmico parou no pensamento curto e esperou pelas novidades das descobertas cientificas, durante dois mil anos. A experiencia de Muller/Urey demonstrando que o acaso pode produzir aminoácidos. A descoberta que cristais formados por gelo repetem-se em secções iguais, usada como prova de como ocorrem as longas cadeias moleculares e depois como a molécula de RNA começou o fenômeno da auto-reprodução. A descoberta do principio da evolução na matéria. Todas estas descobertas foram sendo encaixadas no Leito de Procusto construído pela teoria curta da espontaneidade, para retroalimenta-la. Assim como se concluiu não ser necessário a interferência de um Deus para criar as galaxias e a vida, também não é necessária a existência de alguma propriedade especial na Natureza que organizaria a matéria caótica em sistemas funcionais. Continua vitorioso o pensamento curto que produz a solução da geração espontânea.

Mas… e se um filosofo, ou qualquer especialista acadêmico, hoje, tentasse prolongar aquele pensamento dos filósofos gregos a partir do ponto em que pararam e retornaram?

Ele poderia começar fixando na mente aquelas imagens, desenhadas ou fotografadas, do Sistema Solar. Vários objetos de matéria, pesada ou leve, cerca de nove ou dez, suspensos no espaço vazio, mas movendo, por alguma força interna ou externa ou ambas, em trajetórias repetitivamente exatas, idênticas, sincronizados… Esta imagem resultou da imagem existente a alguns bilhões de anos atras, a qual era uma nuvem, uma nébula caótica de átomos leves e pesados, gases e poeira. Mas como? Porque? O que atuou neste espaço de tempo que transformou aquela nuvem nessa espécie de relógio, de maquina de exata engenharia que vemos hoje?!

Neste ponto é fácil compreender o porque dos pensamentos curtos, o porque da desistência. Primeiro porque o individuo pressente que não vai chegar a solução, esta’ trabalhando, se sacrificando atoa. Muito melhor ligar a televisão, jogar um vídeo game, ou sair na rua para encontrar os amigos, ver as meninas, tomar um trago. Claro, somos ainda animais práticos.

Hoje de manha eu poderia ter feito qualquer destas coisas, mas não, permaneci imóvel na cama com a imagem do Sistema Solar na mente. Então me lembrei que em outra ocasião notei que uma laranjeira imita exatamente a forma de uma galaxia. Cheguei a desenhar as duas lado a lado, para melhor visualizar o achado. A galaxia e uma espiral, mas não uma espiral com uma linha que se curva continuamente, ela emite do núcleo, braços, que se espiralizam devido ao seu movimento de rotação. Pois a arvore tem um núcleo, o tronco, o eixo, do qual saem os galhos, os seus “bracos”. Pendurados nos bracos, a galaxia apresenta os planetas, opacos, sem emitirem luz. penduradas nos galhos da arvore vemos as folhas verdes, opacas, que não emitem luz, nenhuma cor clara forte. A galaxia apresenta nas pontas dos seus bracos, as estrelas brilhantes, novas, ou sois também brilhantes, porem mais amarelados; a laranjeira exibe nas pontas de seus galhos, as laranjas amarelas, maduras. Parece que as laranjas estão conectadas diretamente ao Sol, fazendo fotossintetize, tal a semelhança.

Mas na arvore vemos todos os seus objetos ligados, conectados, uns aos outros. Na galaxia vemos todos os objetos estão separados, suspensos no espaço. Vamos tentar prolongar este pensamento com a hipótese de que estejamos sofrendo uma ilusão de ótica como sofriam os que acreditavam no sistema geocêntrico. Ou nos que acreditavam na Terra plana. Vamos imaginarar que também na galaxia existem objetos, como cabos, que estão conectando, segurando todos os demais objetos. Apenas não os podemos ver, mas vamos imaginar que eles existam. De que seriam feitos, qual seria essa matéria invisível, intocável pelos nossos sensores e instrumentos espaciais?!

Antes de Newton, alguém com certeza tentou fazer este sacrifico prolongando este pensamento. Não sei se nesta época já se sabia da existência dos campos magnéticos, com suas linhas curvas magnéticas, se conheciam as equações de Maxwell. Se sim, o individuo começou a suspeitar de uma cena contendo um campo magnético galáctico, onde todos os astros estariam conectados por estas linhas. Mas o fato é que o pensamento curto de antes foi estendido apenas um pouquinho, saltando do curto “espontâneo”, para uma imaginação do campo magnético. Pois esta hipótese começa a ativar a ideia de que algo invisível existindo na natureza montou o sistema galáctico, não teria sido apenas o acaso ou algum Deus poderoso. Mas por ser impossível ver e tocar campos magnéticos, o pensamento novamente ficou parado ai.

Hoje de manha eu tentei avançar um pouquinho mais. E imaginei uma arvore em que seus objetos estivessem separados uns dos outros, boiando no espaço. Arranquei o tronco da arvore do solo e cortei-o separando uma tora. Cortei na base todos os galhos e separei-os no espaço, Arranquei todas as folhas e as laranjas e as arranjei na forma semelhante ‘a da arvore, no espaço. E imaginei um motor giratório embaixo de um tubo vertical fazendo o tubo girar. E dentro do tubo, coloquei a tora. Imaginei levantando com a mente todos os demais elementos – galhos, folhas, laranjas – acima da tora girante e imaginei aquela cena de tudo girando. Tudo separado no espaço, movendo. Ali estava minha galaxia vegetal. Muita loucura? Non-sense? Porque? Ate prova em contrario, quem criou arvores aqui foi esta galaxia, e a sua imagem e semelhança.

Mas o que faria as folhas moverem-se obedecendo a regra geral?! Raios,… decididamente o mundo real não faz sentido, eu tenho que parar por aqui e desistir. Imaginei saindo na rua, me enfurecendo com um estranho que olhava para mim, e dizendo:

– ” Sou um pensamento curto sim, e dai’? Sou assim. Goste de mim assim ou esqueça que existo. Não vou me morder até morrer por isso.”

Tenho que me aceitar assim, com essa inferioridade. Mas ao invés de desistir, novamente tentei fazer mais um esforço. E então me lembrei de Newton de novo. As imagens de Kepler, de Einstein, do Maxwell do electromagnetismo, pipocavam na minha mente, mas ainda não tinha chegado a vez de Einstein, eu estava em Newton ainda. Talvez quando o Newton estava deitado na sombra embaixo da arvore, em sua cabeça ocorreram pensamentos parecidos com os que me ocorria na cama de manha. Eu estava duzentos anos atrasado mas de proposito, pois retornara procurando onde os pensadores erraram para conduzir dessa maneira o homem moderno a acreditar nestas teorias abstratas absurdas. O tudo veio do nada, uma montanha de acasos construiu o código genético, e por ai vai… tudo absurdo! Quando a maçã caiu no espaço Newton a viu separada, notou o problema dos cabos invisíveis, e resolveu o problema transformando o campo magnético numa hipotética força gravitacional. Avançou, chegou ai e parou de novo. O campo gravitacional seria uma especie de nuvem maior que a galaxia que abracava todos os astros e os organizava de maneira a funcionar como um relógio. Hein?!!! Pois é, a humanidade ficou um século brindando em comemoração a tal avanço da inteligencia humana. Realmente um grande avanço, comparado aos pontos que tínhamos parado antes.

Mas então veio Einstein. Que tentou dar mais substancia a esta misteriosa força gravitacional, experimentando a hipótese de imagina-la como sendo uma substancia mais densa do espaço. De maneira que os astros como o Sol ao flutuarem neste oceano de substancia fazia como um objeto mais ou menos pesado faz na água, criando ondas a volta e afundando-se um pouco. Assim, toda a poeira, os detritos, em volta do objeto ficariam circulando mais ou menos em orbitas iguais. Foi outro avanço em cima de onde Newton tinha parado. Agora, algumas falhas não explicadas na teoria do Newton eram melhor explicadas.

Ficamos umas sete desadas parados no ponto de Einstein, ( eu disse ficamos em cima do “ponto” de Einstein” e não em cima do “pinto” do Einstein”, não me confunda…) até quando esta cena imaginaria de um espaço maleável, denso, se curvando, inserida matematicamente nas teorias, começou a nos coçar o cocuruto. O que seria esta substancia do espaço?! Ai pintou a dark matter! Foi por causa do avanço do pensamento por Einstein que chegamos a esta famigerada matéria escura secreta!

Nestes dois seculos e as sete décadas parados no que conecta os astros, com as crenças na força gravitacional e no espaço denso curvo, em paralelo outras cabeças de outras disciplinas pensavam também e surgiram a Teoria do Big Bang e na Biologia a da abiogêneses. Com a chegada da quântica descobrimos preenchendo o vácuo a tal espuma movente quântica, mas ai ficamos mais confusos, pois se parece que a dark matter vem dessa espuma, não esta’ explicado como isso poderia ocorrer. Mas o fato que quero chamar a atenção aqui desde o incio é sobre como a natureza organiza a matéria distribuída caoticamente, seja vinda da espuma ou da escura, em sistemas funcionais, como as galaxias, as células, os corpos humanos e como o nosso pensamento continua curto nesse caso. E o cérebro humano. Em outras palavras quem esta’ perguntando isso sumamente interessado é o cérebro humano que se sente órfão, querendo saber como surgiu neste mundo, quem é seu mentor criador, seu pai e/ou sua mãe?…

O meu cérebro tenta olhar para dentro de si mesmo para ver seus órgãos, suas glândulas, suas massas branca e cinzenta, seus neurônios, mas não consegue ver nada disso, porque meu cérebro é cego. Ou melhor, nunca teve visão própria. Tenta se tocar para sentir seus componentes mas não tem sensores para isso. Estou desconfiando que por isso ele criou o pensamento e me faz esforçar para desenvolve-lo, como se o pensamento seja a ferramenta, o sensor que vai solucionar o mistério de sua existência. Outra maneira – e a mais viável, a que realmente temos aplicado até agora – é usar os sensores de ver e tocar o mundo externo pesquisando como os sistemas ancestrais foram formados, pois assim o cérebro, sabendo ser produto dessa evolução, teria sua resposta. Mas os modernos se tornaram “des-pensadores” quando acreditaram que agora já possuem a resposta definitiva. Foi o acaso. E pronto, assunto encerrado!

Que maneira de novamente manter o pensamento curto. Uma sopa primordial rica em nutrientes é mais complexa que uma camisa suada largada num canto da casa. Nesse ponto o pensamento encompridou um pouquinho nos últimos dois mil anos. Três mecanismos – variação, seleção e hereditariedade – é um conhecimento mais complexo do que a ideia do espontâneo criador na camisa suada, que encompridou o tempo de alguns dias para alguns bilhões de anos. Mas… as partes dos sistemas vivos não estão suspensas no espaço. Nem a força gravitacional, nem a matéria escura do espaço curvo existem dentro de uma célula ou um corpo humano, para serem os responsareis por sua formação. Isto tortura qualquer pensamento buscador, a saída foi para-lo por ai, trocar a força gravitacional e a matéria escura pelo acaso, e pronto. Esta’ certo, vamos ficar esperando novas descobertas cientificas para reencetar o desenvolvimento do pensamento.

Mas eu não aceitei isso. Não acho responsável ficar ensinando as crianças na escola uma coisa que não pode ser a verdade. Acho que a questão devia ser mantida sem resposta, instruindo as mentes jovens a serem e continuarem abertas, buscando, e não apenas esperando. Buscando com outros métodos diferentes dos atuais empregados pelos pesquisadores crente nesta teoria, como eu empreguei um método diferente. Alem disso estamos carecas de saber o prejuízo e malefícios que causam sobre os humanos as crenças cabeludas, sem pé nem cabeça.

Por isso não me arrependo de ter gasto o maior tempo da minha vida no trabalho mental mesmo tendo quase a certeza que dai nada obteria. Afinal meu pensamento deu um passo bem maior e chegou num ponto bem mais avançado do que o em que esta’ parada a universidade. Não sei se deu um passo numa trilha errada, num beco sem saída, num caminho que leva a um abismo, mas o fato é que meu pensamento produziu uma hipótese da existência de um elemento na Natureza que seria capaz de organizar a matéria caótica em sistemas funcionais. Tenho o desenho, o retrato falado do agente criador misterioso – a formula da Matrix/DNA, constituída de ondas de luz – e assim eu trouxe para o cenário algo que todos tem esquecido ou desprezado. Pensaram no campo magnético, na gravitação universal, na matéria escura, mas se cegaram para um elemento que igualmente banha todo o Universo… a Luz! E se eu estiver certo, nunca conheceram a verdadeira luz, jamais imaginaram o que ela é de verdade, o que ela contem em si.

Porem, se meu pensamento foi exercitado ao extremo de minhas possibilidades, a minha imobilidade física me interrompeu, e encontrou-se  com atual imobilidade do pensamento nos outros humanos, com quem parece ter formado um par e se casado. Pois este desprezo da luz não permitiu o desenvolvimento de maior tecnologia na direção dos fótons, a qual estou necessitando para comprovar ou destruir minha teoria. O desenvolvimento desta tecnologia depende de que os outros humanos, que tem os recursos para tal, pense mais, pense agora mais sobre a luz, do qual vai surgir a tecnologia apropriada. A luta para incentivar o alongamento do pensamento curto de hoje foi a razão deste artigo.

 

 

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