Em Medicina e seus Diagnósticos, No Mundo e Suas Interpretações, Como (não) Pensar Como um Doutor.

Interessante depoimento de uma estudante de medicina é o artigo publicado hoje em:
http://blogs.scientificamerican.com/unofficial-prognosis/2012/02/16/how-not-to-think-like-a-doctor-2/
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How (not) to think like a doctor

O fato de que já existiram vários impérios e civilizações e todos caíram é explicado pelo fato de que tais civilizações foram construídas tendo por base errôneas interpretações do que é a Vida e como funciona a Natureza. Assim tambem a morte de um paciente num hospital pode significar que os médicos não conhecem o corpo humano o suficiente para fazer o correto diagnóstico e evitar o pior. Ilana Yurkiewicz é uma estudante na Harvard Medical School mas já se graduou com um bacharelado em Biologia pela Yale University e tem uma mente que promete, pois ela raciocina, questiona, sôbre o ambiente e a dinamica da situação em que está envolvida.

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Ilana Yurkiewicz

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Ela diz: ” Em nosso primeiro dia de fisiologia, nosso professor mostrou um slide com a figura de um elefante. Êle nos deixou olhando-a por vários segundos e então perguntou: o que é isto? No próximo slide apareceu a figura de uma chapa com raio-x do peito. Nós continuamos em silêncio por mais alguns segundos e então êle perguntou: o que é a diagnose?

“Êle estava demonstrando o que foi feito num recente teste que examinou o modo como os doutores pensam quando perante um paciente. (Ela não está dizendo que o médico fica se perguntando se o que está sentado na cadeira à sua frente é um elefante, um ser humano, ou uma tartaruga, e sim, ouvindo e examinando o paciente investigando qual sua doença). No estudo, similar imagens foram mostradas por iguais intervalos de tempo, mas para médicos e não para estudantes. E constataram que os doutores dispenderam o mesmo tempo no reconhecimento do animal que dispendem para fazer um diagnóstico – menos de 1,5 segundos. Enquanto isso, scanners dos seus cérebros revelaram que as mesmas partes do cérebro estavam sendo usadas durante as duas experiencias.

“Esta não foi a primeira vez na escola de medicina que me fêz prestar atenção na maneira que ocorrem meus pensamentos, como eu penso. Quais são os métodos com que uma pessoa poderia identificar um elefante? Um método é trabalhar dêsde a base de dados. Você poderia observar: isto é enorme, cinza, e tem quatro pernas e um tronco. Então você pensaria nos possiveis objetos que possuam estas qualidades, excluiria aquêles que não fizessem sentido, e continuaria a coletar e raciocinar através dos dados até chegar à correta diagnose. Ou você pode, num instante, por reflexão, reconhecer o padrão e fazer a identificação. (Isto é elefante!, ou “Isto é apenas enxaqueca na menopausa. Já conheço estas madames ricas a muito tempo, já ouví muito essa mesma história. É o mesmo padrão.” … Mas pode ser o inicio de uma Alzheimer …).

” Para recomhecer coisas como elefantes, o nosso costumeiro comportamento é óbvio. Nós trazemos à memória padrões reconhecidos todo o tempo, sem mesmo conscientemente notar que nós estamos resolvendo um problema, solucionando uma equação. ( Êste comportamento pode ser extremamente benéfico, por exemplo, quando uma cobra está vindo na direção dos nossos pés, é melhor imediatamente fazer a identificação do que ficar testando a idéia se aquilo não é nosso lulu que vem sempre lamber nossos pés. Vocês me dão uma pausa agora que preciso sair correndo avisar minha avó com Alzheimer que uma cobra é diferente daquêle cachorro-linguiça que ela tem em casa.)

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Humm... você sente uma dor aguda como uma punhalada... deixe-me pensar...

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Porque, em relação ao outro método da analise dos dados, imagine se você tivesse que montar a imagem de um elefante cada vez que visse um. O próprio elefante, ao ver você ali parado/a olhando-o fixamente iria pensar: “Êsse é um panqueca!”. Então imagine agora se você vê vinte elefantes por dia, como o médico vê 20 pacientes por dia! Você não teria o tempo para raciocinar levantando o estoque da sua bibliotecária coleção de dados para observar cada caso. Os vinte elefantes iriam embora dizendo: “Vamos que aqui parece que não vamos conseguir alfafa. Parece que êle tem que fabrica-la antes…”. Seu consultório ficaria vazio. É como certos restaurantes que você chega com pressa e pede um rizoto de frango e os caras vão no galinheiro engordar um frango magro, matar, limpar, cozinhar… e aí se lembram que esqueceram de botar o arroz na caçarola… assim não dá! O nosso amado velhinho médico da familia a 40 anos fica reclamando que o dono do carrinho de pastel na esquina da igreja ganha mais dinheiro do que êle… tambem pudera… a cada nova consulta que vamos lá temos que ficar contando a mesma longa história fisiológica do nosso corpo, desde o dia em que aconteceu o primeiro encontro entre papai e mamãe, como começaram a namorar… etc. É o melhor médico do mundo mas se você for lá, se prepare, leve contigo uma paciência de elefante.

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Médica perfeccionista: qual numero você escolhe para sua dor?

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” A habilidade para reconhecer padrões – continua a explicar nossa esperta estudante – e instintivamente classifica-los com base em coisas que vimos antes nos fornece
as ferramentas para concluir sôbre as coisas que nunca vimos antes. ( Epa! Espere aí, Ilana! Por exemplo, os nossos ancestrais de dois mil anos atrás nunca viram o planeta terra de fora. Mas tinham visto pratos e tartarugas. Correram a concluir que nosso planeta seria como um prato plano que se sustenta e se move no espaço carregado nas costas de uma tartaruga. Um médico não pode usar êste método! Senão, quando nosso amado velhinho médico da familia começar a ficar gagá, e eu chegar lá com resfriado, tossindo, êle vai rebuscar padrões na memória, vai vir o som de cachorro latindo, êle vai fechar a porta na minha cara dizendo: “Não sou veterinario. O veterinario é na outra loja da esquina.” Devagar com o andor, Ilana.

“Como resultado, (ela continua), faz sentido que a medicina tenha se estabelecido nêste modo de pensar. Medicina é intensiva no extensivo ( Acho que quer dizer: urge pressa dentro de uma ampla gama de possibilidades). Ela é cumulativa. Muitos doutores são ensinados no método da análise da base de dados – siginificando que tomam uns poucos fatos e formulam a diagnose. Recebe-se umas poucas peças do quebra-cabeças, monta-se o que der conectando as peças e observa-se a figura incompleta obtida para calcular o que deve ser o quadro final. ( Isso está me cheirando mal… com êsse método e devido a essa pressa os antigos não se fizeram perguntas óbvias como: é o que é que suporta e carrega esta tartaruga no espaço?” É preciso raciocinar se o quadro final teorizado faz sentido.)

” Entrar no ramo da medicina significa aprender uma nova linguagem, diz ela. ( Eu acho que o estudante deve ser poliglota pois desconfio que o estômago não fala o mesmo idioma do fígado. E os dois devem ficar brigando o tempo todo pois o voraz estômago quer devorar tudo o que aparece, até arruela de caminhão, e o fígado tem a mania da limpeza, resmungando que aqui não deve entrar porcaria… O estomago deve falar o idioma inhonc-inhonc e o figado deve falar o vruum-vruum. Já o coração eu sei que fala o toc-toc. E tem outra parte que fala outro idioma cujo som não tenho coragem de escrever aqui.)

“… e você não será capaz de resolver casos complexos se você ficar analizando cada nova palavra e complicando cada conceito em questão. Definitivamente, existem padrões de doenças que você deverá saber. ( Por exemplo, para um médico que tenha sido agraciado na vida com um alto teor de inteligencia como eu fui, se o cara chega mancando no consultório, o médico deve imediatamente reconhecer, como eu sou um gênio e sou capaz de fazer, que êle está com dor na perna e não na orelha).

“Mas existem os lados negativos. ( Ôpa! Parece que ela me escutou e vai desacelerar sua velocidade com o andor.) Salte a conclusões baseadas em poucos fatos, e suas idéias estarão sujeitas às suas tendencias, inclinações. Existem as tendencias arbitrarias associadas à experiencias anteriores: você pode ser mais tendente a fazer um diagnóstico de uma doença, por exemplo, simplesmente porque aconteceu de você ter visto algo similar antes. Você pode tentar encaminhar suas observações dentro de pré-concebidos modêlos aos quais elas não pertencem. Ou, você pode descartar importantes dados completamente, assumindo que êles são insignificantes. (Bem… foi aqui que a Ilana fisgou meu coração e me fêz prestar atenção num artigo que não tinha muito a ver com meu assunto aqui nêste website, a Teoria da Matrix/DNA. Forçar a entrada de tôdas as coisas dentro de modêlos mentalmente pré-estabelecidos. Tentar empurrar pela bunda elefantes para dentro do armario de roupas pensando que elefante é casaco de chantillon. Ou tentar amarrar o rabo de um macaco vivo no varal do guarda-roupas pensando que macaco é cabide. Vem bem a calhar aquêle velho refrão da lenda grega: “Enfiar tudo no mesmo lugar como num leito de Procusto”.)

É incrivel essa mulher. Lá de longe, a centenas de quilometros de distancia ela fêz meu diagnóstico e acertou em cheio! Depois que arranquei da selva há 30 anos artrás o modêlo da fórmula da Matrix/DNA, tudo o que vejo se encaixa na fórmula. Ela está me dando um cutucão, puxando minha orelha, para eu acordar! Ainda ontem, como o leitor pode ver no meu ultimo artigo, estava lendo um “paper” descrevendo que uma proteina funciona como uma chave liga/desliga quando se conecta a uma molécula chamada guanosine, então curioso fui no Wikipédia ver a fórmula química desta molécula e quando batí o ôlho nela um arrepio frio me congelou o cocuruto: ví a fórmula da Matrixz na molécula e deduzí o porque a molécula dá ordem à proteina para funcionar como sistema aberto ou fechado, ligando ou desligando. E o pior é que se alguem vier dizer que os cientistas descobriram o mecanismo e é de outro jeito, vou reagir com indiferença assumindo que os cientistas estão errados e não sabem o que fazem porque desconhecem o meu modêlo! Foi assim quando Demócrito disse ao pulpito que a Terra é redonda e não um prato achatado: a reação do povo foi de ironia porque a Terra redonda não se encaixava nos modêlos pré-estabelecidos em suas mentes decorrentes das suas experiencias na observação da superficie da Terra. Ainda agora estamos envolvidos com o caso do biológo americano que apresentou a teoria dos “gyres”, onde todas as origens de tôdas as coisas caberiam num unico modêlo de criador – assunto de meu outro artigo nesta página. Existem muitos exemplos de comportamentos humanos que são produzidos mais por instinto que pêlo exercicio da Razão e são tão naturais para nós que não nos damos conta dêles. Por exemplo: aplicando calculos racionais na situação do sistema social humano cheguei à conclusão que muitas de suas mazelas decorrem da instituição socializada básica que é 6esse tipo de familiar nuclear. A maioria dos seres humanos sofrem de alguma maneira porque existe êsse modêlo familiar. mas pessoas jamais empregam seu raciocinio para questionar êste modêlo e tentar calcular e experimentar outros modêlos. Um dos unicos que f6ez isso foi o grande filósofo Jesus Cristo quando questionou êsse mod6elo e sugeriu um outro, diferente, o qual denominou de “sagrada familia universal”. Mas nem o sofrimento diário, nem Cristo consegue arrancar do subconsciente dos cristãos algo que ali foi implantado e resiste a ser exorcizado. Talvez mais uma vez vai ser necessário as forças da natureza sob transformação atuarem com tragédias ambientais e outros de seus artificios para prover uma cirurgia dolorosa mas necessaria na espécie humana e mostrar que êsse mod6elo de familia não pode mais se sintonizar com o ritmo da evolução e o destino do homem. Êste artigo elaborado por essa menina é espetacular quando levam médicos a repensarem-se, estudantes de medicina a raciocinarem, a nós, filoósofos naturalistas e perseguidores de uma teoria de modêlos a se refrearem, e ao povo em geral, a uma pausa para se conscientizar sôbre quais bases estão fundamentadas suas decisões no dia a dia).

“O objetivo do nosso professor ao mostrar-nos a experiencia do elefante não foi nos encourajar a pensar como os doutores pensaram naqu6ele teste. Antes disso, o objetivo era mostrar o que nós estamos sempre inclinados a fazer – e portanto a nos encourajar a resistir a 6estes impulsos. Nós fomos avisados. Não simplesmente memorizar padrões. Trabalhe sistematicamente cada novo problema, passo a passo. Mas seguir estas recomendações será como uma batalha, ou como escalar e subir uma montanha íngreme. Sistemática solução de problemas toma muito tempo – uma coisa que falta em medicina. Medicina é andar a passos lápidos, correndo. Doutores falam rápido e tomam decisões rápidas. Os médicos no estudo diagnosticaram lesões na chapa de raios-X em meros 1,33 segundos!

“Eu espero que eu possa devenvolver a habilidade de reconhecer os elefantes da medicina quando for necessário, mas tambem lembrar que devo fazer uma pausa e me perguntar: o que mais poderia ser enorme, cinza, com quatro pernas e um tronco? Qual outra informção eu necessitaria para distinguir entre todas as possibilidades?”

Na minha opinião, que pode não ser correta, acho que a moral da história aqui seria: “Um médico tem que ser versátil, mudando suas atitudes conforme as circunstancias e ter liberdade economica no meio do capitalista sistema médico de hoje. Para tanto não deve ser consumista luxurioso, ambicionando comprar mansões, nem ter mulheres e filhos como consumistas inveterados a lhe pressionarem por dinheiro. Êstes desvios do humanismo responsavel pode causar mais sofrimento e até a morte de pessoas. Tem que ser um malabarista entre o velho método do médico da minha familia de maleta na mão atendendo domésticamente um a dois pacientes por dia e o método da medicina veloz no capitalismo selvagem de hoje. E enquanto isso, a nós, ao povo em geral, essa menina está dando um puxão de orelhas, lembrando que nossas discriminações, nossas seleções do que é bom ou mal, importante ou inutil, nosso comportamento geral, não deve ser impulsivo, porque temos errados modêlos de padrões arraigados em nosso subconsciente, que cada caso é um novo caso que deve ser racionalizado. Mas na teoria a prática é outra. Estamos no caso da estudante que vai tentar atuar diferente dos outros dentro do hospital e que será certamente a tôda hora atropelada por médicos e enfermeiras. Pode ter certeza que em uma semana ela se esquece do conselho que ela se deu a si própria e entra no ritmo da boiada em disparada para sobreviver. Então para que eu mesmo escrevo êste artigo, se o tema é inutil!? Porque poderia não sê-lo se principalmente o povo em geral seguisse um outro conselho que estou cansado de repetir. Saia da frente da televisão nas noites após o trabalho. Evite os churrascos com bebedeiras regados a papo inutil nos finais de semana. Olhe para a casa do vizinho com um novo olhar. Pergunte-se quais os problemas e objetivos de melhoria voc6es tem em comum. Crie coragem e chame-o para uma conversa. Convide-o a fazerem uma sociedade com laço de sangue até na morte. Uma sociedade para algo legal, para trabalho em conjunto naquelas horas livres, para solução/ produção das suas causas comuns. depois disso vá os dois à casa do terceiro vizinho. Convide-o para a mesma sociedade. Amplie isso ao bairro inteiro. À cidade. Ao país. À Humanidade inteira. Será quando estiverem dialogando os temas práticos de suas existências, quando muitas cabeças com diferentes experiencias com diferentes modêlos mentais, que se realizará a quela pausa na correria da boiada desenfreada, quando automaticamente revisarás teus modêlos inculcados, e a repetição dessa experiencia é o que fará funcionar êste conselho. Mesmo que você não o qusisesse, o método funciona por lei natural. Mesmo que você nunca tenha pensado nisso, as fôrças do Universo conspirarão e te conduzirão do modêlo familiar que foi engendrado na situação primitiva de caos da nossa biosfera ao modêlo familiar que custou a um filósofo alguns anos no deserto a refletir para finalmente descobrir uma alternativa produzida pela Razão.

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