Posts Tagged ‘David Albert’

Os Físicos da Quântica Estão Crendo Que a Mente Não é Natural?!

domingo, junho 24th, 2012

Inspirado na palestra/vídeo em:

http://bigthink.com/ideas/18098

The Physics of Thought ( A Física do Pensamento)

Big Think

Alguma descoberta da Ciência Moderna sugere a possibilidade do livre-arbitrio? Existe uma separação entre mental e fisíca entidades?  Tem isto alguma importancia? O filósofo David Albert menciona os acirrados debates sôbre o tema.

David Albert

DAVID ALBERT

Professor of Philosophy, Columbia University

(Obs.: para brasileiros melhorarem a pronuncia, a audição do Inglês, é bom ouvir o vídeo lendo o texto que está resenhado.)

Veja opinião da Matrix/DNA e o comentário postado por nós no artigo da Big Think, o qual está copiado abaixo:

Opinião da Matrix/DNA:

A longa cadeia de causas e efeitos naturais entremeada de acasos denominada evolução universal, que começou com o Big Bang, está produzindo por ultimo aqui e agora o tôpo mais complexo denominado “auto-consciência”. Portanto a auto-consciência é um produto natural. Já estamos nos capacitando a desenhar um modêlo de como é o corpo natural da auto-consciência, porque ela é uma nova emergência de sistema para o qual conhecemos a fórmula. Isto até prova em contrário e segundo minha débil limitada posição como observador.

No entanto, a “auto-consciência” é supernatural em relação à natureza material universal, é o que sugere a mesma fórmula. Como pode ser natural e super-natural ao mesmo tempo?

Recorremos a uma analogia racional.  Num processo de gestação genética humana, a mente que emerge no embrião é produto do desenvolvimento e evolução do embrião, mas é tambem algo imposto ao embrião em dado momento através de registros na sua carga genética, pela espécie humana que já possuía esta propriedade. Os pais do embrião que transmitiram a propriedade da auto-consciência não estão em momento algum dentro do universo intra-uterino em que existe o embrião, são elementos ex-machine. São naturais em si mesmos, porem não existem no meio-ambiente limitado do embrião. Esta analogia parece “forçada”, artificial, à pessoa que tem dificuldade de pensar como o embrião. Mas essa dificuldade pode começar a desaparecer se essa pessoa conhecer a lógica racional em que todos os fatos e eventos realmente conhecidos e comprovados são arrolados numa só sequencia lógica de causas e efeitos sugerindo que êsse universo natural é apenas um recipiente onde está ocorrendo um processo de reprodução genética do sistema natural que existia antes do Universo, e que o gerou, criou. Certamente não se aceitará de pronto essa possibilidade, todos irão rebuscar fatos e eventos que pensam servir como evidências ao contrário, mas eu aviso de antemão que durante os ultimos 30 anos que tenho testado, todos os fatos e eventos apresentados têm-se encaixado nesta lógica. Enquanto não aparecer um fato ou evento realmente e cientificamente comprovado que derrube o edificio dessa lógica, não existe justificativa racional para se rejeitá-la.

Isto é diferente da posição de muitos que sugerem a existência de deuses super-naturais como explicação para todos os fatos e eventos. Porque Deus não tem como ser cientificamente testado e num sistema ex-machine se reproduzindo através do Universo todos os fatos e eventos são explicados por causas e efeitos que podem ser cientificamente testáveis.

Supomos por um momento que o leitor se dispõe a prestar atenção nessa nova cosmovisão. O aparecimento da auto-consciência aqui e agora significaria que ela teria que estar registrada na carga genética humana, mas tambem antes, dos primatas, registrada de alguma forma no planeta, na galáxia, até no que de material existia no momento do Big Bang. E mais: ela teria que existir antes das origens do Universo. Sim porque no embrião humano a auto-consciência existia antes do ôvo dentro do qual êle surgiu. Podemos assegurar que ela existia no DNA que estava num espermatozóide e num óvulo. A fórmula para produzir a auto-consciência no embrião estêve como potencial latente desde o momento da fecundação, desde as formas de mórula, blástula, feto. Então, se o Universo é um mero processo de reprodução genética, a fórmula para produzir auto-consciência tem que ter estado como potencial latente em todas as formas ancestrais do sistema universal que ora denominamos “corpo humano”. Teria que estar no sistema atômico, no estelar, no galáctico, no primeiro sistema celular, passado através de vegetais e animais inferiores, até chegar no primata. Mas é nessa direção que estão apontando os modêlos e gráficos dessa nova cosmovisão. Basta trocar nomes, e nomes são produtos arbitrários da nossa cultura, nada influem nos fatos e eventos reais. Ao invés de DNA temos a Matrix. Ao invés da escada em caracol como representação da fórmula que é o DNA, temos o diagrama circular sistêmico como representação da fórmula que é a Matrix. Ao invés de genes masculinos e femininos temos vórtices com spin à direita ou esquerda. E assim, por diante, tudo bate.

O próprio evento do Big Bang pode ser descrito pela ótica da Física Teórica e pela ótica da Biologia Genética sem se alterar um unico detalhe. Pode-se ver o Big Bang da Física dentro de um óvulo dando inicio a um corpo humano e pode-se ver a fecundação sexual num contexto universal dando inicio a um sistema natural como um átomo ( em outro artigo explico isso em detalhe).

Enfim, é perfeitamente lógico e racional ter em conta a possibilidade que a auto-consciência existia e/ou ainda existe, num sistema extra-universal. Super-natural em relação à natureza contida dentro do Universo, mas natural em relação ao processo que produziu a auto-consciência humana.

Pensemos numa hipótese. Um embrião está sendo gerado com DNA humano dentro de um frasco de laboratório. Subitamente um evento qualquer faz desaparecer da superficie da Terra tôda a matéria orgânica que compoem a biosfera, desaparecem todoas as formas de vida e seus restos, a Terra volta ao seu estado árido e nu de 4 bilhões de anos atrás. Mas o frasco é mantido, o embrião nasce, e claro, auto-consciente. Teria razão êsse individuo acreditar que sua auto-consciência é natural ou super-natural? É natural, desde que não surgiu por mágica. Mas tôda a matéria terrestre e quiçá do Universo não pode produzir outra auto-consciência. E aqui podemos pegar os céticos numa armadilha. Êle afirmará que em outros 4 bilhões de anos de movimentos da matéria terrestre e quiçá do Universo acontecerá novamente o acaso  que deu origens à vida. E que isto poderá acontecer milhões de vêzes em outros milhões de planetas no Universo. E tambem por acaso acontecerá que uma destas formas de vida produzam o que conhecemos por auto-consciência. Mas, ora, se um mesmo fenômeno ocorrer exatamente igual por duas vêzes já não é mais produto do acaso, e sim evidência que o Universo estava tunelado para produzir isso. Se estava tunelado, é um processo de programação computacional genético.

A Natureza por si só não teria como produzi-la, o elemento que a transmitiu não existe mais dentro do Universo, portanto em relação à natureza dentro do Universo a auto-consciência daquêle individuo é super-natural. O individuo só estaria correto se acreditasse que sua auto-consciência é um produto natural e super-natural ao mesmo tempo.

xxx

O pensamento foi produto da evolução natural do cérebro, e o conjunto dos pensamentos recebe o nome de “mente”. A propriedade dos pensamentos serem contínuos produz êste fenômeno que se denomina “auto-consciência”. Tenho conhecimento desde minha adolescência, de respeitáveis teoremas e equações elaborados por matemáticos ( se bem me lembro por Godel e Wiener) sugerindo que não seria possível à matéria cerebral ter dado por si só êste gigantesco passo mutante que criou a mente, mas meus modêlos e gráficos sugerem que a matemática não é o principal tradutor da Natureza porque enquanto a lógica matematica é linear, a evolução natural é curva e até retrocede revertendo o sentido do tempo e contraindo o espaço.

Então a cosmovisão geral da Matrix/DNA está sugerindo que a emergência da auto-consciência é um fenômeno impôsto ao cérebro humano naturalmente por um sistema ex-machine, super-natural em relação à natureza universal. E nêste ponto do meu método peculiar de investigação se encontra com o método da Física Quântica na encruzilhada da estupefação e interrogações. Vamos ter capacidade para abordar e tocar o fenômeno mental considerando-se que somos produtos de uma natureza limitada perante êle que vem de uma natureza que transcende a nossa?

xxx

Comentário da Matrix/DNA postado no artigo:

TheMatrixDNA

I think the electron problem measurement is a relativistic issue due the electron having a normal life cycle, which changes its shapes and positions in accelerated micro-time not perceived by our brain, which life cycle is about a medium level of time. Until some proof, consciousness is produced naturally by brains, but, the models and graphics in Matrix/DNA are suggesting that consciousness has a super-natural substance. How could it to be natural and super-natural at same time?

The models suggests this Universe is merely the carrier of a process of genetic production, reproduction of the system that created it. As it happens with human embryology, the embryo arrives naturally to consciousness, but it is imposed by a system outside the womb through genetic make up. So, consciousness is super-natural in the sense that the parents are ex-machine in relation to the nature inside the womb.Human consciousness is at its birth times, even did not opened its own eyes, has no clues about its body, shape, substance. But it is being modeled with the configuration of a normal natural system by the natural formula of systems described in the “Universal Matrix/DNA of Natural Systems and Life’s Cycles Theory”.Since that our models suggests that the electro-magnetic spectrum of light is the carrier of a code for life, through its seven kinds of different frequencies, and photons are inside atoms, it is presumable that electrons are under a process of life cycle like we are. If you was the size of the Universe and living a macro-time, you never could see any shape of a human being, be it embryo, child or adult. Neither could you to fix its position in the space. Same thing for an electron under life cycle.

xxx

Dito isto, noto que a palestra do David Albert fornece importantes informações e material para desenvolver nossas reflexões. Por isso vou tentar traduzi-la e resumi-la aqui para melhor afixar a matéria na minha memória.

Questão: A mecânica quântica fala de alguma maneira sôbre a auto-consciência?

David: Bem, tem sido pensado que sim, e presumivelmente ela faz de um modo ou outro. Tem havido episódios na história de conflitos com o problema das medições nos ultimos 50 anos, quando distintos físicos – por exemplo, Eugene Wigner, Prêmio Nobel – se tornou convencido que o estado consciente estava se tornando absolutamente essencial e inevitável ingrediente de qualquer possível solução para o problema da medição que estivemos falando antes. Você deve se lembrar que o problema era que quando nós abrimos esta caixa nós vemos um elétron tanto aqui como ali, mas as equações fundamentais do movimento na mecânica quantica, se você aplicá-las tambem para nossos cérebros, deveria parecer predizer o contrário, okay, que nós distintamente vemos um elétron ao mesmo tempo em dois lugares diferentes; mais exatamente, nossos cérebros terminam com uma super-posição de estado associado com o ver aqui e o estado associado com o ver ali. Isto é, nossos cérebros chegam a uma condição onde êle falha mesmo na tentativa de fazer sentido onde nós acreditamos que o eletron possa estar.

( Continuarei esta tradução quando tiver mais tempo, sorry…)

…  That is, our brains end up in some condition where it fails even to make sense where we believe the electron to be. Okay.

Wigner took a look at this situation and said, well, so apparently what’s going on here is that our brain, or at the very least our mind, seems to be evolving in a way that directly violates these fundamental equations of motion. And Wigner’s approach to this was, instead of seeing this as bad news, okay, to see it as the news we’ve been waiting for, you know, since the beginning of science. Here is finally a proof that the mind of the observer is not a physical object and is not tied to physical objects in the way that rocks are or tables are or chairs are, so on and so forth. That is, the reason that the fundamental equations applied to our brains end up making the wrong predictions — so said Wigner — was because our brains have this special additional feature of being associated with consciousness, okay?

And this had the sort of cute effect of turning the traditional mind/body problem on its head. Traditionally the worry has been that the picture of the world that’s emerging from physics is hostile to mind, that there’s no place for mind in it, that we can analyze everything in terms of the physics of our brains — why I’m saying this, why I do everything I do, so on and so forth — it’s hostile to mind, it’s hostile to all of these things that we associate with mind, like freedom of will, so on and so forth. Wigner thought he had an argument that as a matter of fact in quantum mechanics, precisely the opposite turns out to be true: not only is physics not hostile to the idea that there is a distinct nonphysical, mental thing intervening in the physical world; not only is it not hostile to that; it absolutely needs that in order to make the right predictions. It absolutely needs this mind to come in and violate the equations of motion in order to make this electron end up in one determine place or another, which is what we observe it doing. So Wigner thought first of all he had for the first time a clean mathematical definition of the difference between a physical entity and a mental entity. A physical entity is by definition an entity that obeys these equations of motion. A mental entity is the kind of entity that is capable of causing violations of those equations of motion. Good.

This sounds cute for about 10 minutes, but it quickly became embarrassing. I remember myself as a young graduate student being at conferences where Wigner would stand up and speculate that although dogs could likely cause violations of the equations of motion, mice probably couldn’t. And it just became silly and embarrassing, and one didn’t know where he was coming up with this, and one was going to be forced, in order to write down the fundamental physical laws in a clean way, to make these distinctions between conscious and not conscious; whereas what seems much more plausible to everybody is that there’s some continuum going from conscious to not conscious, rather than some clean cutoff point. And it was just a mess. So this was a view that was entertained seriously for about a 15-year period from the early ’50s, maybe, to the late ’60s and hasn’t been taken particularly seriously by physicists since then. On the other hand, the existence of this view in this earlier historical period has been a goldmine for New Age enthusiasms about quantum mechanics ever since then.