Astronomia: A Batalha Entre os Milhares de Modelos Feitos Pelo Cérebro Eletro-Mecânico Contra Um Único Modelo Feito Por Um Cérebro Biológico

Astronomia é uma das áreas de estudo que mais vem se expandindo. Estamos assistindo uma versão moderna da era dos descobrimentos de Colombo a Cabral. Apenas a IAU (International Astronomical Union) tem mais de 10.000 membros todos com nivel acima de PHD. A Terra está se enchendo de telescópios, o espaço sideral está sendo alvo de recente invasão de um novo tipo desconhecido de virus singrando as mais distantes regiões, os quais na verdade são instrumentos mecânicos para espionagem produzidos pela humanidade na Terra.

Mas existe uma armadilha nisso tudo aí em que os astronomos estão caindo que nem patinhos. Vamos explica-la direitinho. Como o ser humano com seu próprio corpo, olho nu e inteligência natural não pode sair das redondezas da Terra e não pode ver mais que os pontinhos brilhantes no céu, ele construiu extensões de seus sentidos como sensores mecânicos, construiu um cérebro eletromecânico, uniu tudo fazendo uma imitação mecânica de homem,  e está a enviar esse espião soldado a maçarico ao espaço sideral. O verdadeiro homem de carne e osso fica na Terra olhando para a tela do computador conectado aos robots espiões assistindo a colheita de dados e o maximo que faz é misturar os dados para ver o cérebro eletro-mecanico fazendo simulações tentando reorganiza-los segundo a lógica mecânica, quando então o homem espera poder obter o verdadeiro final produto que procura: história das origens, a fonte da juventude eterna, ouro e diamantes. Hoje a astronomia acadêmica baseia seu conhecimento nas informações transmitidas pelo computador e suas teorias nas simulações que faz no mesmo computador.

Estas geringonças espiãs não são como as caravelas que iam recheadas com homens de carne e osso dentro. Tudo é “sentido” segundo a percepção mecânica, quer dizer, o complexo sensorial do cérebro espião apenas capta a matéria, a luz emitida, as temperaturas e os movimentos de “objetos”, selecionando os dados dentro de sua lógica mecânica e discriminando quaisquer dados que porventura se relacionasse com a organização biológica ou quiçá, emotiva, da matéria. Como resultado inevitável milhões de professores nas escolas estão informando bilhões de jovens que ficam de bôca aberta ouvindo histórias de universo que nasce como um motor a explosão, que expande e contrai como a engrenagem da máquina, povoado de buracos negros canibais que devoram matéria prima como os trituradores. Claro, o cérebro eletro-mecânico no seu imaginário inventa um mundo como sua auto-projeção, assim como o cérebro biológico na sua época se projetou como sendo o centro da criação e viu seu mundo e seus deuses à sua imagem e semelhança. Se as galáxias fôssem meras células de um dinossauro cósmico o cérebro eletro-mecânico jamais iria perceber os fenômenos vitais indicando a existência do dinossauro. É possível que dentro das escolas do mundo tôdo hoje esteja sendo contada a maior fábula de todos os tempos e de maneira tão séria como meu professor criacionista narrava e descrevia como era o Paraíso do Eden ou o inferno do diabo.

Bem… aí me aparece um semi-macaco recem saído da selva amazônica abanando na mão um papiro todo desenhado com coisas do espaço sideral, como cometas, estrêlas cadentes, etc. Diz que êle e o pagé curandeiro tomam uma beberagem chamada Santo Daime e ficam ouvindo o espirito da selva Tupã contando histórias de criação do mundo e dos bichos e vendo estrelinhas.  Mas fala de uma cosmologia totalmente disparatada, se comparada com a narrativa dos astronomos. Parece que o espirito Tupã andou espionando e assistindo aulas nas escolas dos brancos pois  o bicho fala nomes como buracos negros, quasares, mas diz tudo ao contrario: onde os astronomos dizem que morre uma estrela ele diz que nasce, onde os astronomos dizem que nasce um buraco negro ele diz que morre… e assim por diante.

Uma coisa é preciso ser dita: trata-se do Ultimo dos Mohicanos! O ultimo dos filósofos romanticos observadores de luas cheias da Idade Antiga. No meio da selva foi conservado um cérebro biológico original daqueles que faziam o serviço que o cérebro eletro-mecânico faz hoje. E olhos nus, com um intuição tipo sexto sentido que fica ziguezagueando das coisas da terra selvagem  para as coisas do céu e vice-versa e daí tirando suas conclusões.

E o mais engraçado é que o bicho é teimoso! Agora deu de elaborar uma teoria cosmológica geral reunindo seus modelos feitos a lasca de carvão nas paredes da caverna e está na cidade revirando latas de lixo procurando provas-fato como evidências para comprovar sua teoria cosmológica e por consequencia sua teoria das origens da vida, do universo, do mamifero e ainda por cima explicando detalhes como a evolução do pescoço da girafa!

Pobre cérebro humano biológico! Há muito, uma raça quase extinta, enxotado cada vez mais para os pantanos das selvas. Que saudade de suas criações imaginativas! Thor e seu martelo! O bravo guerreiro Sansão e sua manicure, pedicure e cortadeira de cabelo Dalila! Adão e Eva pelados no paraíso! O Gigante Golias e o povo anão duende! A Lampada de Aladin! O Diluvio e a Arca de Noé, cheia de bichos! Tudo substituído agora pelas imaginações do cérebro eletro-mecânico, como o Play Station 3… ou os modelos da teoria cosmológica simulada.

Para se ter uma idéia da avalancha destes modelos que chegam a todo instante às mesas dos desesperados examinadores para o peer-review, basta dar uma olhada no programa do próximo simpósio da IAU sôbre como os planetas nascem, ou são formados:

http://www.iau.org/science/meetings/future/symposia/968/ 

IAU Symposia

IAUS 276: The Astrophysics of planetary systems – formation, structure, and dynamical evolution
Place: Torino, Italy
Start date/time: October 11, 2010

Mas raios! Para um planeta se formar penso que é preciso alguns milhões ou bilhões de anos para juntar a poeira necessária, depois mais alguns milhões de anos para a gravidade agregar estas particulas, mais alguns milhões para formarem-se as rochas… e a humanidade que vê o céu e transmite o que viu de geração a geração não tem mais que míseros e reles quinze mil anos… então como é que pode alguem dizer que sabe como um planeta nasce?! Como ele viu bilhões de anos resumidos no seu tempo de micróbio-particula?

Acho que não é só o ultimo cérebro biológico conservado na selva que é maluco. Por aqui parece que tá todo mundo pirado tambem!

Dê só uma olhadinha num resumo de um dos inumeros trabalhos que será apresentado neste simpósio. Sinta a influência do cérebro eletro-mecânico com seu complexo sensorial próprio, desde seus olhos de vidro a seus tentaculos de garras mecanicas, e como tanto depende de “simulações”:

1.22 Octavio Miguel Guilera – Universidad Nacional de La Plata, Argentina
O.G. Benvenuto, A. Brunini

Simultaneous formation of Jupiter and Saturn

At present, the core instability mechanism is usually considered as the way giant planets formation proceeds.
There are available complex models to describe the formation of Jupiter and Saturn; however, all this models assume the isolated formation for each planet. We developed a model to describe the simultaneous formation of giant planets by the core instability mechanism and considering the oligarchic growth regime for the accretion of planetesimals. We consider a density distribution for the size of planetesimals, with radii between 100 m and 100 km, for which most of the mass of solids is in the small ones. Also, we consider planetesimals migration. The planets are immersed in a realistic protoplanetary disk that evolves in time.
The evolution of the disk affects the growth capacity of the immersed planets in it. Furthermore, the same disk is the physical system through which the “planet – planet” interaction is produced. Here we not refer merely to the gravitational interaction but to the modification of the populations of planetesimals due to the presence of several planetary masses. These masses force the migration of the planetesimals modifying its surface densities, so a planet will affect the availability of material from which the remaining planets may feed in a formation system.
We present the most important results of our model applied to the case of the simultaneous formation of Jupiter and Saturn. We found that, within the classical model of solar nebula (Hayashi 1981), the isolated formation of Jupiter and Saturn undergoes significant change when it occurs simultaneously.

Sem comentários! Cadê o macaco? Deixa-me mostrar isto para êle e ouvir o que êle diz…

Conforme êle vai lendo seu cenho vai franzindo aí êle tira um fação de sua bermuda couro-de-onça e apontando ameaçador para o computador espetando-o na tela êle exclama:

 Hummm… huga? O que êste monte de parafusos tá dizendo? Um grupo de planetinhas da periferia de um disco de poeira “proto-planetário” arrumam suas mochilas e dão uma de imigrantes viajando todos para o nucleo do disco o qual se encontra turbulento e instável? Huga!? Aí encontram uma bocarra aberta que engole a todos, e no final o monstro de poeira se acalma saciado e dá à luz dois planetas gigantes!? Parece minha namorada lá na selva, a orangotango Marylin, quando me agarra sedenta de amor, abre uma bocarra engolindo meu pulsar até que êle gospe fora seus cometinhas,  aí ela se acalma saciada mas com a barriga crescida dando cria a uma dupla de gêmeos! Huga! ?”

– “Ei espere aí! É isso mesmo que está escrito aí?! Eu não tinha visto dessa forma… Acho que sem perceber tambem perdí o modo de percepção do cérebro biológico… Isto colocado dessa maneira mais parece um novo jôgo ou modelo de Play Station…”

– ” Mas então não estás vendo? Estão enchendo linguiça! Veja aqui no meu modelo. Quando é que um astro apresenta nucleo instável e turbulento? Quando um planeta velho está se transformando num pulsar, certo? E o que acontece com tal planeta no meu modelo antes de ser um pulsar? O planeta vai envelhecendo, crescendo em volume gasoso, alcançando as dimensões de um Jupiter. Não precisa ficar enchendo linguiça e nem dessas geringonças de máquinas para saber isto! Huga, huga!” 

Bem, amanhã cêdo as crianças vão para a escola. Eu fiz tôdo esfôrço possível para, orgulhoso, por meus filhos na escola. Mas desde o dia que ando fazendo comparações entre as versões do cérebro eletro-mecânico e do cérebro biológico ando preocupado. Afinal os dois exibem montanhas de evidências e um não tem como derrubar a versão do outro. Já não tenho mais  a certeza e confiança nas teorias que vejo nos livros escolares como tem todos os que não conhecem o namorado da Marilyn e suas teorias. Eu queria que o cérebro humano humanizasse o computador mas será que o cérebro eletro-mecânico não está mecanizando o cérebro de nossas crianças? 

 

 

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