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Evolução e Gravidade não são algo real, apenas métodos humanos de medição?!

segunda-feira, agosto 23rd, 2010

Um comentário no site abaixo suscita uma nova e importante questão:

TED Ideas Worth Spreading

no enderêço:

http://www.ted.com/talks/richard_dawkins_on_militant_atheism.html

Nathan Zimmerman (0) -2

May 1 2007: “If the teleological argument implies god, denial of the teleological argument does NOT imply denial of god. Dawkins very much annoys me on this point, whenever he takes up philosophy he just seems to become illogical and mean-spirited.

Furthermore, evolution shows HOW not WHAT. What I mean when I say this is basically the old Cartesian point that “gravity” is merely the measured speed at which things drop–we don’t know if/what causes such an action. The same is totally possible about evolution and Dawkins simply fails on this point.

I’m tired of simple minds simply accepting what Dawkins has to say and thinking him the arbiter of rationality–there’s a reason why philosophers by and large do not respect his work. It isn’t rigorous.”

Comentário da Matriz:

Realmente não sabemos o que é essa fôrça alcunhada de Gravitação Universal, ou Fôrça Gravitacional. Basta ler o capítulo “Gravidade” na Wikipédia para se notar que tôdas as teorias a respeito apresentam problemas e não existe consenso. Mas quando o autor do post acima sugere que gravidade é apenas um método de medição e Evolução também, êle traz uma inquietante novidade ao pensamento. Claro, não tenho o gabarito dos especialistas para tratar dêsse problema, mas surge-me algumas idéias aqui. Evolução seria a medida da complexidade? Mas evolução é um processo, o qual apresenta regras (variação, seleção, hereditariedade, na Teoria Darwinista e na Teoria da Matriz são estas três mais as quatro variáveis acrescidas pelos modêlos). Seria a Gravitação tambem um processo?! Quais as regras?

O assunto me caiu pesado e sonante porque a idéia de que Evolução não é uma fôrça real, que seria apenas um conceito humano para denominar uma sequência de fatos observados, agita a Teoria da Matriz. Foi ela, a única no mundo até êste momento, que disse que evolução não existe de “per se”, que ela é apenas um processo contido dentro de outro processo maior: reprodução. E os modêlos argumentam: hipotéticos micróbios vivendo dentro da barriga de uma gravida e assistindo o desenvolvimento gestacional de um novo ser, mas sem saber que trata-se de um ser e julgando que o mundo, o universo é apenas o interior da barriga, juraria de pés juntos que existe evolução e que estão assistindo a evolução em marcha. Mas nós que estamos fora e além do universo dêles sabemos que não se trata de evolução e sim, reprodução. Para completar, os modêlos sugerem que êste nosso universo é um processo genético onde está sendo reproduzido o sistema que o gerou.

Tanbém muito se usa a palavra entropia como se fôsse muma fôrça real. Na verdade entropia é o nome da medida do processo da degeneração. Vamos ser chatos e analizar isto. O metro também é o nome de um sistema de medidas. Se dizemos que algo está evoluindo, deveríamos dizer que algo está “metrando”? Ou entropizando? Ou gravitacionando? Não faz sentido. Existe algum problema com a palavra “evoluindo”. Devemos dizer que algo está aumentando de tamanho e não metrando. Então deveríamos dizer que algo está aumentando em complexidade, nunca dizer “evoluindo”? Como também devemos dizer que algo está acelerando a degeneração, nunca “entropizando”.

Este tema parece ser um beco sem saída, inútil pois não prodiziria nada prático. Para que discutir semântica? Ocupação para filósofos desocupados? Talvez não. A Teoria da Matriz fêz questão de desbancar a palavra “origem”. Origem dá a idéia de que algo surge onde antes nada havia ali ou não havia nada parecido com o que surgiu. Então diz-se “origem do universo”, “origem da vida”.  Mas não existem ocorrências fora da longa sucessão de causas e efeitos naturais. Se existisse seria algo sobrenatural. E aqui está o veneno contido na palavra: daqui nascem e aqui se apoiam as religiões, as místicas, as fantasias.

Devemos então começar a pensar melhor nessa palavra “evolução”? Qual o final efeito dela na mente humana? A princípio eu responderia correndo: só pode ser benéfico pois ensina que existe progresso e desperta o homem para ser progressista. Mas todo criacionista também respode correndo que a palavra origem só pode ser benéfica porque desperta o homem para a existência do sobrenatural, de Deus. Se o criacionista está errado, se a palavra origem desmotiva o homem a procurar a causa natural e a se esforçar para fazer progredir o mundo material, quem pode me garantir que eu também não esteja errado? Que a palavra evolução, por exemplo, me levaria a outro caminho religioso, mais estritamente falando, ao caminho religioso da religião negada ou negativa ou ainda não-religião? Duas faces de uma mesma falsa moeda? É quase consenso geral que o conceito de evolução produziu muitos novos ateus. Já sabemos dos vários efeitos negativos que religiões positivas trazem para a humanidade, mas isso porque vimos a religião positiva no poder. Ainda não sabemos quais efeitos o seu simétrico, as religiões negativas, ou ateísmo, trazem para a humanidade porque ainda não vimos essa religião negativa auto-declarada e no poder.

Hoje temos um meio de acabar de uma vez por tôdas com a palavra “origem” se provar-mos que os modêlos da Teoria da Matriz estão corretos. Não existe essa separação entre Vida e inanimados, o que existe é transformação e aumento da complexidade de sistemas naturais, todos animados. Portanto nunca existiu “origens da Vida”. Nunca ninguém viu origem de coisa alguma. Mas se for necessário, existirá um meio de acabar com a palavra “evolução”? Novamente sim, se forem provados corretos os modêlos da Matriz. Mas se para acabar com “origem”  basta provar a correção de modelos referentes a planetas, para acabar com “evolução” necessita provar a correção de modêlos referentes ao universo. Provar que está havendo aqui uma reprodução. Isto só será possível se sairmos fora do universo. Então… acho que essa palavra, certa ou errada, vai ficar por aqui entre nós por muito tempo ainda.

Nós sempre tivemos a mania de repetir ad infinitum criações de nossa imaginação a ponto delas sedimentarem-se em nossa mente como coisas reais.  Assim acontece com as criações imaginativas e insensatas como “eternidade”, “infinito”, “tempo”, “mão direita ou esquerda”, etc. É como a criança acredita no Papai Noel sem nunca refletir realmente sôbre o que está se referindo. Estará com os evolucionistas (como eu) ocorrendo o mesmo com o nome da medida da complexidade a que demos o nome de “evolução”?