Deus: Como Imagino Sua Imagem Atualmente.

O espaço é claro, tão claro que cega os olhos humanos fazendo crer que o espaço é escuro. Esta claridade preenche o espaço ao infinito. No centro dela existe uma esfera ainda mais luminosa, infinitamente luminosa. Talvez exista uma figura, algo, dentro desta esfera, não sei. A esfera pulsa como um coração. Cada pulsar se expande como onda concêntrica de pura luz natural. Esta onda de luz sai vibrando com uma fôrça infinita e à medida que se distancia da esfera a vibração vai diminuindo, até quase se desfazer, quando então se torna uma nova faixa de onda concêntrica. Esta segunda auréola de onda inicía com intensa vibração, porem menor que a intensidade da vibração inicial anterior. Ela repete o mesmo processo da primeira onda e terminada sua faixa, tem inicio a terceira faixa. Assim as ondas se ampliam ao infinito, sempre mais fracas à medida que mais distantes da esfera central. Tôdo esse conjunto tem um nome: Deus. Mas tem mais propriedades importantes.

Cada faixa de onda poderia ser medida num aparelho em cuja tela ela aparece como uma linha num gráfico. Desta forma na tela a onda se torna um raio de luz. Inicialmente, a partir da fonte de emissão, a linha apresenta uma frequência elevada com os mais curtos períodos alcançando os picos mais elevados. À medida que a linha, o raio, avança, vai diminuindo a altura dos picos e aumentando os periodos, os intervalos entre um pulsar e outro, até a linha se fragmentar em pontos, os quais se espalham no espaço. Assim pode-se no grafico dividir um raio inteiro (que na verdade é uma das faixas da onda emitida pela fonte), em sete regiões, ao que denominamos “espectro da luz” e estas divisões recebem os nomes de Raio X, infravermelho, ultravioleta, etc.

Mais interessante agora é observar-mos os pontos que resultam dos fragmentos de uma onda. Na verdade êles nunca desaparecem no nada, mas sim, saem a flutuar, voar, livremente no espaço. Acontece que cada ponto, quando visto mais de perto, não é um ponto redondo: é como uma cobrinha serpenteante dotada de pernas, mais parecendo uma lacraia. Na verdade, aqui tenho um primeiro problema: cada ponto – que agora vamos denominar “partícula” – parece ser, quando pensado de uma maneira, exatamente uma cópia de uma das divisões de um raio e vendo por êste angulo, cada particula imita uma das faixas de vibração; mas pode-se pensar de outra maneira: cada particula é exatamente a imagem de um raio inteiro, ou seja, ela contem em si as sete diferentes vibrações. Não resolví isto porque se penso na primeira forma, ela parece muito lógica, mas se penso na segunda, ela parece mais lógica ainda. No entanto vou preferir apostar na forma tal como foi descrita na visão mistica de Dom Pedro, o indio curandeiro e meu guia/amigo na selva amazônica. Como êle descreveu sua “visão”… ”

– “As coisinhas são vivas, voam por todo lado, o espaço à nossa volta está cheio delas, voam em confusão, caóticamente, parecem lacraias; elas tem um corpo, que parece uma linha na côr do gelo, e cada perninha tem uma côr diferente, as mesmas côres do arco-íris. Algumas tem 3 perninhas de um lado e três do outro, outras tem duas de um lado e apenas uma do outro, tem de todos os tipos (acho que cada partícula tem tôdas as pernas, porem em cada particula se expressam algumas pernas e as outras ficam ocultas). Elas fluem livremente no espaço, mas são atraídas pelos rodamoinhos, vórtices que existem no espaço atrelados a cada coisa, cada objeto. São vórtices, giram sõbre si mesmos, mas como se fossem buracos cônicos no espaço luminoso, portanto, parecem buracos negros. São atraídas na bôca do cone, a base larga maior, onde entram a girar descendo pela espiral até chegar no bico do cône. A partir dêste bico são emitidas para o espaço como flechas, setas, com muita velocidade, e parece que foram recarregadas em energia no cone. Assim o cone que os seres humanos tem na região da cabeça infiltram estas particulas dentro do corpo humano.”

Se por um momento considerar-mos esta visão como real, resta a questão se esta energia é usada nos musculos para mover um dedo, ou se é usada apenas no hipotético campo aural que Dom Pedro descreveu a seguir, o qual, como percebí depois, seria a mesma imagem de um grande DNA “holográfico” que iria desde a cabeça até os quadrís, inflando os hipotéticos chacras. Não sei.

Já notei que o espectro de um raio de luz conforme aparece no grafico é a imagem e semelhança do processo de um cliclo vital. Se comparar-mos o espectro com o ciclo vital de um corpo humano, a primeira divisão de mais alta intensidade das vibrações corresponde à forma de bebê (talvez desde o momento da concepção até o nascimento, ou alem dêle); a segunda divisão corresponde à forma de criança; e assim por diante até quando a ultima divisão, que é a dos pontos fragmentados, corresponder ao cadáver se decompondo. Então, se isto for real, cada faixa de onda emitida por Deus – a esfera central – é a fórmula criadora da Vida. A fórmula é de luz pura e pode ser aberta ou fechada se ligar suas duas pontas extremas, e n6esse caso se apresenta na forma do diagrama/software da Matrix fechada.

Meu grande problema agora é… a matéria. Como explicar que nêsse infinito oceano de luz existam os corpos de matéria concreta como as galáxias, as estrêlas, os planetas?! Essa matéria tem que vir dessa luz, mas como?!

Parece-me que a matéria é constituida destas particulas quando, ao invés de voarem caóticamente, param, ficam girando sôbre si mesmas, tomando uma forma espiral e por fim se estabilizam como vórtices rotatórios. Não vou dizer que penso serem “vórtices quanticos”, por que essa palavra “quantica” está sendo por demais deturpada, parece que agora todo mundo sabe explicar o mundo do ponto de vista quantico. Digamos que cada particula estacionária e na forma de vórtice tem uma carga especifica de energia, a qual depende de quantas “perninhas” ela expressava, e essa carga de energia poderia ser medida tendo por base uma unidade de energia, chamada tambem de “um quantum de energia”.

Bem… quando chego nêste estágio de minhas imaginações, ainda não consigo ver como se forma a matéria. Mas eu já tinha a muito tempo, a 30 anos atrás, levado pela fórmula da Matrix, encontrado uma teoria lógica sugerindo como a matéria surge no mundo. É baseada numa descoberta do Pr6emio Nobel e físico japonês Hideki Yukawa, chamada “cola nuclear” , ou seja, o mecanismo que une e liga um próton a um neutron para formar nucleos de átomos. Naquela teoria a imagem imaginada do mundo antes de surgir a matéria éra a do espaço ser prenchido por um infinito oceano de uma substãncia etérea, talvez holográfica, que corresponderia ao amnion dentro de um óvulo. Nêste oceano se movendo como ondas surgiriam bôlhas, que na verdade se formariam por vórtices; as bôlhas, os vórtices pipocavam no mundo como se viessem do nada. Mas os vórtices surgiam de duas maneiras diferentes: uns surgiam apresentando primeiro a base maior, como se fossem bôlhas cheias de energia, e se insuflavam, se colapsavam em espiral até se esvaziarem e se apresentarem como um ponto, o bico do cône, o qual terminava por desaparecer no oceano. Mas êle voltava na forma de ponto, ou bôlha vazia de energia, captava energia daquêle oceano amniótico, se expandia espiralmente até explodir e desaparecer como bôlha cheia… para então voltar como bôlha vazia. Assim, depois, descobri que isso tudo era à mesma imagem e semelhança do que ocorre na fecundação ou concepção de cada novo corpo humano, por isso comecei a pensar que os vórtices eram genes femininos e masculinos, que o Universo é um óvuulo fecundado no Big bang, que a evolução é apenas fases de um universal processo de reprodução, que o Universo é uma produção genética, e que o supremo significado do nosso mundo é reproduzir aquilo que o criou como nós reproduzimo-nos. E que nós, seres humanos, nada mais somos que uma nova forma dessa evolução onde desponta, ou emerge uma nova forma que é a auto-consci6encia; cada ser humano é um gene auto-consciente destinado a construir uma parte especifica de um embrião na forma de auto-consciência. Por isso parece-me que dentro daquela esfera central, ou se expandindo junto com as ondas de luz, existe uma ess6encia, que é uma auto-consciência infinita.

Isso é Deus, ou melhor, como hoje, 30 anos depois de Matrix, meu pequenino e ignorante cérebro alcançou seu maximo metafisico, o maximo de sua imaginação. meu problema agora é entender como funciona. o que pensa essa auto-consci6encia infinita, porque, certamente, ela não pensa como nós humanos. Ela não tem as mesmas emoções e sensibilidades da auto-consci6encia humana. Por exemplo eu jamais permitiria um ser humano ser torturado de qualquer forma pela dor, mesmo sendo um criminoso, se eu tivesse poder para interromper a tortura, enquanto a auto-consciência infinita parece ser insensível a isto, não tem empatia em relação ao pequeno gene auto-consciente. Por isso tenho pensado ultimamente que Deus é um ser natural, tão natural quanto nós. então não é que Êle não seja sensivel ao ser humano, o fato é que 6ele é limitado, como qualquer par de pai e mãe humanos são limitados na sua capacidade de interferir, ajudar ou punir, os genes que estão dentro da barriga da mãe grávida.

Bem… me resta então agora – enquanto meu cérebro e suas limitadas informações alcançou êste tipo de imagem de Deus, êsse quadro teórico, e alguma nova informação real venha enriquecê-lo ou mudá-lo, ou destruí-lo totalmente – desvendar como pensa Deus. E como proocuro desvendar êsse mistério? Quando criança, lí ou ouví não me lembro onde, uma frase:

“Se queres me conhecer, se queres saber o que sou, o que penso, procure conhecer a minha obra, que é o elo entre eu e você; a Natureza.”

Então… minha suprema meta hoje é procurar informações da Natureza. Tentar descobrir tôdas suas dimensões, suas ordens de fenômenos, entrar o mais longe possível no micro e no macrocosmos… E eu só conheço um unico método que tem me ajudado nessa meta; o método cientifico. Êle disciplina essa busca, êle impede que falsas informações me desviem do caminho da verdade ultima. Mas eu nascí e continuo de mãos atadas, totalmente pobre de recursos materiais, não tenho como buscar essas informações por êsse método que requer instrumentos e ambientes custosos. Então descobrí que mesmo assim posso continuar essa busca e aplicando o método cientifico. Acontece que o método cientifico tem que abordar a Natureza começando pelas coisas que aparecem primeiro, ao redor do cientista. Então o cientista colhe êstes objetos e tenta entendê-los invadindo no maximo possível suas intimidades, e hoje chega-se aos limites das partículas, dos quantuns de energia e suas interações. Quando o cientista dispõe e usa instrumentos tecnológicos que são extensões dos nossos cinco sentidos, como os telescópios, as sondas espaciais, êle invade o extremamente grande a partir de dentro e avança o mais distante possível. Chamamos a isto de método reducionista por que reduz objetos a cada vez seus menores constituintes. Eu não posso participar dessa coleta de dados mas felizmente os cientistas comunicam ao mundo o que vão descobrindo, então eu posso continuar a busca do conhecimento de informações da Natureza acompanhando o maximo possivel essa coleta de dados. Porem, descobrí que posso fazer mais. Cada objeto, cada corpo material, só existe porque faz parte de um sistema. Com excessão dos corpos mortos, separados dos sistemas, como é uma fôlha sêca, um galho caído, uma pedra no espaço sideral na forma de meteórito. mas mesmo uma pedra assentada na superficie da terra ainda faz parte do sistema solar, pois irradia sua decomposição ao mesmo tempo que recebe influências externas. Então cada objeto faz parte de um sistema. de onde se deduz que não se pode conhecer de fato e completamente objeto nenhum se não conhecer, dentro da hirarquia dos sistemas naturais, a qual ele pertence de imediato, de qual sistema maior o seu sistema se torna sub-sistema, etc. e isto não pode ser captado pelo método cientifico reducionista. Foi quando então descobrí que temos de desenvolver um ainda nasciturno método cientifico sistêmico. Êle começa quase sem instrumentos, como começou a velha Ci6encia o seu método reducionista. Por ora o que posso fazer é botar sôbre a mesa papéizinhos com tôdas as informações coletadas e conhecidas pelo método reducionista e ficar olhando-as como quem brinca tentando montar aquêles quebra-cabeças de peças que se encaixam. Montei o ciclo do nitrogênio mas cada forma d6ele no ciclo interage com outros elementos, quais são, dentre meus papéizinhos? Ãs vêzes podemos ficar 30 anos brincando e não chegar a conclusão nenhuma, pois como montar o quadro final se faltam muitas, senão a maioria das peças? Mas às vêzes (num dos milhares de embaralhamentos que fazemos sempre quando uma montagem indica que está tudo errado), surge um quadro que nos surpreende e agrada, onde os lugares em branco, onde faltam peças, é preenchido com peças imaginadas pela lógica. esfregando as mãos de contentamento e nos achando o maximo da intelig6encia corremos a pegar lapis e papel e descrever o quadro que vemos. Isso chama-se “hipótese” de uma nova visão do mundo, ou nova cosmovisão. Mante-mos o texto sempre em nossa mochila como um resumo da parafernalia que está na mesa para sempre que possivel dar uma olhadinha e pensar. Enquanto isso vamos listando tôdas as evidências a favor da hipótese. Se aparecer alguma nova informação um fato real que inserido no quadro, faça o quadro todo parar de funcionar… o texto vai para o lixo, a mesa é re-embalhada, a hipótese desaparece, e começa-se tudo de novo. Mas pode acontecer que de repente tenhamos conhecimento de uma informação que não conhecíamos antes. Ou ela existia a muito tempo e não a tínhamos captado, ou ela vem como uma nova descoberta do método reducionista. E pode acontecer que essa nova informação é uma peça que se encaixa perfeitamente como a peça que imaginamos antes existir naqyu6ele lugar e que fazia nosso hipotético quadro funcionar. Isto significa que acertou uma “previsão”. Êste momento é festejado com jubilo, pois a jipótese se transcendeu foi agora transformada em “teoria”. Teoria porque o quadro ali ainda não foi comprovado como real, faltam ainda as outras peças imaginadas encontrarem suas correspondentes reais na Natureza.

Eu montei meu quadro imaginario apostando que a Natureza não é mágica e que a evolução, ou seja, o aumento da complexidade dos corpos e sistemas materiais, que emergem aqui e agora, são produtos evolutivos de ancestrais que já existiram ou existem ainda. Assim, baseando-me nos mecanismos e processos que seriam as leis ou regras da História, fui calculando as informações que compoem os fluxos que conectam as peças e assim fui dispondo as peças que eram requeridas e se encaixavam na sequ6encia da linha de montagem. O quadro final foi o da Matrix/DNA. Eu não sei se a Matrix/DNA é o melhor quadro já montado até hoje por um ser humano, ou seja, se é o quadro que mais se aproxima do Quadro verdadeiro Final. Eu tenho certeza que o quadro da Matrix/DNA não é a Verdade Ultima, por uma série de razões. Não importa, tenho que continuar a manter êste quadro na mesa e testa-lo sempre que uma nova informação real chegar. Porque? Para que? Porque eu preciso saber o que sou, quem sou, o que é êeste mundo, como surgiu, como êste mundo funciona, se existe Deus ou não, se o meu quadro imaginario de Deus está correto ou errado, e o unico método que posso aplicar nessa investigação com os recursos que disponho é êsse. De uma coisa tenho certeza: a unica maneira de encontrar respostas para estas questões supremas, de derrubar ou confirmar minha interpretação atual do mundo (a minha teoria), é investigar a Natureza. Tenho como consolo um estranho paradoxo, mas que me mantem sobrevivendo animado; se existe Deus, aquela frase certamente seria uma frase correta para Êle, e assim, adotando o método cientifico, eu estou no meio dos mais fiéis e obedientes filhos autênticos de Deus, quando aquêles que se julgam os melhores filhos de Deus acham que somos os piores. Mas para êles tenho uma lembrança: “Não é gritando “Senhor, Senhor” que melhorarás seu conhecimento sôbre êle, e sim procurando-o conhecer através de Sua Obra.

Enfim, cada ser humano tem seu cérebro hard-wired de uma maneira unica e especifica, devido a que nenhum conjunto de experiências vividas mais a herança genética é exatamente igual a outro, portanto cada cérebro produz uma visão de mundo unica e especifica. Mesmo os que se unem numa religião, numa ideologia, diferem entre si em algum detalhe. Desta maneira com certeza cada outro ser humano irá discordar em algum detalhe ou com o todo da minha visão do mundo. Mas eu acho bom que cada ser humano tenha seu blog ou website contendo sua visão de mundo, sua teoria, para que os outros a lêm. E um espaço para comentários, para se mencionar quais pontos o leitor não concorda. E a partir daí estabelece-se uma discussão. Pode ser que alguem tenha uma informação real que desconhecemos e nos obrigue a rever um tópico, uma peça imaginada, do nosso quadro total. Assim podemos ir burilando, melhorando, corrigindo, aproximando mais nossa visão de mundo do mundo real. Pois ao menos eu não estou aqui para brigar defendendo minha visão do mundo, e sim, em busca da Verdade.

Então… liste abaixo o link para sua cosmovisão, e se possível, deixe aqui a lista dos pontos em que discordas da minha. Mesmo que parecer-me absurda, prometo que correrei na mesa procurando a peça correspondente para rever/pensar nela.

Tags: , , , ,