Deepak Chopra e sua produção como slogans publicitários em placas à beira de nossa estrada: para considerar ou ignorar?

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Novo artigo no conceituado HuffingtonPost, do autor Deepak Chopra, merece que façamos uma pausa em nossa correria para refletir, assim como nos é impossivel evitar quando – sob o constante bombardeio dos anuncios da Coca-Cola – refletimos se devemos ou não tomar uma Coca-Cola. O conteúdo dentro da embalagem Deepak Chopra, segundo diz o anuncio, é “guia para o melhor viver”, assim como os ingredientes dentro da Coca-Cola, segundo o anuncio é “substância para a saúde e o prazer”. Mas dos atingidos pelos anuncios e dos consumidores ninguem conhece a fórmula e sabe o que há dentro.

Deepak Chopra

Deepak Chopra

Podemos reunir mentalmente os apelos do anuncio, a embalagem que conhecemos, as propriedades que sentimos no liquido, os efeitos que conhecemos, e sair-mo-nos com uma conclusão. Veja como eu fiz isso com o produto vendido por Chopra, antes de você, quais as minhas conclusões, para você se aparelhar melhor já conhecendo a minha experiencia e obter um melhor resultado na sua reflexão. O artigo de Chopra vai aqui copiado abaixo para que vamos fazendo sua tradução á medida que o tempo permite, e agradeceremos se alguem colaborar.

Deepak tem uma elogiável habilidade para estudar um tema, um método que consiste primeiro em reunir tôdas as variáveis relacionadas ao fenômeno, todos os jogadores, inquirir suas interações, e produzir uma analise final do jogo. O problema é que êle escolhe temas que não são resolvidos por êste método. Como nêste artigo, o tema da causa fundamental de existir sofrimento e prazer. Esta causa não existe contida num estádio de futebol onde o observador pode assistir o jogo e fazer uma análise. Esta causa participa de um jogo num estádio do tamanho do Universo e quiçá, maior que êle, portanto, como se pode analizar um jogo que não se pode assistir?!

Para começar, êle não enxergou no jogo alguns dos jogadores, assim não viu tôdas as conexões dos times, todos os lances da jogada. Existem pessoas com outras cosmovisões que encontram suas explicações que Deepak não considerou em sua lista. Por exemplo, a cosmovisão da Matrix/Dna com estas suas explicações:

O nosso mundo é um processo de reprodução genética de – seja lá o que fôr que fecundou a substância do espaço/tempo nestas regiões. Devido aos humanos estarem aqui agora carregando a evolução, o desenvolvimento do embrião, infere-se que a função dos humanos no mundo é a mesma dos genes. E devido os humanos apresentarem a propriedade da “consciência” infere-se que o “seja lá o que for” seja dotado tambem de consciência, pois tal gene, tal filho, tal pai, e por fim, tal espécie. Por ser a consciência a ultima forma emergente na evolução dêste processo de reprodução, infere-se que a ultima forma, a que vai despontar no dia do nascimento, será uma “consciência” e maior que a consciência de cada gene humano.

E qual a explicação para a existência do sofrimento e do prazer? Como sempre, vamos buscar a resposta dentro da barriga de uma mulher grávida e seu embrião, pois ali é o unico lugar conhecido onde tambem ocorre um processo de reprodução genética. Porque é que os genes e o embrião como um todo sofrem – por exemplo, quando faltam seus alimentos – e sentem prazer – por exemplo quando tem tôdas as acomodações? Sentem sofrimento por dois motivos principais:

1) Relacionados ao corpo da mãe: ou porque do seu mundo externo não vem as provisões, ou porque seu mundo externo imediato está sendo agredido, ou porque seu mundo externo tem vicios, ou porque seu mundo externo não sabe que sofrem e por isso não toma as precauções (não manda milagres) corretas.

2) Relacionados ao embrião: um embrião humano é carne e ossos ainda sem consciencia, e n6eeste caso universal é humanidade e sua “consciência coletiva” ( claro que outras consciencias em outros planetas vão entrar nisso, mas não precisamos ir a tanto agora). A Humanidade sofre porque não tem o total livre-arbitrio ( como não o tem qualquer embriào confinado em seu casulo e dependente dos humores de seu mundinho); porque os genes-individuos vivem mais para eles mesmos do que para o embrião; porque o sistema feito até agora pelos genes (o sistema social) é imperfeito.

De tudo isso se deduz que a unica coisa a fazer para vencermos as causas dos nossos sofrimentos vindos do corpo da mãe é acelerar nosso nascimento porem com a atençao voltada para fazer um embriào saudavel, sábio, perfeito. Não existe outra maneira de acelerar esse nascimento senão investigar-mos o que é e como funciona o corpo da màe, no caso, a Natureza, e isso se faz apenas com o método cientifico dirigido pelo raciocinio da filosofia naturalista. E a unica coisa a fazer para vencermos as causas do sofrimento vindas do embrião é cada um atuar como gene consciente que sua atividade no sistema, se boa ou má para o sistema, retorna com seus efeitos sôbre ele mesmo. Não ele mesmo como carne e osso, pois ele é um gene consciente que constrói um embrião feito de consciencia.

Mas existe ainda ao menos mais um fator determinante como variavel ou jogador nesta partida. Provavelmente, o “embrião –consciencia” vem sendo formado dentro de um ovo botado fora e abandonado à própria sorte, ao mesmo tempo que com a cabeça para fora e já abrindo seus olhos para o mundo arrasta êsse ovo em busca de alimento e conforto fornecidos por este mundo, ou seja, o ovo está sendo mantido dentro e protegido, guiado para o resultado final de um bom nascimento. Assim foi com todos as formas evolutivas anteriores a nós, nada existe de indicios que com a consciencia será diferente. Os azares, os acidentes, as tragédias, assim como as fortunas, os prazeres, decorrem de nossa situação de ser-mos invisiveis à màe a qual tambem não vê o mundo imediato que nos cerca, o que ele está fazendo conosco, mas a mesma mãe que sabe estar gravida e tenta fazer algo possivel por nós e nosso mundo. Novamente, muito da nossa sorte nesta situação depende das nossa inter-relações e fôrça/inteligencia/auto-defesa, do sistema social que resulta do nosso convivio.

Enfim, acho que esta cosmovisão mata tôda a charada sôbre o que devemos fazer e o que nos é possivel fazer para a balança pender para o lado dos prazeres e não dos sofrimentos: pensar-mos que somos genes, cada qual com uma pequena fração de consciencia, construindo – sabendo-o ou não – uma super-consciência.

Onde e como Deepak Chopra arrola e considera as pessoas que atuam baseadas nesta explicação em seu esquema metódico de analize? Em lugar nenhum, porque o estadio onde se desenrola esta partida é maior que o Universo onde está o observador.

Resumindo muito a cosmovisão de Chopra, ela sugere que exista uma “counciousness”cósmica, divina, que subjaz todos os eventos do mundo material. É como se fôsse a base, o leito, que comporta o oceano. Eu nunca consigo esquecer que a metade dêste mundo é caos, coisas ruins, péssimo desenho. Por isso não aceito inteiramente essa cosmovisão, ou não consigo entender o que pensaria essa “counciousness”. Certamente suas operações mentais, suas sensibilidades, não seriam como as dos humanos. Mas acho que êle tem alguma razão. Pois a cosmovisão da Matrix/DNA tambem aponta na direção que a coisa mais importante na totalidade da existência é uma “counciousness ex-machine”. Porem, uma girafa não usa e não aplica inteligência ou consciência quando cria uma nova girafa. E assim é a relação entre essa “counciousness ex-machine” com os humanos, sua cria. Uma natural reprodução genética. Os conselhos de Chopra sôbre como devemos nos comportar na vida, vem de um gene de um embrião dentro de um utero que não pode ter a menor idéia de como é o mundo lá fora. Mas desde que é um gene ao nosso lado, que tem a mesma causa final, a de construir o melhor embrião possível, que está refletindo e buscando como devemos operar, sempre que me sobra tempo dou uma olhada no que ele tem a dizer.

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Artigo:
HuffingtonPost.com
http://www.huffingtonpost.com/deepak-chopra/why-bad-things-happen_b_1079673.html
Posted: 11/9/11 10:07 AM ET

Why Do Bad Things Happen? (Part 2)
Porque as Coisas Ruins Acontecem?
Deepak Chopra.
Author, ‘War of the Worldviews’; Founder, The Chopra Foundation
Because suffering is part of human life, everyone asks why it exists, and the answers we give to
Devido ao sofrimento ser parte da vida humana, todos perguntam porque êle existe, e a rsesposta que obtemos por
ourselves make a great deal of difference. Explanations lead to action, for one thing. Billions of
nós mesmos
people choose religion as a way to accept suffering or to try and escape it. In the first post of this series we began with the opposite of religion, however. The modern tendency, deeply influenced by science, is to explain the bad things in life as random and accidental. This explanation also leads to action. If you accept that random events will bring pain into your existence, with no blame or guilt on your part and no higher being who is punishing you, you won’t behave like a devout Christian or Muslim.
The notion that science has raised us above superstition has become a stick that staunch atheists like Richard Dawkins use to beat religion over the head. Yet the issue is subtler than the war between belief and skepticism. In the world’s wisdom traditions suffering has a cause and therefore a solution — such is the message of every great spiritual guide. The answers that they delivered have shaped civilization. In the first glow of discovery, Darwin and Freud, not to mention Marx, were eager to throw out the worst of religious excess. Yet as we saw in the first post, substituting randomness for God was not a psychological step forward. An accidental universe is almost impossible to live with for creatures like us who shape our existence to be meaningful.
If the good parts of your life are to have meaning, the same must be true of the bad parts. That, too, is a continual message delivered by the world’s wisdom traditions. How, then, are the dark and the light related to each other? There are cosmic answers to this question, and by a kind of trickle down effect, the cosmic answer turns into the answer we accept in normal, everyday existence.
Here are the basic choices for how the two aspects of life, pain and pleasure, came to exist.
1. Two universal forces contend for control of creation, one being good, the other evil. Human beings are caught in this titanic struggle between light and darkness.
2. Creation cannot exist without destruction. These forces are not opposites but two sides of the same eternal process.
3. The only real existence transcends good and evil. All events that we perceive as good or evil, pleasurable or painful, are illusions compared to the “real” reality, which is whole and therefore not divided into opposites.
4. Creation was originally good, with no blemishes, and life was without suffering. Then sin entered the world through human error and disobedience. After that disastrous event, creation changed.
5. The cosmos is presided over by higher beings who sport with humans. Our experience of pleasure and pain reflects a game that is played out beyond our ability to comprehend it.
6. The cosmos is in the state of constant evolution. Good and evil, pleasure and pain are prompts to guide us forward in our own evolution.
7. The relationship between this world of light and darkness and some other world cannot be known. Going beyond pleasure and pain reveals a kind of emptiness, which is the only escape route, despite our yearning for higher purpose.
Although there are countless variations on these seven themes, they will serve as a template for how people explain good and evil as cosmic forces. For the devout, there is no mixing of stories — a fundamentalist, whether Christian or Muslim, adheres to the teachings of his faith. Yet increasingly we feel confused; some bits and pieces of each explanation tug at us. On some days we watch the news and an airplane crash is shrugged off as a terrible accident. On other days a well-known villain gets his comeuppance, and we tell ourselves that good has won out over evil; a just punishment has been rendered.
Confusion makes it more difficult to lead a meaningful life. In the back of our minds, we’d prefer to know, with some certainty, that our lives mean something, that we aren’t pawns in a game of blind chess. In an effort to tell yourself a consistent story about who you are and why you are here, you can’t escape the temptation to choose a cosmic explanation, even if it’s the explanation that rests on randomness. Depending on which explanation you finally accept, your whole life will unfold along a path. Call it a spiritual path or not, the implications are spiritual. You are testing through your daily actions how the universe works; you are making a silent wager over the state of your soul (for atheists, the wager is that the soul doesn’t exist).
In later posts we’ll see how each of the seven cosmic explanations alters your existence and guides your choices in life. As a preview, here are the primary decisions that each of us can choose:
1. You can live to obey God and resist the temptations of the Devil.
2. You can choose the most creative life.
3. You can decide to offer yourself in service to others.
4. You can seek to purify yourself of sin or bad karma.
5. You can pursue enlightenment in order to go beyond the world of illusion.
6. You can work to maximize your inner potential, speeding up the process of evolution.
7. You can become a co-creator of your own reality, aligning yourself with cosmic intelligence.
These are big choices based on big stories about how creation works. They are the most fascinating issues but also the most troubling that we face every day. Your ability to settle these issues becomes the most important power you possess, once you realize how deeply your life reflects the workings of the universe.

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