Da Força Invisível dos Sistemas Naturais Surge a Complexidade

Há 10 bilhões de anos atrás, tôda a natureza universal se resumia a uma nebulosa informe de átomos, leves, simples. Passado êstes dez bilhões de anos, a nebulosa se transformou em cavalos, macacos e homens, dos mesmos átomos. Não pense nisso, pois este tem sido o maior pesadelo para os pensadores em todos os tempos. A não ser que… o pesadelo tenha terminado porque a trama tôda foi descoberta. E o responsável, desmascarado.

Será que – se reproduzir-mos aquela nebulosa no espaço sideral – e misturar-mo-la de tôdas as maneiras possíveis, e depois misturar-mos as misturas resultantes, fazendo isso por outros dez bilhões de anos, vamos obter cavalos, macacos e homens? E auto-consciência? Ou iríamos obter outras coisas inimáginaveis, muito complexas?

O fato é real. Aconteceu. Temos aí os macacos para todo mundo ver e comprovar por si próprio. Naquela nebulosa só existiam quatro ou seis tipos de átomos, os chamados leves, porque só formam gazes, como o hidrogênio, o hélio. Os átomos mais evoluídos, pesados, com mais de seis prótons e elétrons só foram formados depois, quando da nebulosa surgiram as estrêlas. Naquêles gazes estavam os macacos, os cavalos, os homens de hoje, fragmentados em seus rudimentos materiais. Mas como?!

Estavam lá, todos os ingredientes, os princípios, os mecanismos, os processos, que hoje existem no corpo humano. Porque a Natureza não é mágica. Ela não pode criar algo do nada.

Os modêlos da Teoria da Matriz Universal/DNA nos levaram a descobrir como uma arquitetura natural ganhou um grau a mais de complexidade. Era tudo o que precisávamos saber. Sabendo como foi um passo, sabemos como foram todos os outros, porque são todos iguais.

A solução do supremo mistério estava num conceito: sistemas. Um novo sistema natural se forma quando vários diferentes sistemas formados anteriormente se juntam por atração simbiótica e tornam-se partes de um único novo sistema. Ora haviam seis tipos de sistemas anteriores naquela nebulosa, seis tipos de átomos, era tudo o que precisava para da nebulosa surgir não um novo átomo, um sétimo átomo, mas sim um novo tipo de sistema nunca surgido antes. Assim a nebulosa tornou-se uma massa composta de fragmentos, todos idênticos. O novo sistema chamava-se “astro”.

 Mas teria piorado a situação para cavalos e homens? Pois para êles aparecerem no mundo 10 bilhões de anos depois, seria muito mais conveniente uma sôpa primordial rica com variedade de ingredientes que uma massa homogênea que nem sôpa conseguia ser. Ledo engano. O novo sistema continha um segrêdo poderoso: Ciclo Vital! E isto criou da simplicidade singular daquêle princípio, da nebulosa de um unico ingrediente, uma nova nebulosa portadora de grande diversidade de novos sistemas. A História que iria no futuro produzir cavalos, estava salva e continuava sua marcha.

O flagrante em que descobrimos a Natureza trabalhando na surdina e na escuridão da noite aconteceu justamente quando pegamos um astro imóvel, parado no espaço, sideral. Mas movendo-se em relação ao tempo. Como isso é possível? E em que isso cria do nada um novo grau de  complexidade?

Sistema é um conjunto de partes diferentes conectadas num circuíto simbiótico. As partes não ficam imóveis num sistema. Quando menos moventes, elas vibram. E assim emitem radiações pelas quais perdem fragmentos de si mesmas. Os fragmentos podem ter dois destinos. Primeiro: partes que não são vizinhas num circuíto se misturam e formam novas menores arquiteturas, as quais são diferentes de tôdas as partes. Um exemplo disso é como surgem os tumores no corpo humano. São novas arquiteturas diferentes de tudo que existia antes no corpo e de todas as partes que constituem o corpo. Segundo: os fragmentos se misturam mas não se conectam, arquitetura não é constituída, perfazem uma substância radioativa etérea, abstrata, como um campo magnético.

Acontece que estas novas arquiteturas e/ou substâncias se constituem em novas informações que não existem em nenhuma das partes. Por isso dizemos que um sistema é formado pela soma de tôdas as informações de tôdas as partes, mais uma pequena quantidade de informações que excede a soma de tôdas as partes.

Existem tumores malignos, tumores neutros, mas também existem os benignos. E justamente um novo sistema possuidor de um tumor benigno pode salvar o sistema de um ambiente em colapso em que contra-informações eliminam tôdas as suas simétricas informações, menos aquelas que não existem no ambiente. Um exemplo? Quando um meteórito imenso caiu na Terra e levou a biosfera ao seu colapso, dinossauros desapareceram porque dinossauros possuíam em seu corpo as mesmas informações que constituem a biosfera. Mas havia um réptil menor, denominado cynodonte, cujo corpo, por uma anomalia, havia desenvolvido uma espécie de tumor: os ovos que todos os seres vivos antes dêle e até os maiores que ele, como os dinossauros, botavam fora, ficaram entalados em seu corpo e fêz crescer uma nova protuberância, que mais tarde se tornaria o sistema reprodutor mamífero. O cynodonte salvou-se.

Restam ainda três proposições feitas aqui anteriormente, a serem esclarecidas. Como o astro primordial apresentava um ciclo vital? Como pode um corpo parado num ponto do espaço estar se movendo em relação ao tempo? Como uma unica espécie de sistema natural, um unico cêpo primitivo comum, pode reproduzir-se numa imensa variedade de novas espécies?

Vamos ver um exempo conhecido por todos de como um unico sistema forma um novo diferente sistema. O sistema unico que vamos usar como exemplo é… você. Isso mesmo: “vósmicê”, em pessoa! Você é um corpo formado de partes conectadas entre si cada qual executando uma função diferenciada e todas ligadas a um nucleo central, denominado “cérebro”. Logo você é um genuino sistema. Mas seu corpo apresenta uma particularidade interessante: êle muda de forma a cada segundo, pois a cada segundo morre ao menos uma célula a qual é reposta, porém, óbviamente a repositora será diferente em algum minimo detalhe da ancestral, já que não existem duas células exatamente iguais. Quando ao invés de observar-mos seu corpo em termos de segundos, expandir-mos o tempo dos intervalos das observações para anos, veremos como as pequeninas mudanças invisiveis acumuladas produzem grandes mudanças visíveis. Assim seu corpo é, numa observação, uma massa informe chamada “mórula”, noutra observação uma blastula, depois um feto, um embrião, um bebê recem-nascido, uma criança, um adolescente, um adulto, um idoso, e… desculpe-me… um cadáver. Que enorme diferença existe entre um bebê chorão e um adulto campeão da maratona olimpica… claro, daquela realizada em casa, apenas entre a familia. A diferença entre as fotos de um bebê e de um adulto humano é tanta que um hipotético extra-terrestre feito de ferro e aço e uma unica forma fixa, jamais acreditaria que as duas fotos são de um mesmo unico individuo. 

Mas os seres humanos criaram um novo sistema, natural, ao qual denominamos, sistema familiar. Um sistema familiar exemplar, perfeitamente funcional como sistema, completo, teria que ter no minimo sete formas de corpos humanos: a mulher gravida (garantindo a re-criação), o bebê ( garantindo a perpetuação), a criança ( garantindo o crescimento), o adolescente (garantindo a maturação) o homem adulto (garantindo a manutenção), o idoso (garantindo o armazenamento das informações), e o cadáver (garantindo a mutação). Isto é um sistema-matriz, elo entre sistemas, elemento chave da evolucão.

Porem, um unico individuo não poderia ser transformado e tornado-se o novo sistema, familiar, porque estas sete formas não podem ser fixadas no espaço, separadamente. Então para resolver êste problema são criadas várias cópias da mesma espécie, porem em tempos diferentes, de maneira que inevitavelmente estarão combinadas num mesmo ponto do espaço, sob um mesmo teto, as sete diferentes formas. Assim aconteceu que aquela unica espécie de criatura existente numa nebulosa a 8 bilhões de anos atras, que poderia estar imóvel no espaço vazio sideral, estava movendo-se em relação ao tempo. Mudando de forma. Mas falamos em espécie. Uma espécie compreende um sem numero de iguais individuos. Iguais entre aspas, porque eles contem um segrêdo: mudam de forma. De maneira que num dado momento, num dado ponto do espaço, existam sete diferentes formas. Fixadas.

Em relação àquêle astro, a natureza aplicou mais um truque magistral. É claro que um unico individuo humano não poderia ter gerado as sete partes do sistema familiar, unicamente porque êle ou ela apresenta as sete formas de um unico genêro sexual, e vimos que o sistema familiar completo é composto dos dois sexos. Como a Natureza resolveu êsse problema? Os modêlos da Matriz encontraram a resposta: o “danado” era hermafrodita!  

Ora, existe uma força de conexão natural entre as diferentes formas de um mesmo individuo. Na criança está programado o adolescente. No  adolescente jaz a criança. Existe uma ponte invisivel entre a criança e o adolescente que ela será no futuro. Uma ponte invisivel porque constituida de tempo, o qual ninguem vê. Mas quando uma criança que veio do bebê X é colocada perto de um adolescente que veio do bebê Y, da mesma espécie, a ponte invisivel pode tornar-se num fenômeno sistêmico: simbiose. Aquêle velho fenômeno que Margullis suspeitou ser responsável por ter juntado diferentes micro-organismos, denominados organelas, num unico sistema, o celular.

Foram esclarecidas as proposições referentes ao ciclo vital, ao aumento de um grau de complexidade, ao corpo movente parado no espaço? Se sim, está explicado como a Natureza tirou da simples nebulosa de atomos gazozos do principio as figuras de cavalos, macacos e homens. Tal como o mágico tira coelhos da cartola. Que de magico, bem o sabemos, não tem nada: tudo não passou de um engenhoso truque. A Natureza foi pêga em flagrante executando seu maior truque universal, o pseudo mágico foi desmascarado, graças aos modêlos da Teoria da Matriz Universal/DNA.

Mas a mesma Matriz está apontando para alem daquela nebulosa de átomos do principio, para um ponto antes mesmo de acontecer o Big Bang. E sugerindo que todo êste Universo é uma genética reprodução de um sistema que existia antes, ou existe ainda, e talvez exista aos milhões. Se for verdade, cavalos, macacos, homens, auto-consciência, tôdas estas maravilhosas arquiteturas complexas que vemos hoje, estavam programadas muito tempo antes, naquêle sistema. Sinal de que vai começar um novo tipo de pesadelo para os pobres pensadores.

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